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sexta-feira, janeiro 20, 2006

CAVACO SILVA: eleito Presidente à 1ª volta, porquê? - Autor: Manuel Rui Pinho

Antes de começar, sublinho que isto é um mero artigo de opinião e de uma pessoa que até hoje nunca votou à direita (mas que é racionalista e jamais fanático, seja do que for), mas que quer arriscar o palpite, antes das eleições.

Na minha opinião, no final do próximo domingo já iremos saber qual será o Presidente da República para os próximos 4 anos. Arrisco este prognóstico, atendendo à situação calamitosa a que este país chegou ao fim de 30 anos de (des)governos, ao egoísmo do nosso povo e fundamentando-me também, na informação que fui adquirindo de diversas formas.

O próximo PR será o Dr. Cavaco e Silva, economista, sim, porque isto de filósofos, políticos ou advogados em cargos com responsabilidades sobre dinheiros públicos, dá naquilo que sabemos, e não cito outro economista, que apesar de triste memória, morreu pobre, mas deixou os cofres do país com toneladas de ouro para outros, ditos progressistas, poderem vender.

Porquê a vitória do Dr. Cavaco Silva logo na primeira volta?

Por três razões, a saber:

1 ? Porque vai concentrar a grande maioria dos votos daqueles que geralmente votam no PSD e no CDS. Bem, até aqui nada de novo, mas já estamos a falar em % do eleitorado a que nenhum outro candidato chegará.

2 ? Vai juntar ainda muitos daqueles que votariam no PS, mas que, revoltados com a política seguida por este Governo, vão procurar "a retaliação", mudando o sentido ao seu voto. Podemos englobar aqui parte do privilegiado funcionalismo público, como juízes, professores, forças de segurança, etc.

3 ? E aqueles, poucos, conscientes da situação em que o país se encontra e que têm noção de que já não é com discursos que evitamos o desastre. Este pequeno grupo, vai votar não a pensar em ideologias, mas inquieto sobre o que será este país depois de 2013, são mais informados que a maioria, pragmáticos e odeiam os fanatismos, sejam eles políticos, religiosos ou futebolísticos.

Assim, teremos Cavaco e Silva a PR, e um primeiro-ministro socialista. E não tenho quaisquer dúvidas que a governação de José Sócrates, será mais facilitada do que com qualquer outro dos candidatos a PR. São ambos determinados e conhecedores. Se Sócrates já demonstrou ter esquecido a ideologia e ter colocado os interesses do país em primeiro lugar, em CS posso encontrar várias razões para ter uma maior obrigação em favorecer essa governação e dar-lhe apoio.

Apenas receio um eventual choque de personalidades. São duas maneiras de ser fortes, em que o orgulho, ou a vaidade podem vir a estragar a coabitação.

O país, mais do que nunca, precisa dos dois e das sinergias decorrentes do trabalho conjunto.

16 Comentários:

At 20/1/06 8:02 da tarde, Anonymous albino pinho said...

Sempre que há eleições há divisões, sempre salutares em democracia. Não posso estar de acordo com o meu amigo Rui, embora respeite profundamente o seu ponto de vista. 1° o facto de o Prof. Cavaco ser economista não vai alterar em nada o seu provável consulado de Presidente da Republica, uma vez que o cargo que vai ocupar não é executivo, mas meramente presidencial. O Presidente preside, o Governo governa, os ministros administram etc etc. Quanto aos responsáveis da crise actual que Portugal atravessa, que como se sabe é internacional, o Prof. Cavaco, ou o Sr. Silva como diz o seu amigo João Jardim, também tem culpas no cartório, e de que maneira, a sua experiencia como economista não deram resultados quando foi primeiro ministro de má memória, entregando a pasta ao Fernando Nogueira quando viu o barco a meter água. Como trabalhador fui e serei sempre de esquerda. Nunca ficaria de consciencia tranquila se votasse no mesmo partido do meu patrão, por exemplo, cada macaco no seu galho. Isto de politica é uma arte que tem muito que se lhe diga, é preciso ser cauteloso nas analises. Só quando os Portugueses realmente participarem mais na vida politica e exigirem dos governantes mais e mais, é que talvez comecemos a levantar a cabeça. Questão de mentalidades que demoram gerações. Será certamente o prof. Cavaco que vai ganhar, para mim não por mérito dele, mas porque a oposição é fraquinha, o PS devia ter apostado noutro "cavalo".
Quanto aos comentários do Leiteiro, por muito respeito que tenha por ele, por tudo que faz de bom neste Blog, nota-se que em politica ainda anda muito ás excuras, dizer que a esquerda é anti nacional, é fazer um apelo ao nacionalismo de direita. estuda mais estas áreas e talvez percebas a gravidade da tua afirmação, que tenho a certeza foi feita um pouco inocentemente.

