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terça-feira, junho 21, 2005

Mais uma vez a maldição do incêndios!

Aqui fica mais um exclente artigo, da autoria do Sr. Albino Pinho. Desta vez o assunto são os incêndios, que se estão a tornar grandes protagonistas no nosso país, mas pelas piores razões.


"O tocar sinistro da sirene, implantada numa torre metálica improvisada, feita por nós nas horas vagas sobre a chefia do mestre bricoleiro Fernando Almeida (homem a tout faire, e a quem os bombeiros muito devem, apesar do seu carácter muitas vezes não agradar a todos). A noite estava quente, era verão, corria uma ligeira brisa que trazia alguma cinza à mistura, e sobretudo um cheiro a queimado que entrava nas narinas. O clarão ao longe não enganava, era mais uma vez para os lados do concelho de Arouca.
Ao toque prolongado da sirene os bombeiros começam a concentrar-se, a camaradagem é tão grande, e fraterna que quase dispensamos ordens, cada um sabe o seu papel, no entanto há sempre dois ou 3 mais velhos que tomam as rédeas do comando, e que todos aceitam, pois ainda estávamos sobre a alçada de Oliveira de Azeméis, e as relações não eram muito boas. o que nos tornava mais unidos, e solidários, para assim fazermos o nosso trabalho sem "incomodar" a sede.
Chega o saudoso João Abreu com aquele jeito precipitado de tudo resolver, bom bombeiro e bom homem. Finalmente lá partimos no nosso Land Rover, e no Cheivrolet que consumia quase tanta gasolina como a água que transportava, e que quase a passo lá conseguia chegar ao local do sinistro. Muitas vezes era com a própria ambulância que íamos fazer os serviços de incêndio, pois dispúnhamos de poucas viaturas.
Não pretendendo ser saudosista, pretendo apenas com isto dizer, que muitas vezes mais importante que bons equipamentos, e instalações é a massa humana, e nisso éramos ricos, fiz grandes amigos, e passei momentos que nunca mais esquecerei. Pretendo mesmo um dia passar alguns episódios para um livro do período em que fui bombeiro 1979 1985.

Quanto à situação actual de incêndios pouco ou nada há a acrescentar infelizmente, já não nos basta a crise com que os políticos com as suas repetidas mentiras mergulharam o país, com os incêndios ficamos ainda mais pobres. Continuo a dizer que a nossa maior pobreza continua a ser a nossa mentalidade de pequenez, de nem sequer gostarmos do que é nosso. Como é possível tanto incêndio ficar impune, sabendo que 99% são provocados. Em última instância para salvar o resto será necessário talvez criar melicias de defesa do ambiente que de uma forma benévola, altruísta e alternada 24/sobre 24 h tem o papel de zelar pela floresta nos locais, e períodos críticos, denunciando, e alertando, pois as vigias parece que não podem tudo detectar.A palavra "melicias" assusta um pouco, mas já que as autoridades continuam a não resolver este flagelo, creio que é de pensar nesta hipótese, talvez com outro nome GUARDIÕES DA FLORESTA, ou AMIGOS DA FLORESTA, fica a sugestão ao dispor dos bloguistas se pronunciarem."


Para terminar, não posso deixar de agradecer o seu contributo para este projecto.

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