Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

terça-feira, fevereiro 28, 2006

Carnaval 2006 - II - Foto-reportagem já disponível

Já está disponível a Foto-Reportagem do desfile de Carnaval 2006, organizado pela Associação Cultural e Recreativa de Fajões. São no total 21 fotos, que podem ser observadas por aqui.
Mais tarde será feito um rescaldo do desfile, assim como também serão publicados novos conteúdos sobre a temática.

Ligações e créditos:

  • Foto-reportagem - Carnaval 2006
  • segunda-feira, fevereiro 27, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XI - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XI

    Eis que não sei por alma de quem aparece um jovem, que conhecia um dos meus colegas de viagem, e nos diz que tem uma chave de um estúdio de um colega que estava para Portugal por uns dias, se quisessemos podíamos lá passar a noite, o único problema era que só havia uma cama, nós eramos 8, os 4 do táxi, mais outros 4 que se juntaram na gare routiére, conhecidos de um dos nossos 4.
    Não havia alternativa, seguimos o homem da chave subindo uma rua apertada, quando ao fundo vimos surgir o carro da policia que começa a subir a dita para a ronda, como nos filmes levantei a mala que pesava chumbo, alarguei o passo, e quase á certa com os meus colegas de aventura só tivemos tempo de nos esconder num prédio velho em reconstrução. Saimos quando tudo voltou ao normal, algumas dezenas de metros acima entramos num prédio também muito antigo do início do século talvez, subimos vários andares em corredores sombrios, quase sem tocar com os pés no chão. Finalmente o homem da chave, que nos guiava mete a chave á porta, até que enfim um local onde dormir!!! um estudio em muito mau estado, Uma cama encostada á parede, O homem da chave diz é isto que tenho para vos oferecer, descansem como poderem, mas de manha ao nascer do dia não quero aqui ninguém, pois mora um familiar do dono do estudio aqui no prédio e se sabe que vos dei guarida vou ter problemas. Uns vão ao WC, outros deixam-se cair para cima da cama para repousar. Ficamos os oito como a sardinha na canastra, eu fiquei encostado á parede com as pernas estendidas á largura da cama, e assim tentei passar pelas brazas, depois de manha se veria.
    Mas foi sol de pouca dura, pois passado relactivamente pouco tempo somos acordados por um individuo que entra no estúdio aos berros, e era o tal familiar do dono do estúdio, e que nos ameçou de chamar a policia caso não saissemos imediatamente, ao mesmo tempo que responsabilizava o homem da chave por nos ter dado guarida. Eu assumi-me como porta voz do grupo, e disse que não era necessário chatiarem-se, que iamos passar o resto da noite para a gare de Cornavin, até os comboios começarem a circular ás 6 da manhã e cada qual ir á sua vida. Enquanto descíamos a rua para a gare, fui reflectindo em toda esta confusão, e egoísmo, e decidi rumar no primeiro comboio até Neuchatel, e daí procurar o meu colega de trabalho, que á tempos me tinha escrito, O problema era saber se ele ainda se encontrava no mesmo local, mas tinha de arriscar, pois ficar em Genebra naquele ambiente de egoísmo doentio não era para mim, precisava de algo mais calmo e discreto. Meu irmão, mais o seu amigo Júlio, e os restantes camaradas de viagem resolveram ficar todos em Genebra, deixar nascer o dia, e depois veriam.
    Estava decidido, seriam 4h30m da manhã de uma noite gelada, mal dormida, de pesadelo, angustia e incerteza.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo X
  • 25ª jornada - Águeda 2 - 0 G.D.Fajões

    Em virtude do fim-de-semana carnavalesco, o Grupo Desportivo de Fajões jogou frente ao Águeda no passado Sábado. O Fajões entrou em campo quase a perder, tendo sofrido o seu primeiro golo cedo. Mas, nem a jogar contra menos um, devido à expulsão do guarda-redes do Águeda o G.D.F. conseguiu dar a volta ao resultado, tendo sofrido novo golo. O resultado final foi de duas bolas a zero favorável ao Águeda, resultado que se adequa perfeitamente para o que as equipas produziram em campo.