 
At 20/1/06 8:03 da tarde, Blogger Leiteiro said...

Cá vai a minha opinião:
Os candidatos de esquerda são anti-nacionais por natureza, coisa que não admiro, pura e simplesmente.Sendo o Cavaco Silva o único candidato de direita, a minha escolha recai sobre ele, apesar de não concordar com algumas opiniões e alguns actos que fez no passado.
Existe sempre o voto nulo, para os indecisos.

 
At 21/1/06 1:16 da tarde, Anonymous Manuel Rui Pinho said...

Relativamente ao comentário do Albino, queria esclarecer algunmas coisas.
O artigo de opinião é apenas sobre o POSSÍVEL RESULTADO DAS ELEIÇÕES. Não pretendo formar juízos de valor sobre as suas diferentes passagens nos orgãos de soberania. Isto poderia ficar para outra altura e talvez, outro lado.
Quanto ao facto do Albino dizer que o cargo de PR, por não ser executivo, não tem interferência na governação, nâo concordo. As reformas que este governo tem tentado fazer (e absolutamente necessárias ao país) tem encontrado fortes forças de bloqueio. O apoio do Pr É FUNDAMENTAL para o seu sucessso. Veja-se quem vai ter que tomar atitudes sobre o Procurador Geral, quem vai ter que promulgar (autorizar) uma eventual lei da liberalização das farmácias, isto para citar apens 2 exemplos.
O governo precisa de um PR que o apoie e o economista "Sr Silva", é o menos lírico dos candidatos. O país esta de tanga, e sobre isso Albino, nós estamnos cá todos os dias, pagamos cá os nossos impostos (não é só a ridicularia dum IMI), vemos como eles são desbaratados.

 
At 21/1/06 2:51 da tarde, Anonymous albino pinho said...

Essa do IMI não percebi...até rima.
Quanto ao resto o povo decidirá, como sempre, bem ou mal ele é soberano. Mantenho o que disse, o "Sr. Silva" nunca me convenceu a vida é feita de muitos mais coisas do que números, tem de haver solidariedade nacional,(duvido que o Sr. Silva saiba o que isso é) O Sr. Silva quando foi governo já deixou marcas negativas nas classes mais desvaforecidas.
A riqueza tem de ser mais bem distribuida, ou continamos com este aspiral de desigualdade entre ricos e pobres.
Acho o "Sr. Silva" é demasiado economista para o cargo. O cargo requer alguém com mais abertura de espirito em todas as areas.
Mas como digo a culpa até nem será dele, a oposição não apresentou melhor. Ou será que vai haver uma supresa de última hora. É que se houver segunda volta tudo poderá mudar.

 
At 22/1/06 2:04 da manhã, Anonymous Manuel Rui Pinho said...

