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domingo, julho 24, 2005

A guerra continua....

Ao Exmo. Senhor Director do Correio de Azeméis
Com pedido de publicação ao abrigo da Lei do Direito de resposta

Exmo. Senhor,

Publicou o Correio de Azeméis, em carta ao director, um artigo da autoria do Sr. Presidente da Junta da Freguesia de Fajões, Sr. Dr. Luís Filipe de Oliveira, que pretendendo sacudir a "água do capote", relativamente à criação de um ATL na Escola do Areal, escondendo todas as "démarches" (tomadas por ele e por outros elementos da Junta), muito antes das suas declarações no fórum Azeméis Fm, fazendo uma investida demagógica e ofensiva da dignidade do Correio de Azeméis, do jornalista em questão e da minha pessoa, que tentou atingir.

Esqueceu-se o autor do artigo, que o Centro Social não podia ficar parado à espera de uma reunião das colectividades, que nem sequer estava marcada, para aí apenas ir constatar um facto que, provavelmente, já estaria consumado pelo trabalho, esse sim ignóbil e covarde, que intentava contra a instituição a que tenho a honra de presidir e que está muito acima dos seus e dos meus interesses pessoais, e que iria culminar, repito, com a perda de seis ou sete postos de trabalho. "Démarches" essas, que ele mesmo acabou por confirmar, na dita entrevista, que estão gravadas, e que o jornalista não registou, tais como:

1) Pressionar a DREN, o CAE, a Câmara Municipal, citando mesmo o nome e o pelouro dos vereadores "pressionados".
2) Quis esconder e negou a várias pessoas que a meu pedido o interrogaram sobre o assunto, e esqueceu-se que do outro lado estava um Homem, que apesar de exercer um trabalho absolutamente gratuito, vai até às últimas consequências pela causa em que firmemente acredita.

Por respeito à verdade, e aos estimados leitores do Correio de Azeméis, importa repor a verdade serenamente e sem discursos inflamados, que não têm beneficiado em nada, o clima por estas bandas, facto que é do conhecimento geral. Percorri todo o caminho, por ele percorrido, e descobertas as suas verdadeiras intenções restava-me fazê-lo falar publicamente. Confesso que recebi o convite da Azeméis FM que muito respeito, para esse encontro na sede da Junta de Freguesia e não para onde posteriormente foi realizado numa casa particular.

Não existindo nada que estatutariamente me obrigasse a ir a esse encontro de promoção política resolvi não entrar nessa cilada como, aliás, outras o fizeram, nomeadamente bombeiros, rancho folclórico e representação da paróquia, dando, no entanto, o meu contributo pessoal para o esclarecimento daquela questão, entre outras. Assim, em jeito de ajuda ao entrevistador, sugeri em fax a pergunta em questão, a qual foi respondida em directo para quem longe ou perto quis ouvir, em tom de orgulho, como de grande obra se tratasse. Esta resposta mereceu de um dos presentes contestação imediata, veio relatada nos jornais e o senhor presidente da Junta não contestou, querendo agora esconder ou deturpar aquilo que disse (ou disse e não soube o que disse?...). Vamos então aos factos:

Em jeito de balanço do ano, e antes de partida para férias, foi feita uma análise às "actividades realizadas", informou-se que: "nem todos partiam para férias" algumas valências continuariam a trabalhar e manifestamos as nossas preocupações relativamente ao funcionamento dos ATL?s para o próximo ano. Convencidos de que o trabalho óptimo feito no âmbito da rede social, em que a nossa instituição participou e a Junta de Freguesia se alheou, daria os seus resultados, não permitindo a sobreposição de infra-estruturas. Nessa declaração, enumeramos todos os problemas que nos preocupam e não apenas aquele, mas também as declarações do Sr. presidente da Junta à Azeméis FM. Com todo este trabalho preparado, telefonei ao Sr. jornalista para pedir que me publicasse esse trabalho.