    sábado, fevereiro 25, 2006

    NOTÍCIAS CURTAS... do país

    1 - DESEMPREGO: mudar o modelo de subsídio
    O Governo quer mudar o modelo de subsídio de desemprego e impor o dever de "procura activa" de trabalho, à semelhança do que já acontece noutros países da Europa.
    Para os jovens com menos de 30 anos e dois de emprego, passarão a receber subsídio de desemprego num período máximo de 6 meses, e pretende aumentar o período de subsídio dos trabalhadores com mais de 45 anos (que hoje tem direito a 24 meses).

    2 - SINISTRALIDADE: novas medidas
    O Governo, preocupado com a sinistralidade nas estradas portuguesas, uma das mais altas da Europa, tem em preparação medidas legislativas onde é previsto, nomeadamente para os "recém encartados" a obrigatoriedade de durante os primeiros dois anos, só poderem conduzir "carros estrangulados". A medida não é inédita, já que nas motos isso já acontece.

    3 - PORTUGAL: país de risco
    Portugal é um país de risco elevado quanto ao equilíbrio das contas do Estado, a prazo.
    Esta é a opinião da Comissão Europeia, que considera necessário a tomada de medidas rigorosas para travar o défice.
    No fundo, querem que sejamos mais poupados e se não vamos com advertências, as coisas irão ser muito duras.

    4 - BASILIUS: o fecho
    Uma das fábricas de referência na região, visitada por ministros e presidentes, anunciou o seu fecho para o próximo mês de Abril. 65 empregados já negociaram a sua saída.
    A fábrica detém um parque de máquinas moderno, sólida estrutura financeira, muito acima da média do sector, tem mercado, mas invoca como motivo a concorrência do leste, com salários muito baixos.
    Coincidência ou não, duas boas fábricas (a Calçado MIKITO e agora a BASILIUS) anunciam o seu fim com argumentos que não convencem. Conheço pessoalmente os dois empresários responsáveis pela gestão dessas fábricas e não acredito nos argumentos invocados, porque se essas não conseguem sobreviver à concorrência, 90 e muitos por cento do sector do calçado teria que fechar. São duas pessoas com idade suficiente para estarem na reforma se trabalhassem por conta de outrem, gozam de muito boa situação financeira e ... não têm filhos que assegurem a continuidade: Parece-me ser este o verdadeiro problema. Como qualquer pai, procuraram dar formação aos filhos para que tivessem a opção de poder recorrer a outras alternativas de vida, e eles assim o fizeram.
    Fica um voto de pesar para os trabalhadores, apesar de ser uma situação previsível para quem estivesse mais atento. Para o Sr. Carlos e Sr. Rocha, os desejos de que possam gozar uma reforma a que têm direito como qualquer ser humano e a gratidão de terem durante muitos anos assegurado o sustento de muitas famílias.

    5 - PORTUGAL NO SEU MELHOR (!)
    A Empresa do Metro do Porto S.A. pagou cerca de 650 mil euros de prémios de gestão aos 3 membros da Comissão Executiva durante o período de 2000 a 2003.
    Estes factos foram apurados numa auditoria de 2005 da Inspecção-Geral de Finanças à gestão do Metro do Porto.
    Note-se que a empresa sempre apresentou resultados negativos, chegando mesmo em 2004, a apresentar um prejuízo de 38 milhões de euros.

