Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

quinta-feira, março 31, 2005

Futebol e Columbofilia

O blog já tinha dado conta do resultado do jogo entre o S. Roque e o Fajões, mas este assunto é outra vez publicado, visto ter sido divulgado um excelente artigo no "Correio de Azeméis" que dá conta de todos os pormenores do jogo.
Para tal, deixo o artigo na sua totalidade:

"Num derbie concelhio venceu a equipa que mais fez por isso, embora a formação de Fajões, a espaços, tivesse apoquentado o último reduto local, causando alguns calafrios aos comandados de Aurélio.

O estado do terreno, bastante pesado e escorregadio, em resultado da chuva intensa que caiu antes do início da partida e durante os primeiros 45`, não facilitou a vida aos atletas. Mesmo assim, as duas formações enveredaram, em determinadas alturas pela troca de bola rente à relva, beneficiando com isso o espectáculo. Nos primeiros minutos, embora fossem de estudo mútuo, as duas equipas procuraram chegar à baliza adversária. À passagem do minuto 12, a equipa da casa, na sequência de um pontapé de canto, quase inaugurava o marcador. Contudo na resposta, Ratinho, com o guarda-redes Lopes fora da baliza, rematou intencionalmente, mas a bola saiu ao lado. O número 10 dos azuis de Fajões, 10 minutos depois, mais uma vez, fez a bola passar muito próximo do poste esquerdo da baliza do guardião são-roquense, com este já batido.
O "gás" da turma orientada por Durbalino, para os primeiros 45` ficou por aí, já que, os canarinhos de S. Roque instalaram-se, então, no meio campo visitante. Primeiro foi Pedrinha, após jogada na asa esquerda do ataque local, à entrada da área a rematar em arco, fazendo a bola passar rente o poste direito da baliza de Zé Miguel. Os locais carregavam mais e, por volta da meia hora, o guardião fajoense estirou-se bem para evitar que a bola rematada por Sérgio entrasse na sua baliza. À segunda, Sérgio abriria mesmo o activo, após um bom trabalho de Armando, no centro do terreno, que serviu em condições vantajosas o número oito local; Sérgio, descaído sobre a esquerda, internou-se na área e, a sós com Zé Miguel, rematou para o fundo da baliza. A perder, a equipa de Fajões tentou ripostar à desvantagem, mas o adiantamento no terreno acabaria por ser-lhe fatal, já que, sobre a ponta final da primeira parte, foi apanhada em contrapé, aproveitando os locais para regressarem aos balneários com uma vitória mais consolidada. Num alívio da defensiva canarinha, Miguel, em disputa com um defensor forasteiro, conseguiu, por mais de uma vez levar a melhor e, já dentro da área, rematou cruzado, sem hipóteses para Zé Miguel.
No reatamento da partida, a equipa de Fajões poderia ter amenizado a desvantagem, mas a bola cabeceada por Jorge passou rente ao poste direito da baliza de Lopes. Quase de imediato, a formação de Fajões quase conseguia os seus intentos, num lance em que a posição do dianteiro visitante, descaído sobre direita, mesmo nas "barbas" do assistente do lado da bancada de José Pereira da Silva, deixou algumas dúvidas. A partir deste ímpeto inicial dos visitantes, os locais recompuseram-se e voltaram a equilibrar a contenda e Armando, aos 64`, poderia mesmo ter sentenciado a partida, mas, em posição privilegiada, o chapéu saiu torto.
Pouco depois a formação são-roquense ficaria reduzida a 10 unidades, por expulsão de Miguel, que viu o segundo amarelo. Era altura de resguardar mais o último reduto. As duas equipas pareciam conformadas com o resultado, em resultado do enorme esforço a que haviam sido submetidas ao longo dos primeiros 45` e nem as alterações levadas a cabo por ambos os técnicos trouxeram algo de novo. Apenas a registar dois lances de bola parada, um livre na esquerda do ataque visitante e um pontapé de canto; no primeiro caso, um homem de S. Roque, de cabeça, aliviou a sua defensiva de males maiores, enquanto na segunda foi o guardião Lopes a evitar que a bola, após a marcação de um pontapé de canto na direita por Bruno, entrasse directamente na sua baliza.
O trio de arbitragem não agradou a gregos nem a troianos. Nem sempre o árbitro soube distinguir as faltas efectivamente cometidas dos choques resultantes do estado do terreno. Pereira da Silva, sobretudo na segunda parte deu "festival" de apito, prejudicando o espectáculo com sucessivas interrupções.

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S. Roque - Lopes; Renato, M. Rui, Luís, Marquitos, Daniel, Miguel, Sérgio (Max, 89`), Armando, Rodrigues (Samuel, 78`) e Pedrinha (Quinito, 65`)

Fajões - Zé Miguel; Rebelo, Kikas, Pedro, Cadete, Jorge (Daniel, 86`), Barbosa (Carapucinha, 68`), Bruno, Simão (Padeiro, 76`), Ratinho e Fábio.

Jogo no complexo desportivo do Calvário, em S. Roque.

Árbitro: José Pereira da Silva
Assistentes: Alcino Santos e Sérgio SilvaDisciplina: cartões amarelos para Daniel (6`), Simão (31`), Miguel (36`), Rebelo (48`), Barbosa (48`), Renato (56`) e Luís (87`). Cartão vermelho para Miguel (70`, a.a.).

Marcadores: Sérgio (35`) e Miguel (44`)."

Ainda no que ao desporto da freguesia de Fajões diz respeito, aqui ficam os resultados de mais uma jornada de columbofilia:

Ordem de Chegada:
1º Fernando Fernandes, 2º João Cardoso, 3º e 5º Pombal Quinta das Moutas, 4º Felisberto Costa, 6º Manuel Conceição, 7º e 8º Abílio Barbosa, 9º e 10º José Miranda.

A classificação geral do S. C. Fajões é a seguinte:

1.º P. Q. Moutas - 1053
2.º Abílio Barbosa - 1050
3.º José Miranda - 1010
4.º Albertino Silva - 966
5.º Fernando Fernandes - 939
6.º João Cardoso - 891
7.º Mário Silva - 891
8.º Fernando Soares - 862
9.º Carlos Silva - 764
10.º Armando Oliveira - 728

A luta pelo primeiro lugar está renhida, estando os dois primeiros classificados apenas separados por 3 pontos.

Saudações...

quarta-feira, março 30, 2005

Queima do Judas 2005

Apesar da chuva, mais uma vez cumpriu-se a tradição e realizou-se mais uma queima do judas no lugar do Tapado.

Como é habitual muitos populares dirigiram-se ao lugar e estiveram até de madrugada a assistir à queima. O frio fez-se combater com uma fogueira que habitualmente também é ateada, e como não podia deixar de ser com vinho e pelos petiscos.

Para o ano fica prometida mais uma edição da queima.

Podem ver algumas fotos, no Foto-Report.

  • Foto-Reportagens - Queima do Judas 2005


  • Saudações...

    terça-feira, março 29, 2005

    3000 Visitas!

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    Com pouco mais de seis meses de vida, o blog atingiu na passada semana as 3000 visitas de users com diferente ip. Trata-se de um número bastante bom, para um projecto que se dedica por completo à divulgação da freguesia de Fajões.

    Um projecto que foi melhorando ao longo do tempo, e que foi criando novas secções. Das quais se destrancam as "Foto-Reportagens" e a "Secção Inquérito".

    Para terminar quero agradecer a todos aqueles que contribuíram de uma maneira ou de outra com este projecto e também aqueles que diariamente visitam o blog, pois são esses que me fazem continuar com o projecto.

    Qualquer sugestão, dúvida, noticia, ou outro assunto, pode faze-lo através de várias formas: Nos comentários, no livro de visitas ou ainda através do e-mail: Sousa1982@sapo.pt

  • Secção Inquérito

  • Foto-Reportagens

  • Saudações e obrigado a todos!

    domingo, março 27, 2005

    S. Roque 2 - 0 Fajões

    O Grupo Desportivo de Fajões, perdeu uma grande oportunidade de conseguir quase a garantidamente a manutenção na primeira divisão do distrito de Aveiro, em futebol.

