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quarta-feira, junho 29, 2005

Assembleia municipal - parte II


Presidente da Junta afirmou na assembleia municipal: "Fajões tem sido esquecida"

Na sequência da descentralização das reuniões da Assembleia Municipal, o órgão deliberativo reuniu em Fajões. Na qualidade de anfitrião, o presidente da Junta considerou a sua freguesia "a mais distante e, por isso, a mais esquecida do Poder Central e do Poder Local".

Por isso, o autarca considerou que a presença dos órgãos deliberativo e executivo eram motivo de orgulho e de esperança e que, ao mesmo tempo, "sirvam para sensibilizar a Câmara Municipal para a realização de obras e de melhoramentos". Luís Filipe Oliveira reivindicou para a sua freguesia a rede de saneamento básico, a de abastecimento de água, infra-estruturas para o comércio e para a indústria, bancadas e balneários para o campo de futebol, a ampliação do cemitério, a construção do edifício para sede das colectividades e o alcatroamento das estradas da Retorta, do Pisão, da Rua de S. Martinho, do caminho do Calvário e a ligação de S. Mamede a Monte Calvo.

População está descontente

A concluir, Luís Filipe Oliveira garantiu que "o descontentamento da população é notório. O presidente da Junta tem reclamado em tom enérgico, mas de forma cordial. Chegou a hora de dar legítimas aspirações aos fajoenses pelas obras de bem-estar e de progresso". Também Augusto Pais subiu à tribuna para se regozijar com a reunião da Assembleia Municipal na sua freguesia, entendendo-a como "vontade em contribuir para a resolução das carências do Nordeste do concelho, que durante décadas esteve esquecido". Apesar de se regozijar com a construção da Via do Nordeste, na esperança de que "conduza a uma forte corrente de progresso", Augusto Pais apontou como principais carências da sua freguesia o saneamento básico, a urbanização do morro de S. Marcos, a urbanização e arranjo de toda a zona adjacente à igreja matriz "própria do terceiro mundo" o salão paroquial estimado em 190.000 contos (950.000,00 euros), comparticipados até um máximo de 90.000 contos pelo Estado. "O restante é uma verba muito alta para ser suportada pela freguesia, pelo que a Comissão Fabriqueira terá de encontrar ou uma oferta muito generosa da Câmara Municipal, ou reformular o projecto".

Faltam recursos

O presidente da Câmara afirmou que o presidente da Junta tem tido alguns resultados, "não aqueles que desejaria ter, porque nenhum dos 19 está satisfeito" e, quanto à rede de saneamento lembrou que Oliveira de Azeméis teve a maior taxa de execução do Eixo 1, num total de 146%. Ápio Assunção admitiu que "ao longo dos anos a Câmara não planeou devidamente a rede de saneamento" e apontou como exemplo a construção do emissário da cidade a Ul, quando neste momento não se sabe ainda quem vai construir a estação de tratamento Sul, a implantar naquela freguesia. O autarca deixou uma réstia de esperança, já que nas candidaturas apresentadas, no valor de 1,5 milhões de contos está incluída a freguesia de Fajões. Em termos de outras obras, o presidente da Câmara mostrou-se disponível para celebrar protocolos com Fajões e garantiu que as obras faladas recentemente com o presidente da Junta são para se fazer. "Temos falta de recursos financeiros, há uma redução das receitas, mas não podemos perder as oportunidades, já que todas as empreitadas ficam abaixo da base. Não havendo recursos, há que definir prioridades", acrescentou. Quanto à construção do salão paroquial, Ápio Assunção aconselhou a não baixar os braços, a continuar com o projecto, porque a candidatura foi seleccionada.

Fonte:

  • Correio de Azeméis
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