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sexta-feira, março 18, 2005

Mais uma polémica em Fajões...

No jornal "A voz de Azeméis" foi publicado um artigo que dá conta de um caso "insólito" e gerador de polémica, nada que os fajoenses não estejam já habituados. Devido à sua extrema importância, aqui fica o artigo na sua totalidade.

"Polémica estende-se ao "campo santo" em Fajões

Uma sepultura em Fajões foi vendida duas vezes. A notícia é que este é já o segundo caso relatado na freguesia. O actual executivo volta a ter entre mãos uma "batata quente" que foi "cozinhada" pelo anterior.

O imbróglio nasce em 2002 quando, no dia 3 de Janeiro, a Junta de Freguesia, ainda liderada por Jorge Paiva mas a escassos três dias de ser substituído pelo actual presidente, vendeu a José de Pina Bastos uma campa dupla. O problema é que uma dessas parcelas já tinha sido vendida pelo mesmo executivo a Carlos Dias e Manuel Jorge Dias um ano e meio antes, em Julho de 2000.
A polémica estourou recentemente quando, alegadamente, José Pina de Bastos começou a fazer fundações nas duas campas, mesmo depois da actual Junta, presidida por Luís Filipe Oliveira, o ter advertido para não fazer nada enquanto a situação não estivesse resolvida com os proprietários da tal parcela.
Mas Pina Bastos terá prosseguido com os trabalhos a ponto das ossadas dos avós dos irmãos Dias, que haviam sido ali sepultados, terem sido, inclusivamente, removidas, o que à luz da lei constitui crime. Carlos e Manuel, colhidos de surpresa, foram aconselhados pela advogada a levar o caso para o Tribunal. E foi o que fizeram, com uma convicção inabalável: "Comprei, paguei primeiro, já lá tinha os meus avós", referiu Carlos Dias em declarações ao jornal "A Voz de Azeméis", lamentando que até hoje ainda não tenha recebido um "pedido de desculpas" por parte de José Pina de Bastos, a quem já terá dito directamente estar "chateadíssimo" com a situação. "Avisei-o de que ia para o Tribunal com isto. Ele sugeriu que se podia resolver as coisas de outra maneira, mas depois disso nunca mais veio ter comigo", acrescentou.
Carlos Dias garantiu que se ele e o irmão tivessem sido previamente abordados pelo "segundo" comprador, poderiam até ter acedido a transladar as ossadas para uma outra campa. "Mas tinha de ser tudo muito bem conversado, antes dele ter mexido com os meus antepassados", concluiu.

Cemitério serviu para "negociar votos"?

O caso não é inédito em Fajões. Ainda há não muito tempo, o actual executivo deparou-se com uma situação similar, que também terá tido origem na Junta do anterior presidente.
Esse problema, contudo, tem-se mantido à espera de uma solução, aguardando-se os pareceres da Associação Nacional de Municípios e da Comissão de Coordenação Desenvolvimento Regional do Norte.
Mas ambas as situações, juntas, são alguns dos elementos que concorrem para que o actual presidente, Luís Filipe Oliveira, acuse o antecessor de se ter servido do cemitério para conseguir "favores eleitorais". "Leva-me a pensar que isto foi feito para garantir os votos das famílias" aponta Luís Filipe Oliveira, chamando a atenção para a data da venda das campas a José de Pina Bastos, ou seja, depois de Paiva ter já perdido as eleições autárquicas e a apenas três dias do executivo de Luís Filipe Oliveira tomar posse. "Depois de perder as eleições, a Junta cessante deve-se limitar a fazer a gestão da Junta e não a pagar favores eleitorais", comenta ainda o presidente.
Aliás, o mesmo autarca observou que já depois das eleições em 2001 foram vendidas mais outras duas campas, e não deixa de sublinhar a caricata situação de um dos alvarás indicar que a venda foi deliberada em reunião de executivo no dia 29 de Dezembro, apesar de o alvará ser dado como registado um dia antes (28 de Dezembro). "É lamentável e desumano que alguém se sirva do "campo santo" para negociar votos", finaliza Luís Filipe Oliveira.
Interpelado pelo jornal "A Voz de Azeméis", o ex-presidente Jorge Paiva escusou-se a fazer comentários: "Não tenho nada a dizer sobre isso. Eles é que quiseram ir para lá, agora que resolvam os problemas, em vez de chamarem a imprensa", disse, concluindo: "Não quero alimentar mais polémicas"."A Voz" tentou ainda, sem sucesso, chegar à fala com José Pina de Bastos mas, numa das tentativas telefónicas, um familiar informou-nos que Bastos se sentia "magoado" e que não deveria querer falar sobre o assunto."

Artigo elaborado por Henrique Bastos.

Saudações...

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