    Ontem, o G.D.F. perdeu no terreno do S. Roque por duas bolas a zero. As dificuldades que o Fajões esperava encontrar, acabaram-se por confirmar, sendo o resultado inteiramente justo.

    Não se esqueçam, que a votação sobre a manutenção do G.D.F. ainda se encontra aberta.

    Saudações...

    sábado, março 26, 2005

    Páscoa da minha infância!


    É com grande honra que público no blog, mais um artigodo Sr. Albino Pinho, um fajoense de "gema".
    Inicialmente este artigo era para sair no Correio de Azeméis desta semana, mas por motivos tecnicos tal não foi póssivel. Assim, o blog orgulha-se de ser o primeiro orgão de comunicação a faze-lo.
    O artigo, como este senhor já nos habituou, é de excelente qualidade e mostra como a época da Páscoa era vivida em Fajões à uns tempos atrás.
    Aqui fica o artigo na totalidade:

    Naquele tempo tudo começava na véspera de domingo gordo. Munidos com o nosso espeto de ferro, como mandava a tradição, mais a saca a tiracolo, percorríamos algumas das casas de lavradores mais abastados, especialmente do lugar de Passos, pedindo um bocado de carne de porco, salgada ou defumada, que depois era enfiada no espeto de ferro. Para a saca eram sempre bem benvindos, um pedaço de brôa de milho, umas batatinhas, feijão ou hortaliças, ou outra coisa, pois cavalo dado não se olha o dente.

    Os tempos eram de enormes carências, e só alguns lavradores mais abastados, e bondosos é que iam á salgadeira buscar um pouco de carne baixa de porco (toucinho), ou um bocado de unto para fazer a gordura do caldo de couves.

    O recolhido ajudava sempre a completar o almoço de carne do domingo gordo, antes de entrarmos na purificação do espririto durante sete longas semanas, onde era pecado grave comer carne, especialmente á sexta-feira. O menu do domingo gordo era assim espécie de cozinho á Portuguesa, com mais gordura do que febra. Se carne já não fazia muito parte dos nossos hábitos alimentares devido á falta de meios para a obter, durante a quaresma que se aproximava então nem a vía-mos, era o jejum e abstinência quase total até á Páscoa.
    Só os mais abastados que a tivessem, ou a podessem comprar, a poderiam comer, desde que pagassem as indulgências ao padre.

    Mesmo em criança nunca compreendi muito bem isso das indulgências, e parece que não fui o único, pois Martim Lutero muito antes de mim também não compreendeu.

    Findo o almoço de domingo gordo, a equipa do costume, irmãos primos, e amigos, juntavam-se no largo do coelho, ou do ti Adriano, para correr o carnaval, como dizia-mos. Vestidos a rigor, que normalmente para a época consistia no seguinte, calças dos mais adultos já esfarrapadas, amarradas á cinta com um cordel, ou uma velha cintura, um grande casaco, tudo já muito roto, mais um chapéu, também em muito mau estado. A careta, ou mascara, era confecionada por nós, normalmente feita de papelão, e pintada com um carvão, ficavamos assim tipo espantalhos.

    Cada um dava largas á sua imaginação na sua forma de se mascarar, ás vezes iamos com roupas femininas, e vice versa, mas no geral não havia muitas diferenças devido á escassez de meios. Tudo isto só ficaria completo se estivessemos equipados com as bombinhas, serpentinas, brilhantes, e ainda mais importante, com o pó de arroz, para emoleirar as raparigas. A técnica consistia em abordar a "presa" de uma forma matreira, e com o pacote do pó de arroz já aberto num dos cantos pulverizar-lhe o cabelo o mais possível, o que nos valia ás vezes uma valentes bofetadas daquelas mais ariscas, pois uma rapariga emoleirada era espécie de uma derrota pessoal, o que muitas vezes lhe estraga a tarde obrigando-as a ir para casa a chorar com o cabelo como o do pai natal.

    As bombinhas, e rastilhos, íamos acendendo, e lançando, conforme o local e circunstância. Como percorríamos vários lugares, em grande folia carnavalesca, o nosso instinto de rapazotes era também o de fazer alguma coisa de novo, algumas malandrices inofensivas próprias da idade. Recordo-me, entre muitas, de uma vez ao passar por uma casa térrea, tipo casebre, onde o único morador era uma solteirona já de meia, sempre de mau humôr, um do grupo ter uma ideia genial, como ela andava a varrer a cozinha, e tinha a porta da mesma virada para o caminho aberta, acende uma bombinha e lança para dentro da cozinha, o susto da pobre mulher foi tão grande, e inesperado, que saiu ao caminho com a vassoura em riste e como não nos pode apanhar ainda nos lançou a dita que voou uns bons metros atré cair no meio do grupo, tudo isto acompanhado com umas dezenas de pragas que se prolongaram até desaparecermos na curva mais próxima, a nossa sorte é que íamos todos mascarados, e não podemos ser identificados, senão tinhamos o Sr. Regedor, ou a G.N.R no outro dia em nossa casa.

    Oa materiais de carnaval eram comprados com as nossas pequenas economias em qualquer das mercearias de Fajões, mas a loja do ti Belmiro "Carriça" em Casalmarinho era a que tinha melhor sortido, ainda me lembro que uma bomba de carnaval custava 2 tostões (20 centavos) e caixa de pós de arroz 15 tostões (1 esc. e 50 cent.), quem não tivesse dinheiro para a caixa de pó de arroz, com uma vazia enchia-a de cinza, ou farinha, era mais económico, só não tinha o mesmo perfume. Todas as folias carnavalescas, acabavam imperativamente o mais tardar á meia noite de terça-feira de carnaval.

    A partir de quarta feira de cinzas a música era bem diferente, respeito absoluto, e sobretudo muito silêncio, mesmo o Cine S. Martinho que até aí tinha sempre dois potentes altifalantes nas escadas da sede da Junta para anunciar as sessões de cinema, durante todo o período da quaresma o Sr. Júlio remetia-os ao silêncio até á Páscoa. Assim como todo o tipo de bailes públicos. Uma casa afamada na região pelos seus grandes bailes de domingo á tarde era a loja do ti Marciano em Passos, não posso garantir mas penso que também nesse período o ti Marciano não os organizava.

    Vinham as novenas da quaresma em que quase toda a aldeia participava, com grande fervor religioso a roçar o fundamentalismo. Cerimónias que tinham uma liturgia especial, por vezes acompanhada por famosos pregadores vindo de fora, alguns que tinham sido missionários em África, e que criavam nos fiéis uma emoção diferente. Findas as cerimónias as raparigas em grupos de regresso a suas casas, e a duas e três vozes cantavam lindas canções religiosas, e populares, que com a escuridão da noite se propagavam ao longe, dando ainda mais mistério, e respeito á quaresma.

    Ainda me lembro também do encomendador das almas, normalmente era por promessa, e tinha de ser homem corajoso, e sobretudo muita fé. Durante toda a quaresma esse homem ia a uma determinada hora da noite á porta principal da igreja de Fajões, e com um varapau de marmeleiro dava umas pancadas na porta chamando as almas boas para o acompanharem. Bem agasalhado e com um lampião na mão, para iluminar o caminho, levava as ditas almas a vários locais ermos da freguesia, e ao cimo de alguns montes que faziam parte do roteiro do ritual, de onde proferia a plenos pulmões misteriosas ladaínhas.

    Feito todo o percurso usual, o encomendador das almas levava-as outra vez á igreja, dando por terminada o ritual do dia, que era sempre identico até ao fim da quaresma. Contavam os anciões de Fajões que o encomendador depois de as entregar nunca devia olhar para trás, nem falar para ninguém até entrar em sua casa, pois diziam que também havia más almas no meio da boas, e que já tinham havido encomendadores que olharam para trás e ficaram tolhidos, vindo a morrer dias depois sem pronunciar uma única palavra do que viram.


    Era eu ainda criança e ás vezes minha mãe pedia silêncio pois ouvia-se o encomendador das almas no alto do monte próximo, o que me causava um medo enorme ouvir aquela voz misteriosa ao longe na escuridão, muitas vezes em noites de rigorosa invernia.
    Lembro-me de um ti João do lugar da Torre fazer essas práticas no início dos anos sessenta, e o último que tenho memória foi o ti Afonso "Valadares" em 1969.