    Por: Manuel Rui Pinho

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo X - Autor: Albino Pinho

    Capitulo X

    Entretanto mais uma paragem, mais uma comunicação, estamos a chegar, há pelo menos 22 fronteiras para entrar em Genebra, entramos num tunel longo, já se avistam silhuetas próximas de enormes montanhas, que nada tem a ver com os montes da minha aldeia.Genebra aproxima-se a passos largos, são 3h da manha, mais uma paragem desta vez num largo iluminado, e deserto á entrada da cidade do lado Francês, é a preparação para o assalto final á fronteira, o cenário é digno de um filme de aventuras e fantasmas.
    Passado uma boa meia hora, finalmente é dada ordem de partida via rádio. Por ruas suspeitas e desertas reparo que passamos uma fronteira já fechada, mas aberta ao tráfico, que o taxista passa a uma velocidade impressionante, na curva seguinte o motorista acelera ainda mais a marcha, depois de várias curvas entra numa larga estrada com linhas de electricos, ao fundo da mesma vira á direita e entra na ponte du Mont Blanc com as suas bandeiras laterais, onde já se podia ver a cité de Calvin, com todo o seu esplendor, os seus bancos, as suas montras luxuosas, era o alivío geral por momento!!!
    O taxista pára numa rua secundária perto da gare de routiére de Genebra, recebe o dinheiro combinado, entrega os passaportes, e faz uma aviso, cuidem-se que a policia faz rondas periodicas e se vê alguém de malas na mão a estas horas vão ter problemas na certa. Portanto o melhor era escondermos até nascer o dia. Subimos essa pequena rua até ao largo da gare routiére, aí havia ainda passageiros que iam chegando de vários lados, inclusivé de Portugal, a maioria eram sazoneiros que começavam a chegar para recomeçar mais uma ano de labuta.
    Viam-se alguns Portugueses já estabelecidos em Genebra e regiões lemitrofes que vinham esperar os recém chegados conhecidos, alguns com ar de quem já está bem na vida, talvez para impressionar arranham só Francês, outros propunham transporte a pagar para quem quisesse ir para o interior, Lausanne, Neuchatel, Fribourg etc etc.
    Olhava-os com admiração, pois já tinham uma trabalho, um tecto, e se calhar até a família junta. Eu nada disso tinha, nem sequer onde tomar um banho e repousar do imenso cansaço de duas noites perdidas. Mas o importante era sair dali, era arriscado, via-se os carros da policia a rondar o local, mas ir para onde? a noite estava gelada, o único local era a estação de Cornavin, mas aí também eramos presas facéis da policia.

    (Continua...)

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  • Capitulo IX

  • sexta-feira, fevereiro 24, 2006

    Carnaval 2006 - I - Fim de semana Carnavalesco!


    Como já vem sendo habitual cá por Fajões, no próximo domingo irá ter lugar mais um desfile de Carnaval. Trata-se da 4ª edição do mesmo, e à semelhança de anos anteriores o desfile é organizado pela Associação Cultural e recreativa de Fajões (ACREF) e conta com a participação das restantes colectividades da freguesia e uma ou outra de fora. O desfile terá início pelas 15 horas e irá-se desenrolar pelo percurso já habitual (saída junto à Codil e chegada na Escola EB 2, 3 de Fajões). Devido a este acontecimento, o trânsito estará cortado nestas vias.

    Ainda no que à época carnavalesca diz respeito, a Orquestra Juvenil de Fajões irá realizar um concerto de Carnaval. O concerto terá lugar no Auditório dos Bombeiros Voluntários de Fajões, com início marcado para as 21.30 horas. Um outro pequeno pormenor... a entrada é livre.

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  • Rescaldo do desfile de 2005

  • Foto-Reportagem do desfile de 2005

  • quinta-feira, fevereiro 23, 2006

    Golo do Fajões - Palpites para a 25ª jornada

    Águeda - G.D.Fajões


    Estão abertos os palpites para a 25ª jornada do passatempo Golo do Fajões. Depois do merecido empate frente ao décimo classificado, Alba, por duas bolas, o Fajões desloca-se ao estádio municipal de Águeda, para defrontar mais uma equipa que não se espera nada fácil. Como já se aperceberam trata-se do Águeda, nada mais nada menos que o primeiro classificado. Como não há impossíveis, ainda nos resta uma pequena esperança, mas antevê-se um jogo muito complicado.
    O jogo tem início pelas 15.00 horas.