A reunião com o movimento associativo:

No dia 20 de Junho recebi uma circular, do Exmo. senhor presidente da Assembleia Municipal, Sr. Dr. Hermínio Loureiro, pedindo presença numa reunião para o dia 24/06 na sede dos Bombeiros Voluntários de Fajões, à qual compareci, acompanhado do tesoureiro da instituição. Aí ouvi as questões levantadas por quase todas as colectividades presentes, demonstrando grandes dificuldades e alguns autênticos gritos lancinantes de algum desespero; ouvi, também, as respostas do Sr. vice-presidente da Câmara, que aliás deu uma demonstração cabal de que domina todos os dossiers, em penúltimo lugar, intervim eu, que levando para a reunião organizado tudo o que queria dizer, fui bastante sucinto e claro: primeiro fiz algum esclarecimento sobre o citado ATL, rematando que estava já esclarecido sobre a intenção do Sr. presidente da Junta pelo que tinha ouvido através da rádio Azeméis FM, apelando para a não duplicação de infra-estruturas; disse, também, que havia sido marcada, para a próxima quarta-feira, dia 29/06, para aprovação do projecto de três salas na sede da Segurança Social em Aveiro e lembrei que o projecto havia sido elaborado pelo Gabinete Técnico de Acção Social da Câmara Municipal; segundo, falei sobre a nova legislação do transporte de crianças; terceiro, falei sobre a distribuição de computadores para os ATL?s. No final da minha intervenção entreguei, por escrito, ao Sr. Presidente da Assembleia Municipal, o trabalho realizado e acima citado e esclareci que tinha entregue ao Sr. jornalista do outro periódico e, no final, entreguei o mesmo trabalho ao jornalista do Correio de Azeméis.Nada fiz às escuras e, aliás, verifiquei que o Sr. presidente da Junta Dr. Luís Filipe olhou: "olhou mas parece que não viu".

O nervosismo do Autarca:

Afirma o autarca em questão que as afirmações serão caluniosas... pois eu reafirmo tudo o que disse, porque nunca tive o defeito de mentir e dizer a verdade não é caluniar, aliás o Sr. vice-presidente da Câmara, em jeito de conselho, disse ao Sr. presidente da Junta "não podemos duplicar as infra-estruturas, porque há uma IPSS no terreno" "são necessárias parcerias".

O esclarecimento que o autarca queria dar:

Queria dar mas não deu, aliás entrou mudo e saiu calado, mesmo quando outros deram alguns conselhos para que alguns dos problemas apresentados fossem resolvidos, o autarca permaneceu calado. Registo aqui neste ponto, a intervenção do Sr. Augusto Pais, que era o anfitrião e o de outros deputados presentes, numa manifestação de civismo, pelo respeito revelado uns pelos outros (um exemplo a seguir por cá).

A Ajuda que poderia dar o autarca:

Poderia dar, mas não deu. O esclarecimento às colectividades de como e quando deveriam preencher as candidaturas aos subsídios, as acções a realizar que lhe dariam esse direito como, por exemplo, investir na cultura, no ensino, em obras, em aquisição de viaturas, etc, etc, etc... Poderia, mas não deu.

O que deveria fazer de imediato: 1. Entregar às colectividades em dificuldade o subsídio anual prometido. Ou estará à espera das eleições? Parece que era para já que precisavam da ajuda;

As mentiras, as cortesias e as parcerias:

Parece que o Dr. Luís Filipe, nervoso por não cumprir o que prometeu ao povo, vê inimigos em todos os lados, quando alguns dos seus lhe sussurram ao ouvido que alguém tem opinião diferente da sua, permeia essa pessoa com um chorrilho de insultos impróprios para a sua formação académica e dispara em todas as direcções.