    Durante a quaresma, e normalmente no último fim de semana das novenas, havia as confissões da quaresma, era quase obrigatório toda a gente ir contar os seus pecadinhos, pecados ou pecadões ao confessor, o tamanho da penitência para a absolvição era conforme a quantidade, e gravidade dos mesmos. Para as ditas confissões vinham vários padres de fora, que durante todo o dia, e horas a fio iam confessando, e absolvendo os prevaricadores da lei, e fé católica.

    Minha saudosa avozinha, muito religiosa, e superticiosa também, dizia repetidas vezes, pecado na quaresma vale por 7, e depois de confessado quem fizer uma asneira, ou rogar uma praga tem de ir falar com o padre Zé antes de tomar a hóstia de domingo, senão é pecado mortal. Ás vezes tinha dúvida se realmente o que tinha feito era mesmo pecado, então primeiro ia confessar o suposto pecado á minha avô que normalmente por vias das dúvidas me mandava ao padre Zé.

    O domingo de ramos era outro momento de fervor religioso muito forte, ainda menino de catequese minha mãe preparava um ramo para cada um de nós, feito de alecrim e ramos de oliveira. A igreja estava toda decorada com panos roxos pelo Sr. Mário "Brega", barbeiro, armador, e decorador de igrejas, tratava ainda de funerais, pessoa muito respeitada em Fajões morava no adro. Finda as cerimónias do domingo de ramos, os mesmos eram benzidos, e com eles íamos participar na procissão em volta da igreja.

    De regresso a casa os ramos benzidos eram muito bem guardados para acudir a alguma maleita, e em caso de necessidade fazer alguma mesinha, mas sobretudo deitar ao lume em caso de forte trovoada, acompanhada com uma ladaínha, em honra de St. Bárbara.

    O domingo de ramos, da parte de tarde, era aproveitado pelos namorados para oferecerem um pequeno ramo um ao outro, para no domingo de Páscoa receberem as amendoas do seu amado(a). E ainda dos afilhados aos padrinhos, para receberam o folar na Páscoa.
    Havia um diatado que dizia; lava os teus panos nos Ramos, que na paixão lavarás ou não!!!

    Queria dizer que normalmente a semana santa que se seguia era um tempo humido e triste, que não possibilitava a lavagem e secagem dos panos da casa. Era nessa semana que normalmente as famílias mais pobres aproveitavam para fazer um reforma geral na casa com os meios que dispunha, mudar o colmo das enxergas, lavar o soalho com sabão amarelo, caiar os muros interiores, e ás vezes exteriores, e lavar toda a roupa da casa, sobretudo a das camas.

    A semana santa era a que mais simbolismo tinha na quaresma, e as visitas á igreja, sobretudo á noite para rezar e velar, eram frequentes por parte da maioria dos fajoenses, pois havia orações e praticas especiais, como a missa do lava pés etc. Sexta-feira santa ás 15h em ponto, era quase obrigatório parar 3 minutos, onde nos encontrassemos. Essa prática prolongou-se por muitos anos, era já eu adulto, e na UIC onde trabalhava ás 15h em ponto era desligada a corrente electrica geral da fábrica durante os 3 minutos.

    Recordo-me que segundo os regulamentos da santa igreja, defunto que fosse sepultado com o Senhor morto, isto é, entre as 15h da sexta-feira santa, e as 24h do sábado da aleluia, não tinha direito a acompanhamento religioso, nem a toque dos sinos, pois entendia-se que o senhor ainda estava morto. Se a memória não me atraiçoa recordo-me de uma caso concreto desses, de uma senhora de Passos que faleceu nesse período, e foi sepultada no sabado da aleluia de tarde. Ainda durante este período mesmo as radios só emitiam musica sacra.

    Minha mãe que durante algum tempo andava a armazenar alguns ovos, das nossas poucas galinhas, em sítio secreto, para na semana santa fazer o sonhado pão de ló, a quantidade de broas dependia dos ovos que houvesse armazenado.

    Era em casa de minha avô materna nos Salgueirinhos, qua algumas vezes era confecionado o famoso bolo de Páscoa. Minha avô, minha, mãe, minha tia, a comadre de minha avô, ti Maria "dos figos", reuniam-se, juntavam todos os ovos e numa grande escodela de madeira ali era preparado e confecionado o esperado bolo, enquanto o forno a lenha ia ficando au point. A divisão do produto final era, com o é evidente conforme a matéria prima que cada uma tinha trazido. Eram momentos muito bonitos para nós crianças que participava-mos na preparação de tudo como podíamos, ou ajudando a puxar o cordel do batedor manual de ovos feito em madeira, ora indo buscar água á fonte da mina no monte, ou ainda buscar lenha á loja de minha querida avô.

    Finamente chegava o sábado da aleluia, e o pressentimento que tinhamos era de grande alívio, como o de ter saído de um longo percurso num túnel escuro
    A carga emocional da quaresma começa a desanuviar-se, mas também havia um sensação bizarra de falsa santidade, a dúvida de saber se tinha-mos feito o nosso melhor dentro desse longo túnel de purificação espiritual.

    A Páscoa chegava!!! finalmente a passagem do inverno para a primavera!!! já com os cheiros da mesma a se sentirem no ar, brevemente começavamos a ouvir os cucos e as poupas, aves migratórias anunciadoras de tempos mais alegres.

    Há aromas incunfundivéies de Páscoa por todo o lado, a fenos, lírios, japoneiras (camélias) primaveras, que se misturam com os dos doces, e ainda á cal das paredes recentemente caiadas. O padre Zé, o juíz da cruz, o resto da equipa, com o rapaz da campaínha á frente a anunciar a chegado do compasso. Começam a grande maratona, a de levar o Senhor ressuscitado, a toda a aldeia em dois dias, tarefa árdua, e fatigante, mas feita com muito gosto e amor.

    No domingo ao fim da tarde, toda a família, ia beijar o Senhor a casa da minha avô, aos Salgueirinhos, depois de tudo arrumado, e de ter saboreado um pouco do pão de ló de nossa avozinha, feito em formas diferentes, normalmente em pequenos tachos, descíamos com ela até á nossa casa nas Môutas, pois era das poucas vezes que ela dormia em nossa casa, trazia algumas flores do seu pequeno jardim, e uma linda toalha de linho, para adornar a nossa mesa de Páscoa. Minha avozinha era também minha madrinha de baptismo, e na Páscoa dava-me sempre uma humilde prenda, ou folar.

    Segunda-feira de manhã a azáfama era enorme, para que tudo estivesse pronto á hora precisa. Já se ouvia a campaínha no largo do ti Adriano, a adrenalina sobe consideralmente.

    Toda a numerosa família está em volta da minúscula sala, quase nem respiravamos, quando sentíamos o rapaz da campaínha subir as nossas escadas de granítos mais esfregados que nunca, e cobertas de fenos, e outras ervas e flores aromáticas

    Depois de dar o Senhor a beijar, havia ainda tempo para dois dedos de conversa, tirar ou meter amendôas na mesa, conforme a situação. O homem da saca ocupava-se de levantar o dinheiro que normalmente estava espetado numa laranja, ou simplesmente num pequeno prato.

    O campasso seguia para o fundo do lugar, enquanto davamos largas á nossa alegria de crianças, minha mãe começava a cortar o pão de ló, que era saboreado como um apreciador aprecia o bom vinho. De repente ouvem-se o estralejar de foguetes no fundo do lugar, é o meu tio Belmiro, muito vaidoso, gosta sempre de ser diferente, dizem os presentes!!!

    Da parte de tarde, com os bolsos bem cheios de amendoas, e a irreverência da idade, corría-mos ao encontro do compasso para os lados do Candal, que acompanhamos nas suas últimas visitas apressadas.

    Nota-se já uma fatiga evidente em toda a equipa, mas nunca falta o sorriso, e boa disposição, a visita pascal se termina já com o crespúsculo nos caseiros da fábrica das tripas.

    sexta-feira, março 25, 2005

    Queima do Judas 2005


    No próximo sábado (amanhã) e como é já tradição em Fajões, irá decorrer a "Queima do Judas 2005". Trata-se de uma tradição, já com mais de quinze anos e que desde a sua primeira edição que é organizada por um grupo de amigos, todos residentes no lugar do Tapado e arredores.

