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terça-feira, junho 28, 2005

Assembleia Municipal - parte I


As intervenções das diversas associações da freguesia presentes foram unânimes: o atraso no pagamento dos subsídios por parte da Câmara Municipal. A estes problemas acresceram a manifestação de vontade da Banda Musical em obter o estatuto de Utilidade Pública e a preocupação do presidente do Centro Social, face à afirmação recente do presidente da Junta aos microfones da Azeméis FM Rádio, de que é intenção da autarquia pedir a desactivação da Escola do Areal para ali criar um ATL.

Postos de trabalho em causa

José Santos adiantou que, se essa ideia for avante, estarão em causa seis ou sete postos de trabalho e acrescentou não entender "como se pode duplicar os serviços pondo em risco postos de trabalho e acrescentando dificuldades às que já todos conhecem. E perguntou mesmo qual é o ânimo de quem trabalha arduamente para equilibrar as contas, aposta tudo na qualidade dos serviços que presta, contrata pessoal qualificado, compra computadores e vê agora ameaçado todo esse trabalho. O responsável pela instituição fez notar que tem em apreciação na Segurança Social um projecto para mais três salas, pelo que lhe parece incrível que tais afirmações sejam feitas, ao mesmo tempo que acrescentou não estar admirado, porque "há reuniões da Rede Social e ninguém aparece, pelo que não sabem o que existe ou está projectado".
No final, em jeito de balanço, diversos membros da Assembleia Municipal manifestaram a sua opinião, sobretudo em relação à eterna questão dos subsídios. O presidente da mesa da assembleia da Associação Humanitária defendeu que "há outra maneira mais engenhosa de fazer parar os queixumes. "Temos atrasos, mas vamos fazendo sensibilização, tanto mais que todo o trabalho nesta casa é voluntário".

Apoios só para a formação

Augusto Pais defendeu que os apoios devem ser encaminhados para a formação e nunca para o profissionalismo e, muito menos, para o mercenarismo". A criação de um centro de recursos por parte da Câmara Municipal foi uma ideia avançada por Hélder Simões, de forma a poder apoiar tecnicamente as associações. Já quanto aos subsídios em atraso, o eleito do PS defendeu que a Câmara fizesse um empréstimo bancário de forma a regularizar os atrasos que tem com as colectividades e com as juntas de freguesia, aliviando a gestão diária destas.
No mesmo sentido opinou Ricardo Tavares, defendendo a celebração de protocolos entre a Câmara e certas entidades, por exemplo com a Ordem dos Advogados, que possam colaborar com as associações em termos fiscais e jurídicos.
Para António Vieira Dias o problema resume-se essencialmente ao facto de em casa que não há pão todos ralham. De qualquer forma, o eleito centrista agradeceu o esforço e a dedicação de quantos servem as associações.
António Godinho acrescentou que quantos estão nas associações passam "momentos aflitivos, porque o povo exige. O País vive das associações e elas têm o direito de ser vistas de maneira diferente, mas os atrasos da Câmara fazem-nos andar com o coração nas mãos". De qualquer forma, o autarca de Santiago de Riba-Ul considerou que vale a pena darmos o melhor pelos carenciados.

Poder Local também à espera

O vice-presidente da Câmara reconheceu haver atrasos no pagamento de alguns subsídios, "mas temos vindo a evoluir, já que as dívidas têm diminuído. As dívidas crescem e a Câmara Municipal é um exemplo". De qualquer forma, Albino Martins lembrou que a Câmara presta outros apoios com o seu pessoal, seja em trabalho directo, seja na elaboração de projectos para as IPSS. Paralelamente, lembrou que a FAMOA pode apoiar as colectividades a vários níveis.
Em jeito de resumo, o presidente da Assembleia Municipal defendeu que "o fortíssimo movimento associativo do nosso concelho não é subsídio dependente. Sabemos o esforço que faz para apresentar as suas iniciativas e que em momento de recessão económica o recurso é sempre ao Poder Local. Porém, este também espera por apoios que lhe são devidos do Poder Central".
Hermínio Loureiro acrescentou ser bom que o movimento associativo assuma a sua irreverência e ambição, que possa exprimir as suas dificuldades, projectos e ambições. Da sua parte garantiu que ficou com um conhecimento mais real das dificuldades do dia-a-dia.

Fonte:
  • Correio de Azeméis

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