Vou pegar nas tuas palavras, "vida é feita de muitos mais coisas do que números, tem de haver solidariedade nacional".
Porque foste trabalhar para a Suiça? Não foi pelos tais números?
O problema é que o país está à beira da falência e se calhar toda a população tem que pensar em fazer o que tu já fizeste, fugir. Isto está roto, falar em solidariedade quando o estado está em pré-falência, é lírico e utópico. É bonito de ouvir, ganha votos, mas não tem aplicação.
Ainda há bem pouco tempo recebi uma lição tua, num jantar em Vale de Cambra, através das tuas atitudes. Continuas a manter a maneira de estar do filho do Raimundo, e fiel aos mesmos princípios. Mas isso é um caso raríssimo, os que se dizem "pobres" vivem ostensivamente e apenas falam de direitos e "exigem solidariedade", quando lhes convém, porque a forma como vivem é bem diferente daqueles que procuram ter alguma coisa. Se cá estivesses mais vezes e viesses mais à rua, ficarias a conhecer melhor o ambiente social em que vivemos.
Isto a continuar assim, temos todos que fugir, e isto lembra-me uma frase dos anarcas no pós-25 de Abril, "o último a sair que feche as luzes".

 
At 22/1/06 10:27 da manhã, Anonymous Alzira Macedo (Alemanha) said...

Bom dia.

Não vou entrar em caminhos para dizer o quanto fiquei aborrecida com o comentário do Sr. Rui, nem sequer vou recorrer a palavras caras pois com a simplicidade da minha escrita gosto que todos me entendam?
E dizer as coisas como são sem tentar magoar seja quem for, coisa que o Sr. Rui não faz.
Onde tudo começou como um debate político, está-se a terminar como um debate particular e sem respeito pelos emigrantes Portugueses.
Sr. Rui tenha bom senso e respeito pelas pessoas e não diga tanto disparate, quem é que o senhor pensa que é para poder afirmar o quanto não sabe o que custa ser emigrante?.
E sendo assim se o Sr. ainda não emigrou é porque esses tais ditos números estão na sua parte muito bons!!!
Emigrantes Portugueses não fugiram de Portugal?
Eles não tem necessidade em fugir de lado nenhum, pois são dignos de andarem de cabeça bem erguida, eles apenas limitaram-se a irem trabalhar para outros países para poderem sustentar suas famílias, se o Sr. não é um desses pode se dar por feliz.
Mas não se esqueça que pela boca morre o peixe e não se sabe o dia de amanha.
Espero sinceramente que na próxima vez que queira atingir pessoalmente certas pessoas por uma razão ou por outra, não se esqueça que existem muitos emigrantes que vestem a mesma pele. E não admitem que os mal tratem como o Sr. o fez.
Respeite para ser respeitado.
Um abraço de mais uma emigrante.

 
At 22/1/06 10:39 da manhã, Anonymous albino pinho said...

Não estar de acordo com as nossas opiniões politicas é uma coisa, combate-las com ataques pessoais é outra bem diferente. Por vezes me pergunto o que vale ter estudos superiores se lhes falta coisas tão básicas como diplomacia e educação, e sobra em orgulho e arrogancia. Depois são os outros que são egocentricos.

Caro "amigo" Rui eu não fugi, quem emigra não foge, quem emigra ama a sua terra e o seu país, como economista devias já saber isto de cor. Durante séculos se não fossem as remessas dos emigrantes, em algumas situações Portugal já teria entrado em colapso financeiro, Retira todos os bens materiais que existem de todos emigrantes em Fajões, e em Portugal e verás a diferença. Falta de amor á sua terra seria nenhum emigrante investir no seu país, isso sim seria não ser solidário, não amar a sua terra, Ou preferias que malta andasse a romper as cadeiras dos cafés e receber o subsidio minimo garantido.

Com essa afirmação fora de contexto faltas-te ao respeito a todos os emigrantes. Sobre o filho do Raimundo, como me chamas, quero-te dizer que continuo o mesmo felizmente, e penso ir assim até ao fim. Comecei a trabalhar ao 11 anos, e graças a Deus não parei até hoje. A minha universidade foi a da vida, que muito prezo, com principios que defendo. Quando falas do meu saudoso pai, nesse tom depreceativo, quero-te dizer que o único defeito que teve foi ser pobre e doente, nunca entrou num tribunal, nem nunca andou feito Casanova atrás das mulheres dos outros, entre outros.