    Assim, a organização convoca todos os residentes em Fajões e freguesias vizinhas a deslocarem-se ao lugar do Tapado, mais precisamente na Rua 21 de Junho, por voltas das 23.30, de modo a assistirem à "Queima do Judas", que terá o seu iní­cio à meia-noite e decorrerá até que o "boneco" resista.
    Durante a "queima" haverá "comes e bebes".

    Para terminar, informo que podem visualizar algumas fotos da "queima do ano anterior", e que daqui a alguns dias, será divulgada uma Foto-Reportagem da "Queima do Judas 2005"

  • Foto-Report - Queima do Judas 2004


  • Saudações...

    quinta-feira, março 24, 2005

    Centro Social apresenta relatório de actividades


    A direcção do Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos apresentou um lucro no ano de 2004 que ultrapassa os 60.000,00 euros. Durante a assembleia, o presidente da mesa viu ser aprovado um voto de repúdio pela sua actuação durante os trabalhos.

    Depois de alguns anos a somar prejuízos, a actual direcção, que já no primeiro ano conseguira inverter os resultados negativos, viu reforçada esta tendência, graças a uma gestão criteriosa da direcção presidida por José Santos. Assim, enquanto os custos atingiram os 445.142,20 euros, os proveitos cifraram-se em 505.179,72 euros. Os lucros do total da receita atingiram os 11%, enquanto o seu aumento, comparativamente com o ano anterior, atingiu os 82%.

    Relativamente ao que fora orçamentado, verifica-se que o Centro Social conseguiu gastar menos cerca de 2.500,00 euros em géneros alimentares, menos 6.000,00 euros em custos com pessoal. Em contrapartida, a direcção viu as receitas aumentarem em 76.107,17 euros, provenientes das mensalidades dos utentes (+25.714,00 euros), comparticipações (+2.304,00 euros), subsídios da Segurança Social (+31.725,17), Instituto de Emprego (+12.452,00), autarquias (+2.477,00) e particulares (+1.435,00 euros). Apesar de tudo, a direcção aumentou em 11,5% os custos com pessoal, sendo que 5% diz respeito a estágios profissionais e a Programas Ocupacionais para Carenciados (POC). Em termos de actividades, foram apresentadas as realizadas mensalmente pelas diferentes valências, creche, jardim-de-infância, ATL e centro de dia ao longo do ano, um documento minucioso e esclarecedor. Também a direcção no relatório apresentado dá conta das acções desenvolvidas, algumas delas com expressão pública através da imprensa, como foi a da aquisição e bênção de uma nova carrinha para a valência de Apoio Domiciliário.

    Dentre as actividades desenvolvidas pela direcção, realce-se as candidaturas ao Programa Operacional para Carenciados, o pedido de alargamento do protocolo para Apoio Domiciliário, que foi alargado a mais 10 utentes, totalizando agora 20 em dias úteis e 15 a sete dias, a conclusão e aprovação do levantamento da Rede Social da Freguesia, levado a cabo pelo presidente da direcção e por uma técnica de Serviço Social. A direcção conseguiu ainda apresentar o anteprojecto do ATL com auditório, alargamento da creche e remodelação do centro de dia, obras que deverão ter o seu início em Agosto próximo e apostou fortemente na formação profissional das suas funcionárias.

    A assembleia ficou marcada pela apresentação de três votos de louvor, apresentados por Nelson Oliveira, Jorge Paiva e Avelino Almeida, pelo bom desempenho da direcção, indo aliás ao encontro do parecer do conselho fiscal. Este órgão fiscalizador propôs um voto de louvor à gestão da direcção, por ter invertido a gestão, passando de resultados negativos para lucros e, particularmente ao presidente José Santos, por trabalhar a tempo inteiro e gratuitamente para o Centro Social Dr.ª Leonilda. O presidente da direcção sentiu-se agastado com o seu homólogo da mesa da assembleia por considerar que Avelino Pinho não tinha perfil e insinuava acusações, denegrindo uma instituição que tem trabalhado bem, tendo o visado penitenciado com o desconhecimento dos estatutos Todos os votos foram aprovados por unanimidade.

    Saudações...

    BECAS inaugurada na EB 2,3



    A BECAS (Biblioteca Escolar e Centro de Aprendizagens) da Escola EB 2,3 de Fajões foi inaugurada na terça-feira passada, um momento importante para a comunidade escolar, abrilhantado com o som das flautas e xilofones proporcionado pelos alunos. A biblioteca é um espaço acolhedor onde, como referiu a presidente do conselho executivo, estão reunidas as condições para os alunos atingirem um resultado satisfatório a nível escolar. "Estamos a contribuir para um ensino de qualidade", garantiu Maria José Gomes. Agora com a BECAS, o conselho executivo da escola faz votos para que os alunos frequentem o espaço com regularidade, considerando ser este um espaço privilegiado para os alunos "adquirirem as competências do saber-fazer e do saber-estar, pois é para isso que a Escola serve".

    "Escola mais rica"

    A inauguração da biblioteca na EB 2,3 de Fajões contou com a presença do coordenador do Centro da Área Educativa do Entre Douro e Vouga, que reconheceu que o dinheiro investido na Educação e nas melhorias das escolas é sempre bem empregue. Para Isidro Figueiredo, na biblioteca, além do contacto com o livro, os alunos têm um contacto privilegiado com outros meios tecnológicos indispensáveis nos dias que correm. O presidente da Câmara Municipal, tal como Isidro Figueiredo já o tinha feito, congratulou o conselho executivo pelo espaço apresentado, reconhecendo o trabalho e a dedicação do mesmo para a concretização da estrutura."A Escola ficou mais rica, mas, também, com mais responsabilidades", frisou Ápio Assunção, reconhecendo que "não se justificam escolas sem estas estruturas". O presidente da autarquia encerrou a cerimónia de inauguração da BECAS deixando um alerta: "A riqueza maior que o mundo tem e onde temos de apostar fortemente é nas pessoas, mas isso não se tem verificado".

    Não era má ideia, abrir a biblioteca ao publico em geral.

    Saudações...

    quarta-feira, março 23, 2005

    Inquérito - 8

    Teve hoje o seu termo a votação que decorreu durante toda esta semana. A pergunta era: "O que acha da construção de uma biblioteca publica em Fajões?"
    Num total de 7 participantes, 4 (57%) responderam que era um bom projecto para o futuro. 2 (29%) Pensam que a biblioteca já deveria estar construída à muito, enquanto que 1 (14%) pensa que existem obras ,mais importantes em Fajões para se fazer.

    A próxima pergunta está relacionada com a prestação do G.D.F. na 1ª divisão do distrito de Aveiro. Num momento decisivo da época, a pergunta é a seguinte: "Pensa que o G.D.F. irá conseguir a manutenção na escalão principal da associação de futebol de Aveiro?"
    As votações estão abertas até à próxima quarta-feira. Para todos aqueles que queiram ter uma discussão mais aberta do assunto, têm os "comentários" para o fazer.

  • Votação/Resultados


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    terça-feira, março 22, 2005

    Curso Sénior de iniciação à  Internet


    O curso sénior de iniciação à Internet, organizado pela junta de freguesia, e que está a decorrer no espaço Internet da freguesia, está a ser um sucesso.
    A adesão foi imensa por parte dos habitantes da nossa freguesia e não só, que apenas foi possí­vel admitir os primeiros 24 inscritos, que posteriormente foram divididos em 2 turmas de 12 alunos cada.
    A primeira aula, que decorreu no passado dia 7 de Março, e ficou marcada pela "agitação" e pela curiosidade dos inscritos, que ao fim de algumas aulas já conseguem aceder autonomamente à Internet.

    A administração do blog, teve conhecimento que muitos dos alunos do curso, já acederam a este espaço e que ficaram muito satisfeitos com o conteúdo aqui divulgado. Cabe a mim, autor deste espaço, agradecer a todos, e também não podia deixar passar a situação para dar os parabéns à junta de freguesia por este curso. Sem duvida que uma mais valia para todos os fajoenses.