Agora lembrou-se de me arranjar partidos:

Como deve saber, se eu quisesse poderia encabeçar duas listas para as quais fui convidado, certamente não por aquilo que digo, mas pelas provas do que tenho feito ao longo da vida. Certamente, arranjaria lugar de destaque em qualquer outra, porém não precisarei que esse senhor me empurre para nenhuma delas, pois sou adulto e saberei escolher na devida altura, vivo por cá há trinta e oito anos, ao contrário do senhor que vive fora de Fajões.

O fel e as obras realizadas:

Quanto a este ponto, como fajoense, ficaria contente se tivessem sido de facto muitas, mas fico alarmado é por ser mais fácil lembrar as que fez por serem poucas, do que a imensidão daquilo que prometeu e não fez: bem sei que vai dizer que herdou as dificuldades actuais, mas o que se vê em todo o conselho é um sem número de obras como nunca, e por cá é o que se vê, ou por outra, o que se não vê. Não haverá por aí muita arrogância que não leva a lado nenhum?

A cortesia:

Quanto a este ponto, parece que esta reside do lado de cá; mesmo sabendo que para cada acto que é convidado, o utiliza para a sua promoção pessoal, o presidente do Centro Social continuou sempre a fazê-lo, mesmo sabendo que daí não resultariam benefícios práticos. Está, neste caso, o último passeio a Fátima, para o qual apenas precisou de tempo e de levar o aparelho de triturar alimentos.

Parceria para a encanação:

Os esgotos que não temos são da responsabilidade total da autarquia, de facto por minha própria iniciativa, fez-se a encanação de um regato de água para o qual escorriam algumas águas de lavandarias e, pelo facto, de existir no portão sul deste Centro uma grelha de ferro, posta pela Junta de Freguesia, que "com as ervas que nascem, que crescem e que secam" conforme afirmou a antena da rádio, entupiam o rego, estagnando a água que, por sua vez, transbordava para o largo do Dias. Assim, por nossa iniciativa, se solucionou este problema. Quanto ao arranjo do passeio, era só o que faltava, também o Centro Social ter de os arranjar. Pertence à Junta de Freguesia ter de os arranjar.

Concluindo, numa investida torpe, o senhor presidente da Junta quis ofender, voluntariamente, uma pessoa que tem dado ao longo da sua vida tudo o que pode e sabe ao serviço dos outros, sempre de forma voluntária e gratuita, tentando o senhor denegrir a sua imagem. Lamento sinceramente, que utilize tal linguagem, sabendo embora, que dali não se esperaria grande coisa. Que se evidencie, enumerando dez vezes a mesma obra é lá com ele; Que por qualquer alucinação, invente lutas quixotescas contra moinhos de vento, o problema é seu; Que o faça envolvendo pessoas sérias, que nunca lhe deram a ousadia para tal, não é apenas feio, mas também muito grave. Querendo repor a verdade, direi que o Correio de Azeméis, publicou apenas uma pequena parte do que escrevi, daí o parecer fora de contexto; Porém do que falou, afirmo ser verdade de uma vez por todas e não responderei mais a acusações difamatórias "não serei eu certamente no meio das suas lutas quixotescas, que darei a ração ao Rocinante, por isso ficará a pé. Há uma obra que gostaria que tivesse feito e não fez, uma vez que falou e não soube o que disse, olhou e não viu nada, ouve bem e entende mal, fica aqui escrito o que gostaria que fizesse e não o fez: "PACIFICAR O POVO DE FAJÕES" e isso não se faz com ataques como esse ou com discursos inflamados. Para esta obra não será necessário dinheiro nem subsídios, mas será certamente um bom investimento para o futuro. Sei que se deve sentir cansado por tanta obra que diz ter feito, meta umas férias sine-dia. Se não tem jeito para o cargo leia o ditongo " quem te manda sapateiro tocar rabecão?" Por último, registamos a sua declaração de não apoiar o encerramento da escola, espero que seja a sua opinião definitiva.

Fajões, 10 de Julho de 2005
José da Silva Santos

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