Quanto ao que dizes das minhas atitudes no jantar em Vale de Cambra sinceramente não vejo ao que te referes. Será que andas a ver fantasmas ? Considero-me pessoa bastante humilde para ostentar o que quer que seja, aliás os meus bens materiais são bem modestos para ostentações.

Para terminar gostaria de te dar um conselho, nunca combatas ideias com ataques pessoais, é um terreno muito perigoso, próprio para gente vulgar, e riscas de ter dissabores amargos.

Estou desiludido, espero ao menos tenhas a coragem de te explicares á enorme comunidade de fajoenses espalhados pelos 4 cantos do mundo, e que seguem este excelente Blog.

 
At 22/1/06 11:00 da manhã, Anonymous Manuel Rui Pinho said...

D. Alzia Macedo,

Parece-me que não me fiz compreender.
1- Hoje e como o país está, apesar deste governo ter feito já algumas coisas boas no sentido de contrariar isso, penso que isto a continuar como ia, tal como disse, e a Srª parece não ter percebido, QUALQUER português, que pense no futuro, DEVE pensar em emigrar.
Sou capaz de abdicar de gozar férias com a família, mas não abdico de mandar o meu filho para Inglaterra no Verão. São opções! Mas é na minnha forma de o proteger daquilo que a maioria dos emigrantes passaram, o contacto com gentes com fala e hábitos diferentes.
2-Quanto a atingir pessoas, talvez sinta isso porque não abdico de dizer o que penso. No entanto existe amizade e até alguma admiração (como está expressa no comentário, se ff de voltar a ler) existe entre os dois anteriores intervenientes.
Já andei lá por fora a trabalhar, mas primeiro sacrifiquei-me e criei o mérito para ser convidado.

Agora, e dado que é a primeira vez que falamos, queria deixar um comentário a um outro que fez sobre os Celtas e a uma sua recomendação. Dizia em Novembro, que os curiosos podiam-se informar nuns sites, que eram brasileiros (longe de toda a civilização celta) e mais dados a assuntos domésticos.
Como não a conhecia, a não ser pelas palavras e capa de um livro que tenho na minha secrtária, não comentei. Apesar de atrasado, hoje aqui fica o meu comentário à sua sugestão.
Quando as pessoas se querem documentar, mais profundamente, saem à rua, visitam bibliotecas, entram em livrarias e adquirem alguns livros. É a forma dos escritores sentirem a recompensa do seu trabalho, não acha?
Muito bom dia.

 
At 22/1/06 7:00 da tarde, Anonymous Manuel Rui Pinho said...

Para acabar e porque a "expressão filho do Raimundo" foi mal interpretada, aqui vai o esclarecimento.
Quando disse que aprendi, num jantar em Vale de Cambra, uma coisa contigo, foi precisamente o teres-me mostrado que com o passar dos anos conseguiste manter os hábitos de uma vivência modesta, "da casa do Raimundo". Isso no meu conceito, é das maiores qualidades que existem, mas fui mal interpretado.
Para saberes o valor que lhe dou, pelo amor que tenho ao meu filho, uma das minhas maiores preocupações é prepará-lo para a vida. Aos 2 anos de idade e por opção consciente do pai, frequentou durante anos, até à primária, o Asilo de Azeméis, onde os colegas eram crianças abandonadas, filhos gerados na recta de Albergaria e outros que nada tinham. A opção não foi económica, porque pagava tanto ou mais do que em outro lugar. Procurei mostrar-lhe as dificuldades da vida.
Aquilo a que assisti em Vale de Cambra, se fosse transposto para metade da população portuguesa, éramos um país rico.
Acabaram de fechar as urnas, vamos ver quem fica no lugar de PR

 
At 22/1/06 9:53 da tarde, Anonymous Alzira Macedo (Alemanha) said...