    Saudações...

    segunda-feira, março 21, 2005

    Banda de Fajões com página na net!


    Tenho o prazer de anunciar a página oficial da banda musical de Fajões. Fui informado por um membro da direcção da banda, da construção de uma página que dá inteiro destaca à mesma.
    É com agrado que vejo cada vez mais surgirem novas páginas das colectividades da nossa freguesia com é o caso da Banda Musical de Fajões. Espera-se que ao contrário de outras páginas, esta seja alvo de actualização constante.
    O link da página já foi adicionado à barra de link`s do blog.

  • Página oficial da Banda Musical de Fajões


  • Ainda no que diz respeito a páginas da nossa freguesia, de referir que a página da junta de freguesia foi alvo de uma actualização. É lamentável a falta de actualização da página, sendo a mesma actualizada apenas de "longe a longe".

  • Junta Freguesia de Fajões
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    domingo, março 20, 2005

    G.D.F. 0 - LUSO 0


    O Grupo Desportivo de Fajões, não consegui alcançar mais do que um empate a zero bolas, frente à equipa do LUSO.

    Com este empate o G.D.F., mantêm-se a meio da tabela classificativa, estando num bom caminho para a manutenção no escalão maior da associação de futebol de Aveiro.

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    sábado, março 19, 2005

    Mais uma final...

    O Grupo Desportivo de Fajões recebe amanhã no seu terreno a equipa do LUSO.

    Caso o G.D.F. vença, este fica na primeira metade da tabela classificativa, o que significa um importante passo para os objectivos da equipa.

    O jogo está marcado para as 15 horas.

    Não falte, todo o apoio é importante.

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    Assembleia-geral do Centro Social

    No próximo dia 20 de Março, (amanhã) irá se realizar uma assembleia-geral no Centro Social Dr. Leonida Aurora da Silva Marques, em Fajões.

    A assembleia terá a seguinte ordem de trabalhos:

    1º - Apreciação do relatório de contas de 2004
    2º - Outros assuntos de interesse para a instituição.

    A assembleia tem o seu inicio pelas 9.30horas, no Centro Social.

    Nota: Se à hora marcada não estiver um número superior à maioria dos associados desta instituição, a assembleia terá o seu inicio passado 1 hora, com os presentes.

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    sexta-feira, março 18, 2005

    Mais uma polémica em Fajões...

    No jornal "A voz de Azeméis" foi publicado um artigo que dá conta de um caso "insólito" e gerador de polémica, nada que os fajoenses não estejam já habituados. Devido à sua extrema importância, aqui fica o artigo na sua totalidade.

    "Polémica estende-se ao "campo santo" em Fajões

    Uma sepultura em Fajões foi vendida duas vezes. A notícia é que este é já o segundo caso relatado na freguesia. O actual executivo volta a ter entre mãos uma "batata quente" que foi "cozinhada" pelo anterior.

    O imbróglio nasce em 2002 quando, no dia 3 de Janeiro, a Junta de Freguesia, ainda liderada por Jorge Paiva mas a escassos três dias de ser substituído pelo actual presidente, vendeu a José de Pina Bastos uma campa dupla. O problema é que uma dessas parcelas já tinha sido vendida pelo mesmo executivo a Carlos Dias e Manuel Jorge Dias um ano e meio antes, em Julho de 2000.
    A polémica estourou recentemente quando, alegadamente, José Pina de Bastos começou a fazer fundações nas duas campas, mesmo depois da actual Junta, presidida por Luís Filipe Oliveira, o ter advertido para não fazer nada enquanto a situação não estivesse resolvida com os proprietários da tal parcela.
    Mas Pina Bastos terá prosseguido com os trabalhos a ponto das ossadas dos avós dos irmãos Dias, que haviam sido ali sepultados, terem sido, inclusivamente, removidas, o que à luz da lei constitui crime. Carlos e Manuel, colhidos de surpresa, foram aconselhados pela advogada a levar o caso para o Tribunal. E foi o que fizeram, com uma convicção inabalável: "Comprei, paguei primeiro, já lá tinha os meus avós", referiu Carlos Dias em declarações ao jornal "A Voz de Azeméis", lamentando que até hoje ainda não tenha recebido um "pedido de desculpas" por parte de José Pina de Bastos, a quem já terá dito directamente estar "chateadíssimo" com a situação. "Avisei-o de que ia para o Tribunal com isto. Ele sugeriu que se podia resolver as coisas de outra maneira, mas depois disso nunca mais veio ter comigo", acrescentou.
    Carlos Dias garantiu que se ele e o irmão tivessem sido previamente abordados pelo "segundo" comprador, poderiam até ter acedido a transladar as ossadas para uma outra campa. "Mas tinha de ser tudo muito bem conversado, antes dele ter mexido com os meus antepassados", concluiu.

    Cemitério serviu para "negociar votos"?

    O caso não é inédito em Fajões. Ainda há não muito tempo, o actual executivo deparou-se com uma situação similar, que também terá tido origem na Junta do anterior presidente.
    Esse problema, contudo, tem-se mantido à espera de uma solução, aguardando-se os pareceres da Associação Nacional de Municípios e da Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Norte.
    Mas ambas as situações, juntas, são alguns dos elementos que concorrem para que o actual presidente, Luís Filipe Oliveira, acuse o antecessor de se ter servido do cemitério para conseguir "favores eleitorais". "Leva-me a pensar que isto foi feito para garantir os votos das famílias" aponta Luís Filipe Oliveira, chamando a atenção para a data da venda das campas a José de Pina Bastos, ou seja, depois de Paiva ter já perdido as eleições autárquicas e a apenas três dias do executivo de Luís Filipe Oliveira tomar posse. "Depois de perder as eleições, a Junta cessante deve-se limitar a fazer a gestão da Junta e não a pagar favores eleitorais", comenta ainda o presidente.
    Aliás, o mesmo autarca observou que já depois das eleições em 2001 foram vendidas mais outras duas campas, e não deixa de sublinhar a caricata situação de um dos alvarás indicar que a venda foi deliberada em reunião de executivo no dia 29 de Dezembro, apesar de o alvará ser dado como registado um dia antes (28 de Dezembro). "É lamentável e desumano que alguém se sirva do "campo santo" para negociar votos", finaliza Luís Filipe Oliveira.
    Interpelado pelo jornal "A Voz de Azeméis", o ex-presidente Jorge Paiva escusou-se a fazer comentários: "Não tenho nada a dizer sobre isso. Eles é que quiseram ir para lá, agora que resolvam os problemas, em vez de chamarem a imprensa", disse, concluindo: "Não quero alimentar mais polémicas"."A Voz" tentou ainda, sem sucesso, chegar à fala com José Pina de Bastos mas, numa das tentativas telefónicas, um familiar informou-nos que Bastos se sentia "magoado" e que não deveria querer falar sobre o assunto."

    Artigo elaborado por Henrique Bastos.

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    quinta-feira, março 17, 2005

    Inquérito - 7

    Teve hoje o seu termo a votação que decorreu durante toda esta semana.

    A pergunta era: "Pensa que os B.V.F. estão preparados para enfrentar um ano igual ou pior aos últimos anos, no que a incêndios diz respeito?"

    Num total de 7 participações, 5 (74%) responderam que sim, enquanto que 2 (26%) responderam que não.

    A próxima pergunta a ir a votação é a seguinte: "O que acha da construção de uma biblioteca publica em Fajões?"

    Podem votar e ver os resultados através do seguinte link:

  • Votação/Resultados


  • A votação como habitual está aberta até à próxima quarta-feira.

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    Ontem na Prça da Alegria...

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    No programa de ontem a "Praça da Alegria" transmitido na RTP, contou com a presença da Dra. Leonide, que festejou mais um aniversário.
    O programa deu inteiro destaque à Dra., que teve direito a bola de aniversário no final do programa. De referir que estiveram presentes alguns idosos do centro social de Fajões e também algumas crianças do mesmo centro.

