Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

terça-feira, setembro 06, 2005

Depois do incêndio... os balanços!

Numa época de incêndios particularmente dura, os bombeiros concelhios não têm usufruído de muitos momentos de quietude. À semelhança, aliás, do que tem acontecido com todos os seus congéneres pelo país fora. E, embora o estado de prontidão ainda se vá manter por mais algum tempo - provavelmente por todo o mês de Setembro -, será conveniente fazer o balanço do ocorrido em Agosto. Adiante-se que os dados divulgados pelas corporações constatam um grande aumento no número de fogos e na área de floresta destruída.

Assim, no que diz respeito aos Bombeiros Voluntários de Fajões (BVF), registe-se que, de 1 a 28 de Agosto, acorreram a 106 incêndios, tendo a sua "área de intervenção" - que além do nordeste concelhio engloba algumas freguesias do Município de Arouca - registado 32,5 hectares de mata consumida pelas chamas. No total, os operacionais da corporação fajoense percorreram 4.696 quilómetros e labutaram contra as chamas durante 363 horas.

A respeito destes "números", Manuel Silva, comandante dos BVF, começou por realçar o grande aumento registado na área ardida, pois durante toda a campanha de 2004 o valor registado "ficou-se" pelos 12 hectares. O operacional fez ainda notar que aos 32,5 de Agosto há que somar os cerca de 190 hectares ardidos em Julho. E a época prossegue ...

Convidado a apontar as maiores dificuldades encontradas no terreno, repetiu discurso de anos anteriores. Nomeadamente, a falta de acessos e a falta de limpeza das matas, que associadas à inexistência de uma correcta "política de reflorestação", têm feito com que os voluntários se vejam obrigados a apostar no "controlo dos incêndios" e na "minimização dos riscos", especialmente no que diz respeito à segurança de pessoas e habitações.

Entretanto, a dureza da campanha tem afectado sobremaneira os meios físicos dos BVF. Manuel Silva realçou que, no momento, conta com apenas duas viaturas de combate a incêndios, uma vez que a corporação já teve de contabilizar como "inops" três outras, que, devido às dificuldades encontradas nos terrenos, partiram os respectivos diferenciais. A colaboração com outras corporações é, por isso, uma prioridade na estratégia para "atacar" o resto da época de incêndios.

0 Comentários:

Enviar um comentário

Links to this post:

Criar uma hiperligação

<< Home