Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

sábado, julho 23, 2005

Bombeiros reclamam ajudas

"Os bombeiros não pedem que lhes sejam feitas manifestações ou homenagens; querem apenas que as corporações que servem sejam ajudadas para melhor poderem estar ao lado do seu semelhante", reclamou o comandante dos Bombeiros de Fajões, durante as cerimónias comemorativas dos 23.º aniversário da Associação.

Manuel Abreu lamentou que "sob o signo da politiquice e do calor fanático, o esforço de tantos que estão a ser vítimas dessas lutas de inimigos comuns passe para plano secundário". O comandante lembrou que os bombeiros, "esses homens anónimos não buscam glórias, antes, empenham-se numa cruzada, visando a defesa do património nacional, pelo que deveriam ser colocados no pódio do elogio, tanto tem sido o seu esforço, abnegação e espírito de sacrifício".

Reconhecer os bombeiros

Sem se deter, Manuel Abreu relevou a contribuição dada pelos bombeiros, "lutando contra o inimigo, contra as suas próprias capacidades físicas e, sobretudo, contra a escassez de material, sem recursos técnicos que possam corresponder a uma dedicação que ultrapassa todos os limites para se situar quase na fronteira da heroicidade". Assim, defendeu que é a altura ideal para que a nível distrital e nacional, "as populações e o Estado possam testemunhar aos valorosos soldados da paz o seu reconhecimento por tudo". E dirigindo-se aos seus homens, Manuel Abreu, manifestou-lhes o apreço "por tanto trabalho e a coragem que tendes tido a favor do povo", sem esquecer as esposas "pelo carinho e força que lhes têm dado para nunca abandonarem esta causa".

Bombeiros merecem respeito e admiração

Também o presidente da direcção fez uma referência muito especial "aos valorosos soldados da paz". Lembrando a recente vaga de incêndios, quer na zona de intervenção dos Voluntários de Fajões quer em vizinhas, "muitos deles provocados por mão cobarde e criminosa", Martinho Almeida testemunhou que vira chegar ao quartel "muitos bombeiros completamente exaustos pelo cansaço e sem dormir há alguns dias, apercebendo-me em pouco tempo da realidade de quão é difícil ser bombeiro. Se toda a gente tivesse o ensejo de ver com os seus próprios olhos a chegada destes destemidos homens, no final de uma intervenção, posso garantir que haveria menos incêndios, menos críticas, menos confusões e muito mais respeito e admiração por eles".

Retrospectiva histórica da Associação

Na sua intervenção, o presidente da direcção fez uma retrospectiva histórica da vida da jovem Associação, desde o ano de 1978 quando foi criada a secção do corpo de Bombeiros de Oliveira de Azeméis, "de modo a poder intervir com a maior celeridade possível em situações de sinistralidade". Martinho Almeida relembrou a criação da Associação Humanitária em 13 de Julho de 1982, a construção do novo quartel, graças "à tenacidade e arrojo dos intervenientes, e a sua inauguração em 8 de Junho de 1997, deixando Fajões e os Bombeiros de Portugal mais enriquecidos com este património". Por isso, o presidente da direcção agradeceu a "esses homens pelo insano esforço que tiveram ao longo de todo este percurso, pelo seu sentido altruísta e pela dedicação demonstrada em prol da solidariedade e do bem-estar da sociedade". Durante a missa celebrada no quartel, o padre Telmo Magalhães lembrou "os directores, benfeitores e todos os bombeiros que fizeram a história da Associação e serviram com generosidade o próximo e que hoje estão em comunhão connosco. Concretamente aos que envergam a farda do voluntariado, aquele sacerdote considerou-os ?os bons samaritanos que socorrem todos os que são vítimas de qualquer crueldade da vida humana. Não é um trabalho em vão, mas uma nobre missão", acrescentou. Os 23 anos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões foram celebrados de forma muito singela, mas significativa. Para além da celebração de uma missa, do hastear das bandeiras na parada do quartel, foram feitas romagens de saudade aos cemitérios de Cesar e de Fajões, onde repousam beneméritos, directores e elementos do corpo activo já falecidos.

Assiduidade premiada

Nas comemorações do 23.º aniversário da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários diversos membros dos órgãos sociais e do corpo activo foram distinguidos. Na para da do quartel foram entregues medalhas de ouro, prata e cobre a membros dos órgãos sociais e corpo activo. Dos órgãos sociais foram distinguidos com as medalhas de ouro 25 anos Alírio da Silva Oliveira, Fernando de Almeida e Joaquim de Almeida Pinho, respectivamente, vice-presidente, tesoureiro e vogal da direcção, bem como o Dr. Manuel Rui Pais Correia de Pinho, vice-presidente do conselho fiscal. A medalha de ouro foi entregue à Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos (vice-presidente da mesa da assembleia geral), Martinho da Silva Almeida (presidente da direcção) e Basílio Gestosa da Rocha (secretário do conselho fiscal). Com a medalha de prata foram agraciados o presidente do conselho fiscal, Ernesto Gonçalves e Nelson Gomes de Oliveira, vogal da direcção anterior.No que concerne ao corpo activo, foram distinguidos com a medalha de ouro 25 anos o comandante Manuel Abreu, o 2.º comandante Manuel Santos Silva, o subchefe Fernando Fernandes Bastos e o bombeiro de 1.ª classe Albino Moreira Santos. O chefe Joaquim Valente da Silva recebeu a medalha de ouro 20 anos. Foram ainda distinguidos nove bombeiros com a medalha de ouro 15 anos, 11 com a medalha de prata e 17 com a medalha de cobre.

0 Comentários:

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home