    Uma última nota, para a realização do programa, que aquando de um telefonema de uma afilhada da Dra., tiveram a "brilhante" ideia de colocar no roda pé a dizer que o telefonema era de são João da Madeira. Não custava nada terem posto "Fajões", até que, a pessoa que estava por trás do telefone, fez questão de pronunciar varias vezes o nome da nossa freguesia.

    Da minha parte e em nome de todos os que visitam o blog, os parabéns à Dra. Leonide por mais um aniversário.

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    terça-feira, março 15, 2005

    Relatório de actividades de 2004


    logo_bvf
    Originally uploaded by leiteiro.

    O comandante dos Bombeiros Voluntários de Fajões, Manuel Abreu, fez recentemente um relatório das actividades dos B.V.F. no ano de 2004.

    Aqui fica o relatório na íntegra:

    "Corpo dos Bombeiros Voluntários de Fajões, tem procurado, desde a sua existência, honrar o lema de servir sem regatear nada em troca e tentar salvar vidas e bens. Isso levou-nos a aceitar esta tão nobre missão, por vezes com risco da própria vida.

    Este Corpo tem tentado, dentro das possibilidades da Escola Nacional de Bombeiros e através do seu Comando, fazer formação para tentar resolver todos os obstáculos que se deparam no seu dia a dia. Assim, neste ano de 2004, contou com 2 cursos de salvamento e desencarceramento, 1 curso de T.A.T. ministrados por formadores de Escola Nacional e a ní­vel interno, foi dada formação de condução todo-o-terreno com aulas nocturnas, reciclagens de Cursos de Socorrismo Básico (com treinos em manequim) e formação em incêndios urbanos, industriais e florestais. Todas estas aulas são ministradas em perí­odo pós laboral e devem ser reconhecidas como de grande valor, porque as consideramos fundamentais para o bom desempenho da nossa função. Apesar de procurarmos sempre o nosso aperfeiçoamento, contudo, nem sempre é possível ter acesso a esses conhecimentos e técnicas, quer por indisponibilidade da Escola Nacional e também, porque não é fácil ir receber formação e abandonar o nosso posto de trabalho. É compreensí­vel que as entidades patronais não estejam receptivas a disponibilizar um empregado por 3 ou 4 semanas. Para estes, que já fazem o sacrifí­cio de deixar sair o pessoal para acudir ás emergências, fica aqui o nosso público agradecimento.

    Queremos manter o mesmo nível de formação e se possí­vel, melhorar. Para o ano de 2005, temos pedido 3 cursos de T.A.T e 2 de salvamento e desencarceramento, vamos continuar com a formação interna em comunicações, incêndios, condução todo-o-terreno, aparelhos respiratórios e continuar com treinos de reanimação cardiovascular. Continuamos a considerar como fundamental, a formação de um Corpo de Bombeiros, porque todo aquele homem ou mulher que não sabe, não salva.

    PROMOÇÕES

    Depois de completaram uma instrução de 6 meses, com uma carga horária de 70 horas e de se terem submetido ás respectivas provas, alguns bombeiros, foram promovidos a bombeiros de 2ª e 1ª classe. A estes, foram impostas as novas divisas em cerimónia ocorrida durante a Ceia de Natal.

    CHEFES E SUBCHEFES

    Foram promovidos à categoria de Chefe e de Subchefes alguns elementos deste Corpo que completaram com êxito a formação que foi ministrada a nível distrital. Foi a primeira vez na história desta Associação que se formaram os primeiros chefes. "

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    domingo, março 13, 2005

    G.D.F. alcança mais uma vitoria

    O Grupo Desportivo de Fajões, deslocou-se hoje a um terreno sempre difícil, que é o do Paços de Brandão.
    O G.D.F. deu assim um passo importante na manutenção, que é o seu maior objectivo, ao vencer por uma bola a zero a equipa da casa.

    No próximo domingo desloque-se ao campo das cruzes, para apoiar a nossa equipa em mais um jogo importante para as suas aspirações.

    sábado, março 12, 2005

    Em lenta agonia!

    É com enorme prazer que publico mais um artigo do Sr. Albino de Oliveira Pinho, que neste momento reside na Suiça. Este artigo foi publicado em 19.02.2003, no jornal Correio de Azeméis, numa altura em que o G. D. de Fajões estava em fracos lençóis na II divisão distrital.
    O artigo é um pouco longo, mas merece inteiramente a sua leitura, pois o mesmo é de enorme qualidade. Com a devida vénia ao autor, e um muito obrigado pela colaboração que tem dado a este projecto, aqui fica o artigo na íntegra.

    "Desta vez, o meu artigo é sobre a actual situação do Grupo Desportivo de Fajões, clube que, segundo rezam as crónicas, foi fundado no longínquo ano de 1932 com o nome de Clube Desportivo Fajoense, tendo, em Maio desse mesmo ano, inaugurado o seu primeiro campo de jogos no actual lugar do Barbeito, com os jogos C.D.Fajoense - S.C. Macieira de Cambra e A.D. Sanjoanense - Académico do Porto. Anos mais tarde (década de quarenta) viria a jogar num segundo campo de jogos na quinta da Vermiosa, propriedade do padre Leôncio, que, por morte deste, passou para seu sobrinho Dr. Júlio, que também chegou a ser director do C.D. Fajoense, na altura.

    Depois de um longo interregno, e por mão de um conjunto de fajoenses com grande amor clubista, entre os quais será justo destacar o padre Rocha, ressurge no ano de 1974 com o actual nome, sendo inscrito nesse mesmo ano na Associação de Futebol de Aveiro, tendo disputado desde essa data, (salvo curta paragem da sua equipa sénior nos anos 90, dizem que devido a problemas de política caseira ) os diversos escalões do distrital de futebol. O seu terceiro campo de jogos, e actual (Campo das Cruzes), é propriedade do clube e foi inaugurado com pompa e circunstância em um de Janeiro de 1976, com os jogos G.D. de Fajões - J. D Carregosense e U.D. Oliveirense - A.D. Valecambrense.

    Como é óbvio, durante estes 28 anos de provas oficiais, o G.D.F teve altos e baixos. No campo desportivo há a realçar na época 83/84 um segundo lugar na prova maior da AFA, que lhe deu o direito de participar na Taça de Portugal na época 84/85, tendo sido eliminado da Taça de Portugal, na segunda eliminatória, pelo F.C. Paços de Ferreira, em Fajões por 0-1, no prolongamento.

    Desde o seu ressurgimento, o clube congregava quase todos os fajoenses e, até de freguesias vizinhas, especialmente do concelho de Arouca. Em seu redor, e durante muitos anos, viveu-se momentos de glória com a equipa a ser respeitada e "temida" pelos adversários pois, onde o Fajões fosse jogar, era admirado pelo bom futebol praticado (a nível distrital), mas, sobretudo, pela fidelidade, quantidade e amor clubista dos seus adeptos, que o acompanhavam sempre. Por via disso, onde fosse jogar o Fajões era quase sempre dia do clube. O G.D.F. foi crescendo pouco a pouco e, no começo dos anos oitenta, deu início a obras no seu parque de jogos com a construção de uma bancada coberta, que, na altura, fazia inveja a muitos clubes...Infelizmente, esse projecto ainda não foi concluído completamente, faltando fazer os balneários por debaixo da mesma e respectivos acabamentos de exteriores.

    Depois desta resenha histórica do clube, vou à razão deste meu artigo, que é sobre a actual situação do clube, esse clube que arrastava centenas de Fajoenses, esse clube que os fazia sonhar, numa escala relativa, é verdade, mas fazia sonhar e isso é que era importante. O carinho que os fajoenses nutriam pelo seu clube, em especial os mais idosos, vindo aos domingos logo após o almoço para o Cruzeiro, sempre na ânsia de arranjar transporte para acompanhar o seu Fajões nos jogos fora. Findos estes, eram ainda o Cruzeiro e cafés limítrofes os locais ideais para contar as incidências do jogo.

    Aqueles derbys regionais mais "quentes" onde não faltava quase nada, mesmo algumas picardias mais acaloradas fora do campo, quase sempre com os do costume, mas que, a maioria das vezes, não passava de "pólvora" seca.

    Entretanto, com o decorrer dos anos, foram-se criando novos hábitos e passatempos, mais opções de escolha para preencher os tempos de lazer, embora alguns talvez de gosto duvidoso. Tudo isso também terá contribuído para, de certa forma e lentamente, o clube começar a perder apoios.