Boa noite?.

Sr. Rui, pelos vistos existe mesmo maus entendidos.
Eu pessoalmente não venho ao blog com intenção de entrar em polémica ou de entrar em confrontos seja com quem for.
Apenas me senti como emigrante que sou, (alem de não ter tido o mérito de ser convidada.)
Mas sim por opção de meus pais que emigraram e daí a segunda geração se tornar emigrantes também.
Se tem o meu livro como diz, pois então deve conhecer um pouco da minha história de vida.
Eu posso não ter estudos e conhecimentos como o senhor, até mesmo a idade assim como forma de viver.
Mas um ponto, temos em comum não abdicar de dizer o que pensamos.
Por isso lhe digo que a minha intervenção neste blog foi apenas pela revolta que senti em ler o seu comentário e como portuguesa orgulhosa que sou tive de dizer o que senti nesse momento.
Sei muito bem entender que o Sr. É altamente inteligente e sabe o que diz, (e por isso tentar dar o dito pelo não dito) e nesse aspecto achei que poderia entender melhor o porquê do meu comentário.
Como também sei que o blog é vosso e do vosso povo de fajões (onde fui muito bem recebida numa minha visita á vossa terra, por algumas instituições que me marcaram muito, no carinho e bem receber.)
Assim como pelo Sr. Augusto Pais e esposa pessoas de muita cultura e saber estar na vida.
Desde então me interessei saber mais sobre a terra de fajões e seus hábitos, e por isso minhas visitas ao VOSSO blog.
E para terminar, eu nunca pretendi ser mais inteligente que ninguém, se em Novembro enviei alguns sites da net para poderem ler e notarem que em tudo quanto se pesquisa há muita variante de informação.
Era sim um site brasileiro e até talvez dado a assuntos domésticos, mas como seria esperar diferente se sou mulher!!!
Eu nesse site não disse que comentava sobre o povo celta, mas sim sobre a história em que se referia nessa altura hallowen.
Entendo muito bem que não é a melhor forma de se documentar, mas para quem é EMIGRANTE é a única que temos a nosso alcance.
Tomara eu aqui ter bibliotecas ou até livrarias portuguesas para poder me informar melhor sobre o meu país e meu povo.
Mas já agora já que o Sr. Aí está e sabe tanto porque não aproveita o espaço deste blog para poder fornecer toda a informação aos pobres e ignorantes emigrantes.
Sem mais, que Portugal tenha alguém á altura para o governar como merece ser governado (seja por quem for.)
Com todo o respeito.
Um abraço amigo.

 
At 22/1/06 10:56 da tarde, Anonymous Manuel Goncalves said...

Boa noite.

Como emigrante que sou á 38 anos.
Já li muitas vezes o vosso blog como outros mais e nunca ninguém tinha baixado tanto o nível como o Sr. Rui pinho.
Até aqui, pensei sempre que era alguém de inteligente e estudado, pelas suas notícias que aqui escreve no blog.
Até hoje li e nunca deixei comentário, mas hoje passou das marcas tudo quanto li.
Não se esqueça que estes tais emigrantes FUGIDOS encheram Portugal com as suas economias.
Nunca pensei nos tempos de hoje encontrar um ditador, isto me faz relembrar muito o tempo de Salazar. Lembre-se de uma frase de um antigo primeiro-ministro onde dizia que os emigrantes, estavam a por o país de pé.
Onde o Sr. Me faz lembrar o outro que dizia que somos Portugueses de segunda classe.

