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terça-feira, janeiro 03, 2006

Assembleia controla intervenções


Tal como já vem sendo habitual em Fajões, também a última assembleia de freguesia de 2005 ficou marcada pelas constantes "picardias" entre a bancada do PSD e a lista Independente que, após as últimas eleições, se mantém no poder político nesta freguesia do nordeste. Além dos pontos que constavam para discussão na reunião, foram muitos os problemas do passado que vieram à baila nesta assembleia que juntou muitos fajoenses no auditório da autarquia.
Naquela que foi a primeira assembleia deste mandato e a última de 2005 foram aprovados o orçamento, que ronda os 360 mil euros, e o plano de actividades de 2006 para a freguesia. De acordo com o secretário da Junta, Manuel Carvalho, este é um orçamento de contenção, mas, desde já, garantiu que as obras planeadas e aprovadas em assembleia de freguesia são para serem realizadas. Actividades escolares, acções relacionadas com a geminação e eventos recreativos e culturais no complexo cívico são algumas das actividades que constam no documento da autarquia para 2006.
O orçamento e o Plano Plurianual de Investimentos foram aprovados com os votos contra da bancada do PSD, que apresentou uma declaração de voto à mesa da assembleia. Nesta, os social-democratas justificaram o "cartão vermelho" aos documentos, dizendo que este orçamento e PPI "são uma cópia do apresentado há um ano, com valores a fazer de conta e a preencher rubricas. Contudo, verifica-se que, ao fim de um ano, as obras nele contidas não saíram do papel".

Intervenções de cinco minutos e perguntas directas
A votação foi, igualmente, o regimento da assembleia de freguesia elaborado por Isabel Paiva, presidente da assembleia, Jorge Paiva, do PSD, e Artur Pinho, da lista Independente. A alteração apresentada para este novo mandato diz que cada membro da assembleia, no período antes da ordem do dia, tem cinco minutos de intervenção e deve colocar perguntas objectivas e pertinentes à Junta de Freguesia.
À semelhança deste documento, também a proposta para aceitação da doação de terreno junto ao complexo cívico de Fajões para a construção do edifício sede das colectividades foi aprovado por unanimidade. Este documento, que já tinha sido aprovado na assembleia de 30 de Junho, voltou a ser colocado a votação porque, como justificaram, na redacção da última acta não foi mencionada a palavra "aceitação" e a Câmara Municipal pediu a sua revisão.
Nesta assembleia foi, ainda, aprovado o aumento do preço de cada sepultura do cemitério de Fajões que, em vez de 1400 euros, passa a custar 1900. Em relação a este assunto, Jorge Paiva disse que o PSD não é a favor deste aumento na parte do cemitério que ainda não está construída.

Subsídios "estão a fazer imensa falta"
De acordo com o tesoureiro da Junta de Freguesia, Arménio Amorim, nos últimos três meses o executivo realizou o desaterro no caminho da Póvoa; comprou uma bomba para a cisterna; procedeu às limpezas no parque das escolas, nas ruas, nos jardins e no parque do centro cívico. Das actividades realizadas constam, ainda, a poda e o corte de árvores na Escola Básica de Fajões; a colocação de tampas de saneamento na Rua Dr.ª Leonilda e a limpeza no estaleiro da freguesia.
Remetendo a apresentação de números para a próxima assembleia onde são anunciadas as contas, Manuel Carvalho disse que a Junta de Freguesia "está a viver uma situação financeira que não é boa, mas que não é, de todo, alarmante". O secretário adiantou que o executivo tem, ainda, a receber verbas em atraso da Câmara Municipal e que "estão a fazer imensa falta". O elemento da Junta afirmou, também, que da autarquia não chega um subsídio desde a vinda de Paulo Portas à freguesia. "Nesse dia recebemos um mísero cheque de 5 mil euros", lamentou Manuel Carvalho.
Quanto às verbas já aprovadas em reunião de Câmara, Manuel Carvalho diz que estão em falta aquelas correspondentes à construção dos balneários públicos, auditório, escolas, ampliação da Junta e cantina escolar. Além destas, o secretário anunciou outros subsídios prometidos pelo presidente da Câmara para obras como a cobertura do pavilhão da Junta, uma vera que seria transferida para outra obra; os balneários no complexo cívico e materiais; ampliação do cemitério e bancadas do polidesportivo.