    O futebol, mesmo a nível do distrital começou a exigir orçamentos de milhares de contos/época, mesmo para equipas quase cem por cento amadoras, como o Fajões. Os heróicos dirigentes que, ano após ano, abnegadamente e por puro amor clubista, estavam sempre à frente dos destinos do clube, começaram a ficar saturados de ninguém os substituir, começaram a desertar, o clube começou a sobreviver graças a meia dúzia de carolas, amantes também do seu Fajões e, sempre em cima da hora, lá se constituía mais uma comissão administrativa para que o seu Fajões não "encostasse às boxes". Mas, nestes últimos tempos, nota-se que o clube começa (em termos desportivos) a entrar em zonas que não estavam nos seus pergaminhos e, pelo jeito que as coisas levam, corre mesmo o risco de descer ao mais baixo patamar da AFA, ou seja, à IIIª divisão distrital... Quem diria ! De equipa respeitada pelos seus bons resultados, passou a equipa ao alcance de qualquer uma.

    Os fajoenses parece que viraram as costas ao seu clube de futebol. Porquê? Devido à política caseira? Pelos resultados negativos e saturação? Por falta de dinheiro, devido à crise que se vive actualmente no país?

    Talvez seja uma destas questões, talvez um pouco de todas e mais alguma !

    Eu próprio, em Dezembro último, assisti a um jogo no campo das Cruzes, para o campeonato distrital da IIª divisão, em que não haveria mais que uns 30 a 40 espectadores, sendo a maioria do clube adversário. Ao que se chegou !!!

    Todos sabemos que este fenómeno não é exclusivo de Fajões. Talvez seja fruto da crise que se vai instalando e, mesmo nos ditos grandes, também se começa registar, com as devidas proporções. Talvez seja, ainda, fruto de um tipo de sociedade que se começa a construir, onde parece que impera o "cada qual por si". Talvez os pequenos (e mesmo alguns grandes) clubes não se tenham adaptado às novas realidades ou talvez sejam erradas as estruturas onde assenta este tipo de desporto, em pequenos meios como o nosso. Talvez seja falta de um projecto adequado para saber o que melhor se enquadra para Fajões.

    Hoje, mais que nunca, sem dinheiro pouco se faz, e ele anda raro. Uma vez que o G.D.F. está quase a bater no fundo , seria, talvez, a altura ideal para tentar implementar novos métodos e partir do zero para uma nova filosofia, ou então acontece ao nosso Desportivo o mesmo que aconteceu ao Titanic. Não tenham ilusões, é só uma questão de tempo.

    Para concluir, e se me permitem, gostaria de deixar aqui alguns pontos para reflexão aos amantes do G.D.F.. Estes poderão ser aproveitados para a recuperação do clube, se assim se entender.

    1°- Parte financeira. Nesta área dever-se-ía fazer um grande trabalho em Fajões e na sua diáspora, para angariação de sócios fiéis, para os envolver num projecto comum. Lembro-me que, entre outras, poderia haver uma campanha de marketing e envolvência de amor clubista às reais dimensões de Fajões, mas com um método de encaixamento ou de cobrança, de quotas simples, eficaz e para longo prazo, senão de nada vale.

    Outra possível fonte de receita (entre outras) poderia ser o bingo. Desconheço se a lei permite a um clube com a dimensão do Fajões explorar um bingo a dinheiro.Talvez não, mas talvez a lei permita o mesmo bingo mas em vez de ser a dinheiro ser em géneros (por puro exemplo, presuntos, vinhos e outros artigos). Aqui na Suiça o bingo é permitido, mas só em géneros. Os clubes com a dimensão do Fajões usam esse sistema para poderem fazer face aos seus encargos e é ver famílias inteiras, às sextas e sábados à noite, nos locais devidamente legalizados e preparados a jogar o bingo e sobretudo a conviver.

    2°- Envolver também a juventude de Fajões nesse projecto, para que ele não morra de futuro pois, acima de tudo, este projecto deverá ser a pensar neles.

    3°- Penso que, apesar de Fajões não ter muita indústria e não ser terra de milhões, tem uma mais valia no bairrismo dos seus habitantes, amantes da sua terra e de tudo que lhe diz respeito, com provas dadas no passado e que, apesar deste momento menos bom, estou convencido que se vão emanar e congregar esforços para, num projecto comum, singrar o Desportivo ao lugar que por direito lhe pertence, até por uma forma de honrar os seus fundadores.

    Pois, apesar do número de associações que Fajões possui, há também espaço para o seu Grupo Desportivo. Em tempos tão difíceis como os que vivemos, o papel de um clube desportivo numa terra como Fajões pode ser importantíssimo e indispensável na salutar formação dos homens de amanhã.

    Estas ideias que acabei de explanar não têm outro sentido senão o de tentar encontrar uma solução para "salvar" o G.D.F.

    Não queria terminar sem antes prestar a minha homenagem a todos aqueles que durante todos estes anos deram e continuam a daro seu melhor, desinteressadamente, pelo seu Grupo Desportivo de Fajões.

    Aproveito ainda para fazer um apelo a todos aqueles Fajoenses que puderem, para apoiarem a actual Comissão Administrativa e, se possível, monetariamente, no sentido de ainda salvar esta época e, assim, tentar evitar que o nosso Desportivo desça à IIIª distrital.

    Saudações desportivas e um grande abraço para todos os meus conterrâneos."

    sexta-feira, março 11, 2005

    ACREF organiza torneio de futsal

    A associação cultural e recreativa de Fajões, vai organizar um torneio de futsal, que decorrerá amanhã no pavilhão da casa do povo em Cesar.

    O torneio tem o seu início às 10.30 horas da manhã, mas neste horário só decorrerá um jogo. Os restantes jogos decorrerão já na parte de tarde, estando o segundo jogo do dia, marcado para as 17.30h.

    O blog conta ter disponível uma foto-reportagem do torneio, assim como uma reportagem a dar conta dos resultados, que se esperam ser favoráveis à nossa equipa.

    Vá até ao pavilhão e apoie a equipa da ACREF.

    Peço desculpa pelo publicar em cima da hora da notícia, mas tenho andado com falta de tempo.

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    quinta-feira, março 10, 2005

    B.V.F. convocam associados

    No próximo dia 30 de Março, irá decorrer no auditório dos Bombeiros Voluntários de Fajões, uma assembleia-geral, com a seguinte ordem dos trabalhos:

    1º - Apreciação e votação do relatório de contas do exercício findo, bem como Parecer do conselho fiscal.
    2º - Apreciação de assuntos de interesse associativo.

    Nota: Se à hora marcada não se encontrar presente a maioria absoluta dos associados, a Assembleia-geral será reiniciada decorrida uma hora, independentemente do número de associados presentes.

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    quarta-feira, março 09, 2005

    Inquérito - 6

    Teve hoje o seu termo a votação que decorreu durante toda esta semana.

    A pergunta era: "concorda com a recandidatura do Sr. Jorge Paiva ás próximas eleições autárquicas?"
    Num total de 11 participações, 7 (64%) responderam que sim, enquanto que 4 (36%) responderam que já não.

    Se tem estado atento ao que se tem passado em Fajões, verifica que os B.V.F. têm tido algum trabalho no que aos incêndios diz respeito. Estou a preparar um post relativo a este mesmo assunto, mas enquanto este não é divulgado, a pergunta de semana vai ser relativa a este assunto.

    A próxima pergunta a ir a votação é a seguinte: "Pensa que os B.V.F. estão preparados para enfrentar um ano igual ou pior aos últimos anos, no que a incêndios diz respeito?"

    Podem votar e ver os resultados através do seguinte link:

  • Votação/Resultados


  • A votação como habitual está aberta até à próxima quarta-feira.

    Saudações...

    segunda-feira, março 07, 2005

    Ainda o jogo G.D.F. - Valonguense

    Foi alertado através de um e-mail, enviado por um fajoense que é assiduo leitor do blog, para um artigo que foi publicado no jornal "O Comércio do Porto" e que diz respeito ao jogo entre o Fajões e o Valonguense.