    Ligações e créditos:

  • Tabela classificativa do Golo do Fajões
  • G.D.F. "abandonado"

    Como sabem, a direcção do Grupo Desportivo de Fajões marcou para o passado domingo uma assembleia-geral para discutir os recentes acontecimentos que o G.D.F. foi alvo e também para dar conta da situação actual das obras que o Campo das Cruzes está a ser alvo. Mas, a mesma assembleia foi cancelada por falta da comparência dos associados, facto que é de todo lamentável. É triste ver que nem os sócios do G.D.F. se interessam pelo seu clube, não reconhecendo o esforço que os dirigentes têm feito.

    quarta-feira, fevereiro 22, 2006

    Golo do Fajões - resultados 24ª jornada

    Aqui ficam os resultados da 24ª jornada do "Golo do Fajões".

    O Grupo Desportivo de Fajões recebeu no seu terreno o Alba, décimo - primeiro classificado, e não foi além de um empate a duas bolas.
    Nesta jornada, apenas um dos participantes acertou no resultado final (Albino Pinho) passando a liderar isolado a tabela. A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado no empate + 4 ponto por ter acertado no resultado final)

    Tabela classificativa:

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    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IX - Autor: Albino Pinho

    Capitulo IX

    Lyon aproxima-se, e o crepusculo também avista-se já a silhueta da grande metropole, com o Ródano a dividi-la, cidade bem arquitectada e limpa. Chegados a central de camionagem (gare routiére) há que tirar tudo pois uma nova etapa vai começar, noutro autocarro de uma empresa francesa, a última etapa Lyon-Genebra 170 km.
    Os pasageiros dos vários autocarros são ás centenas acotovelam-se, a língua maioritária é o Português, uma feira autêntica, daqui partem para vários pontos da região, muitos vão tentar a sorte na Suiça. Só que há vozes que dizem que entrar em Genebra sem papéis de trabalho corresponde a serem repatriados, pois dizem que é o que tem acontecido últimamente á maioria. A solução é pagar a passadores e entrar clandestinamente durante a madrugada.
    A noite já ia alta, tinhamos de tomar uma decisão, ou entrar no autocarro e seguir viagem até ao terminus, ou seja, até á gare routiére de Genebra, fim da viagem do bilhete, sujeitando-se a nem sequer entrar na Suiça, ou entregar-mos a nossa sorte aos passadores, com as consequencias e incertezas que isso acarreta, para já não falar no preço.
    A decisão foi tomada, vamos com os passadores, O autocarro partiu direcção Genebra quase vazio, nós esperamos até á uma 1h da manhã, pois segundo o passador seria a hora ideal para entrar na fronteira.
    O passador era um emigrante Português, radicado em Lyon á muitos anos, que era propriétario de alguns táxis na cidade, natural de Fiães-Feira, portanto quase um vizinho nosso. As condições eram 125 francos Suiços a cada um, e a entrega do passaporte, que nos seria devolvido já dentro da Suiça.
    Aceitamos as condições e seguimos viagem, o colega de meu irmão não tinha dinheito suficiente, tendo eu lhe emprestado algum para seguir viagem. Eram vários táxis do mesmo passador, no que nos levou ia eu ao lado do motorista, mais o meu irmão João, o seu amigo Júlio (baguiço) e outro jovem de Vale - Feira, que já conhecia minimamente a Suiça, pois tinha trabalhado o ano de 1981 em Genebra ao negro. A viagem fez-se em silêncio quase absoluto, com uma mistura de cansaço e medo, as comunicações via rádio eram frequentes e em francês, as paregens em sitíos ermos também, o que me causava uma apreensão enorme. Á medida que íamos avançando, ao fundo já se começava avistar uma grande urbe que era Genebra e arredores. O eldorado ali tão perto! mas a questão era saber o que se iria passar a seguir, a incerteza, entraremos, e depois o alojamento, ao menos até ver algum trabalho.

    (Continua...)

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  • Capitulo VIII
  • segunda-feira, fevereiro 20, 2006

    Os maluquinhos do custume...