Artur Pinho: "o único grande benemérito de Fajões"
No período antes da ordem do dia, Jorge Paiva questionou o presidente da Junta de Freguesia quanto à atribuição do nome de Artur Pinho ao edifício da Junta e sobre o que "este senhor" deu à freguesia. Considerando este patrono "o único grande benemérito de Fajões", Luís Filipe Oliveira disse que esta homenagem peca por tardia por tudo aquilo que Artur Pinho tem dado à freguesia e às colectividades.
Já Avelino Almeida, também do PSD, interpelou a Junta, entre outros assuntos, acerca do ponto de situação da construção dos caminhos florestais da freguesia. Ainda da mesma bancada parlamentar, João Paulo Santos mostrou-se interessado em saber qual o montante financeiro atribuído a cada colectividade de Fajões.
Luís Filipe Oliveira, por sua vez, disse que as máquinas para a execução dos caminhos florestais se encontram em Pindelo e que, de seguida, se vão deslocar para a freguesia para levar a efeito o trabalho. Quanto à distribuição dos subsídios, o presidente da Junta disse apenas que as contas estão em dia e que só quando houver disponibilidade financeira as verbas de 2005 vão ser pagas às associações.
Quanto à questão colocada pela social-democrata Maria Balbina Azevedo acerca da retirada de apeadeiros em locais da freguesia, o presidente do executivo salientou que apenas foi retirado um apeadeiro no lugar de Paços, por se encontrar danificado.
Pela Lista Independente, José Bastos de Pinho apresentou duas propostas à assembleia que foram aprovadas por maioria e por unanimidade, respectivamente: Uma diz respeito a um voto de louvor ao secretário da antiga Junta de Freguesia, António José Bastos Almeida, por tudo o que fez durante o seu mandato e com prejuízo pessoal; a outra foi um voto de repúdio a Jorge Paiva, por este ter "ameaçado, em altura de campanha, Artur José de Pinho e António Belmiro".

Fonte:

  • Correio de Azeméis
  • 3 Comentários:

    At 3/1/06 8:27 da tarde, Anonymous Alzira Macedo (alemanha) said...

    Olá caros amigos?

    Só umas palavras para vos dizer o quanto estou constrangida,
    pela falta de comentários nestes últimos tempos no vosso blog.
    Quando iniciei minha visita aqui, alem de ter artigos muito interessantes dava muito valor a todos os comentários. Mesmo que alguns chegassem a ser um pouco de baixo nível.
    Mas era a opinião do povo (assim chamo eu.)
    Mas agora notasse a falta de gosto e de respeito por algo que é vosso.
    Eu apenas sou uma visitante de fora, e que pena tenho que na minha aldeia não tenham estas iniciativas. Não tenho nada onde possa visitar e saber sobre mais sobre a minha tão amada aldeia de Laúndos (povoa de Varzim.)
    Tenham bom senso e voltem a dar o vosso apoio a quem trabalha arduamente para que obtenham notícias do lugar que vos viu nascer.
    São estas pequenas coisas, que fazem a diferença nas pessoas.
    Quem tem não quer, e quem não tem gostaria de ter?.
    É a vida, agora que iniciamos um novo Ano é tempo de iniciarmos tudo de novo esquecer o que passou e voltar a construirmos algo em conjunto.
    Espero sinceramente poder contar com todos vós para que este blog volte a ser o que era com a participação de gente que tem ideias importantes para partilhar.
    Desculpem-me esta minha intervenção mas tinha de o dizer.
    Sem mais um abraço amigo.

     
    At 3/1/06 11:51 da tarde, Blogger Manuel Alcides said...

    Eu gosto do estilo da Alzira :-) Mulher de armas, sim senhora! A falta de comentários neste blog deve-se ao período que estamos a atravessar em que estamos numa altura de balanços. Com toda a certeza que brevemente os frequentadores habituais estão de volta.
    Sobre os acontecimentos nesta última assembleia, parece que não há nada de novo! Costuma-se dizer que em "casa onde não há pão, todos berram e ninguém tem razão". Continuo a achar que estas quezílias só se resolvem quando aparecer uma "terceira via" para Fajões. Até lá... pode ser que alguma coisa melhor. É preciso ser optimista!

     
    At 21/1/06 1:14 da manhã, Anonymous Apoiante da Razão said...

    Para que comentar; para serem apagados no dia seguinte?
    Estou em Greve.

     

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