Um concelho Sr. Rui se tem tanta sabedoria vá para primeiro-ministro, estou ansioso para poder regressar á minha terra natal que é Guimarães.
Apesar de ter só a segunda classe em português, penso ter o mesmo direito de escrever o que penso com erros ou sem erros. (ou também vou levar um cartão vermelho directo por não ter as palavras adequadas?)
Parabéns Dona Alzira, pela luta e pelo orgulho de ser Portuguesa continue em dizer sempre o que pensa.
A partir de agora não comentarei mais sobre este assunto, mas tenha o bom senso de pensar antes de escrever.
Se sinta feliz em ter os pais que tive e não ter tido necessidade em emigrar como nós emigrantes.
Alem de eu respeitar muito os meus e os agradecer por terem tentado me dar uma vida melhor.

 
At 23/1/06 9:21 da manhã, Blogger Manuel Alcides said...

Opaaa... meus amigos, vamos por um pouco de água na fervura!
O professor Cavaco Silva ganhou as eleições por diversas razões:
1- Porque o PS cometeu um erro de palmatória em ter escolhido Mário Soares como candidato. Ninguém gostou de ter ouvido Mário Soares dizer que nunca mais se candidatava a cargos políticos e de repetente aparece como candidato!! Há uma coisa que se chama coerência e Mário Soares não foi coerente com os portugueses.
2- Manuel Alegre apareceu como candidato o que dividiu ainda mais o PS. Para ele o segundo lugar é uma vitória, porque sem apoios de partidos quase que conseguia ir a uma segunda volta.
3- Cavaco Silva soube gerir a vantagem que as sondagens lhe deram desde o início. Nunca alinhou nas provocações dos adversários e disse apenas o essencial.
4- O povo português gosta de ver um certo equilibrio político. Ter Primeiro-Ministro e Presidente da República do mesmo partido não é bom para a democracia.
5- Quem detém o poder financeiro e o poder económico estava ao lado de Cavaco Silva
6- O povo decidiu que era o melhor candidato a presidente...

Sobre a polémica dos emigrantes... estamos num mundo globalizado e Portugal está inserido na CE. Somos trabalhadores com iguais direitos em qualquer país da CE e não vejo nenhum mal em emigrar ou vice-versa. Mas uma coisa é inegável, poucos são os emigrantes que saem de Portugal para se realizarem profissionalmente. A maioria vai em busca de dinheiro e melhores condições de vida e também uma fonte de riqueza para o país pelas divisas que enviam.

Quanto à situação do país, se todos nos empenharmos, se os políticos forem leais e sérios para com o povo, se os ricos e patrões forem mais honestos e generosos com os trabalhadores, se o governo tomar medidas certas, com toda a certeza que iremos sair da crise e da estagnação económica. E não se pode culpar apenas o Cavaco Silva por esta crise, porque isto é o resultado de uma sucessão de governos que não souberam gerir os dinheiros da CE e não tiveram coragem para tomar medidas de fundo para corrigir muitas desigualdades. A justiça deverá ser a próxima área de intervenção, porque ninguém neste país acredita no sistema judicial português.

 
At 23/1/06 5:35 da tarde, Blogger Leiteiro said...

Aqui vai a minha visão sobre os resultados das presidênciais (repito, é apenas a minha opinião, e torno-a publica com a esperança que a mesma não cause polémica):

- A desforra de 86. Cavaco venceu à tangente. Mal por mal, é melhor assim. Escusamos de aguentar mais 15 dias de campanha. Voltemos ao trabalho.

- Alegre não resolve. Ficou além de Soares, mas aquém da segunda volta. Na campanha confiou em demasia no mito da dicotomia esquerda/direita. Não percebeu que quem resolve tudo é o eleitorado sem partido. Se não tivesse utilizado tantas vezes a palavra esquerda, talvez o resultado tivesse sido outro.

- Nem Joana Amaral Dias o safou. Mário Soares foi o grande derrotado da noite. Depois de uma campanha suja e de dizer os maiores disparates, o resultado não poderia ser outro. Os portugueses podem ser estúpidos, mas não tanto.

- Ainda se vê a força do PC. Jerónimo conseguiu manter a votação. O eleitorado comunista é qualquer coisa de único. Um amigo meu que vive na margem sul, enquanto discutiamos os resultados disse-me, por exemplo, que viu camaradas dedicados levar velhinhas acamadas à urna de voto. É a mobilização total.