    Aqui fica parte do artigo:

    "...Na deslocação à vila de Fajões, o líder, Valonguense, de Augusto Semedo, não conseguiu tornear vitoriosamente tão curta viagem, perdendo por um tento solitário..."

    Podem aceder na totalidade ao artigo através do seguinte link:

  • Artigo no Comércio do Porto


  • Saudações...

    domingo, março 06, 2005

    G.D.F. consegue uma vitoria pela margem minima


    O Grupo Desportivo de Fajões derrotou o Valonguense, por uma bola a zero.

    O golo solitário do G.D.F. foi marcado logo no minuto 5 da partida.

    O campo das cruzes registou uma boa casa.

    Saudações...

    sábado, março 05, 2005

    Centro Social de Fajões promove campanha de incentivo à  natalidade


    O centro Social de Fajões, criou uma promoção, a que chamam de "Campanha de incentivo à natalidade".

    Nos primeiros dois anos de vida, o centro social comparticipa com 25% do custo total que tem com o seu bebé no centro social. Se forem dois irmãos, essa comparticipação aumenta para 45%. Para inscrever o seu bebé no centro social, deve dirigir-se ao centro. Para mais informações, contacte o centro através do tel. 256 851656 ou ainda através do e-mail do centro: centrosocialdralasmifajoes@hotmail.com.

    Saudações...

    sexta-feira, março 04, 2005

    Reunião para o crisma


    Está marcada para hoje, uma reunião para todos os paróquianos que irão fazer o crisma este ano.

    A reunião está marcada para as 21 horas na igreja.

    Saudações...

    Via do Nordeste alarga-se

    A construção da quarta fase da Via do Nordeste, que ligará Cesar a Fajões, já tem o projecto aprovado. A Assembleia Municipal aprovou a afectação ao domínio público dos terrenos que serão ocupados pela referida via. No período reservado ao público, Jorge Paiva discordou da saída na EN 327 em Fajões, apontada pelo projecto, porque "disse, em nada irá beneficiar o trânsito", defendendo que a mesma seja corrigida de modo a sair frente ao entroncamento para S. Marcos.
    Ainda em termos de rede viária, o executivo apresentou a 1.ª revisão ao Orçamento e ao Plano Plurianual de

    Os habitantes de Fajões, esperam ansiosos o inicio da construção da mesma.

    Saudações...

    quinta-feira, março 03, 2005

    Uma mais valia para os B.V.F.


    A partir do final do mês corrente, a associação humanitária dos bombeiros voluntários de Fajões, irá fazer parte do serviço nacional de protecção civil, o que já acontece com a Associação dos Bombeiros Voluntários de Oliveira de Azeméis.

    O órgão deliberativo aprovou ainda por unanimidade o protocolo de colaboração entre a Cámara Municipal e a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões para a instalação de um Gabinete de Protecção Civil, que durante 24 horas garantirá um atendimento personalizado e permanente na área de intervenção daquele corpo de bombeiros. A autarquia, entre outros deveres, obriga-se a instalar o referido Gabinete de Protecção Civil na sede da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões, assegurar a remuneração do pessoal afecto à nova estrutura, disponibilizar protecção especí­fica ao pessoal do corpo de bombeiros e custear em um terço o valor das despesas com equipamentos dos bombeiros previstos no Plano de Investimentos anual.

    O protocolo que terá o seu início a partir deste mês prevê ainda que a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões assegure o serviço de atendimento e comunicações, meios humanos e equipamentos ao Serviço Municipal de Protecção Civil, 24 horas por dia durante todo o ano e faça a inventariação permanente dos recursos da protecção civil, caracterização dos parques industriais, tipificação de riscos, sua inventariação e realização de cartas de risco, de inspecções de segurança no âmbito da Protecção Civil, execução de planos especiais de emergência do concelho, actualização permanente do Plano Municipal de Emergência. Além destas funções a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões obriga-se ainda a receber e encaminhar os pedidos respeitantes a avarias na rede de abastecimento domiciliário de água, nas redes de saneamento e outros durante os fins-de-semana e fora das horas normais do expediente da Câmara Municipal.

    A assinatura do protocolo mereceu elogios de Augusto Pais, que o considerou "o resultado de um esforço feito ao longo destes três anos. Este executivo ficará historicamente ligado ao acto, sendo agora preciso trabalhar para que a Protecção Civil dê frutos". Para o presidente da Câmara a assinatura dos protocolos com as duas associações humanitárias do concelho "faz parte da visão estratégica da Câmara Municipal sobre a protecção civil. Tenho a certeza que é uma antecipação", alvitrou Ápio Assunção.

    Sem duvida que é uma mais valia para os B.V.F..

    Ainda em relação ao B.V.F., estes fizeram um balanço no que ao número de incêndios e acidentes rodoviarios diz respeito. O corpo activo dos voluntários de Fajões registou um aumento ligeiro no número de incêndios em relação ao ano de 2003, mas um decréscimo da área ardida. Existiram mais 13 incêndios comparativamente ao ano passado. No que respeita a acidentes houve um decréscimo de 29, em relação a 2003, tendo diminuído o número de feridos graves e ligeiros. No campo da emergência médica registou-se, igualmente, uma diminuição relativa. Os falsos alarmes, tal como em Azeméis, aumentaram quase 100%.

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    quarta-feira, março 02, 2005

    Inquérito - 5

    A secção "inquérito" do blog está de volta. A partir de hoje, todas as quartas-feiras será colocada uma nova pergunta para votação.

    Antes de mais, vamos fazer o rescaldo da última questão que foi a votos.

    A pergunta era: "Ainda acredita na construção do centro paroquial?"

    Num total de 12 participações, 5 (42%) responderam que sim, enquanto que 7 (58%) responderam que já não têm esperanças de ver o centro paroquial.

    A próxima pergunta a ir a votação é a seguinte: "Concorda com a recandidatura do Sr. Jorge Paiva ás próximas eleições autárquicas?"

    A votação decorrerá até à próxima quarta-feira. Podem votar e ter acesso aos resultados através do seguinte link:

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    Inauguração da rua em Paços II


    Tal como já foi noticiado no blog, foi inaugurada uma nova rua em paços.
    Em seguida fica ao artigo na integra, que foi publicado no jornal correio de azeméis.
    "Fajões concretizou um anseio antigo dos moradores


    Nova via no lugar de Paços

    Um velho anseio dos moradores do Lugar de Paços concretizou-se agora, permitindo melhores acessos a populações onde antes não podia ir uma ambulância. O investimento ultrapassa os 35.000,00 euros.

    Para o presidente da Câmara trata-se de uma obra estruturante, ansiada há mais de uma dezena de anos. "Tive uma conversa com alguns moradores que diziam não acreditar que a obra fosse para a frente, tinham receio que a Junta de Freguesia não fosse capaz de chegar a acordo com os proprietários. Eu tive esse papel e consegui", afiançou. A presença de cerca de duas de populares na inauguração é para Ápio Assunção "o reconhecimento da população à Câmara, porque se não fosse o nosso esforço talvez não tivéssemos aquela obra. Senti grande satisfação do dever cumprido", acrescentou. Antes de se despedir da freguesia, o presidente da Câmara prometeu voltar brevemente inaugurar outra rua. António Ramos, morador na estrada municipal que faz a ligação entre Cesar e Carregosa deu conta da sua insatisfação relativamente à falta de passeios naquela movimentada artéria que atravessa Fajões. Depois de lembrar que as guias foram colocadas há dois anos, perguntou para quando a construção do passeio, de modo que os peões possam circular em segurança. O presidente da Câmara prometeu para o Verão a realização daquela obra."

  • Artigo - Nova via no lugar de Paços
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    terça-feira, março 01, 2005

    Fermentelos - G.D.F.


    O Grupo Desportivo de Fajões, deslocou-se no passado domingo ao campo do Fermentelos, para mais uma jornada do campeonato da 1º divisão do distrito de Aveiro.

    O G.D.F. sofreu uma derrota algo pesada, por três bolas a zero, não aproveitando a ocasião para subir mais uns lugares na tabela classificativa.
    No próximo domingo o G.D.F. recebe o Valonguense.

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