- Hipoteca a vista. O fim do Bloco esteve à vista. Se Louçã não chegasse aos 5%, não teria direito à subvenção estatal e arcaria com todas as despesas da sua campanha milionária. Foi pena, a democracia (seja lá o que for) continua em perigo. Mesmo assim, Louçã foi uma autêntica desilusão. O balão começa a esvaziar.

- Euromarosca. O mesmo personagem que na véspera das eleições americanas tinha dito que Kerry ganharia com 99% de probabilidades voltou a falhar. Não há nenhuma punição para as empresas de sondagens que aldrabam tão descaradamente o pessoal?

 
At 23/1/06 6:57 da tarde, Anonymous Albino Pinho - Suiça said...

O grande responsável pela vitória do Prof. Cavaco Silva, foi José Socrates, tudo o resto são teorias sem fundamento. Ele deu de mão beijada a presidencia da republica ao Prof. Cavaco Silva ao dar o apoio do PS ao Dr. Mário Soares.
Como tudo na vida tem o seu tempo, o do Dr. Mário Soares politicamente já tinha expirado.
Foi um colosso da politica Portuguesa, que ficará na nossa história, apesar de vozes discordantes como é normal.
O eleitorado não via como é que um homem podia estar na presidência com todas as suas faculdades intelectuais e fisicas até aos 86 anos, embora não sendo impossivel, era arriscar de mais.
O Dr. Mário Soares por sua vez também já não devia aceitar ser candidato, apesar de vir dizer que está sempre ao serviço de Portugal, devia recusar, até porque quando saiu da presidência da republica tinha dito que agora ia descançar, e que a vida politica para ele tinha acabado.
Mesmo sendo um politico em quem eu nunca votaria, desejo ao Prof, Cavaco Silva a melhor presidencia de todas as antecedentes, embora não seja um cargo executivo pode participar na melhoria do futuro nosso país.
E embora muitos pensem o contrário são talvez os emigrantes que mais amam e desejam o progresso do nosso país, quanto mais não seja para sentir aquele orgulho bem lá no fundo de ser Português.
Mas este sentimento só mesmo os emigrantes é que o sentem.

 
At 23/1/06 7:26 da tarde, Blogger Leiteiro said...

Tenho de discordar com o Sr. Albino quando ele diz que só os emigrantes o sentem. Em Portugal, existe muita gente que ama a sua cultura e os seus antepassados. E posso falar por experiência propria. Concordo, que os emigrantes têm um sentimento especial (também tenho uma familiar no estrangeiro, mais propriamente na Suiça), mas por cá eles também existem. Acho muito triste por vezes, ver pessoas que amam a sua cultura, serem acusados de salazaristas e outras coisas do genero. Deixo aqui uma citaçao de Augusto da Costa, que ele deu aquando de uma entrevista sobre os poemas de F. Pessoa, in A Mensagem:
"Temos felizmente o mito sebastianista com raízes profundas no passado e na alma portuguesa. Nosso trabalho é pois mais fácil; não temos que criar um mito, senão renová-lo. Comecemos por nos embebedar nesse sonho... Então se dará na alma da nação o fenómeno imprevisível de onde nascerão as Novas Descobertas, a criação do Mundo Novo, o Quinto Império"

 
At 23/1/06 7:59 da tarde, Anonymous albino pinho said...

Amigo Leiteiro, como óbvio o que quis dizer é que temos uma forma de amar diferente, outra sensibilidade. Não cabe na cabeça de ninguém pensar que em Portugal não haja alguém que ame até profundamente o seu país. Mas o nosso amor, é uma mistura também de nostalgia, de sonho...enfim, penso que só mesmo quem está ausente é que pode sentir isso. Há também aqueles que não tem essa sensibilidade, e se calhar nem sabem o significado da palavra amar hehehe

 

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