    Naval-Sp. Braga, 19/02/2006, os críticos que estão sempre prontos a desembainhar as espadas quando o assunto são as claques raramente páram para pensar durante alguns minutos nos problemas que afectam o futebol português. No Estádio José Bento Pessoa, a assistir ao encontro entre a Naval e o Sp. Braga, estiverem presentes 572 pessoas. Exacto. Não há engano. Ao frio e à chuva, as 4 claques representadas seriam mais de metade do público total. Algum elogio pelo facto de terem desafiado os elementos, dando um mínimo de moldura e animação um recinto desportivo que ficou com um aspecto desolador pelo facto dos interesses televisivos terem motivo a aleração do horário para a noite? Nada disso. Se calhar, refastelados no sofá, ainda se riem dos "maluquinhos do costume". Afinal, quem é que gosta, e defende, o futebol português?

    Ainda a Assembleia dos B.V.F. - As fotos da discórdia

    A proposta apresentada pelo vice-presidente do conselho fiscal, Manuel Rui Pinho, à direcção e aprovada por esta, propõe que as fotos, uniformes no tamanho e na forma, dos ex-comandantes sejam afixadas na secretaria do comando, enquanto as dos ex-presidentes de direcção e dos órgãos sociais vão para a sala de reuniões.

    Dignificar o salão nobre
    A proposta ratificava ainda a permanência no salão nobre das fotos de Arlindo Leite da Silva, Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos, Maria de Lourdes Silva e Augusto Pais, enquanto as dos ex-comandantes e do ex-presidente da direcção, Manuel Machado, fossem retiradas daquele local. Finalmente, a proposta aponta para que, no futuro, a colocação de fotos no salão nobre seja fundamentada pela direcção e sujeita a ratificação da assembleia geral.
    Esta proposta mereceu bastante discussão, o que levou o presidente da mesa, após a votação da proposta, já no final dos trabalhos, aprovada por 30 votos a favor, cinco contra e três abstenções, a pedir que o resultado "não constitua motivo de crispação".
    O autor da proposta, Manuel Rui Pinho, explicou que, até aqui, naquela sala, "estava tudo misturado, desde fotos de comandantes, presidentes de direcção e beneméritos que contribuíram para o crescimento desta casa. O salão nobre merece ser dignificado, não pode ser abandalhado", justificou.

    Proposta não respeita decisões
    O primeiro a comentar a proposta foi exactamente o ex-presidente Manuel Machado, um dos visados pelo novo reajustamento. Para este associado, para além de nobre, aquele espaço é "de reconhecimento e mérito". Apresentando-se, não como um rival do presidente da direcção, mas como um associado atento e interessado, Manuel Machado deixou claro que tinha "a consciência tranquila, porque, nos Bombeiros de Mogadouro e nos de Fajões, servi com todo o meu empenho, nunca pensando em distinções".
    No entanto, para Manuel Machado a proposta "falta ao respeito a decisões de direcções anteriores, um acto inédito nesta casa", acrescentando que "é capaz de abrir um precedente grave para o futuro". Por isso, o orador garantiu que não apoiaria a proposta, "que pode fazer perigar a estabilidade futura".
    As últimas palavras do autor da proposta, nomeadamente a palavra abandalhar, mereceram um protesto de Carlota Machado, que fez notar que "tão nobre é aquele que dá dinheiro, porque a vida lhe sorriu, como aqueles dão parte da sua vida ao serviço de uma associação2.

    "Não encontro justificação"
    Ainda contra a proposta, Orlando Pina afirmou que não via razão para a retirada das fotos e esclareceu que a colocação da foto do ex-presidente Manuel Machado está prevista nos estatutos. Este membro da direcção anterior foi mais longe e contestou a retirada de dois carros desactivados, um do posto de combustíveis e outro do jardim, "que identificavam a Associação. "Não encontro justificação, mas há um mal-estar entre estes elementos e as direcções dos dois mandatos anteriores", salientou Orlando Pina, para quem ?com esta proposta não se está a prestar um bom serviço à Associação".
    O orador foi mais longe e acrescentou que "em três anos pusemos cá quatro carros novos e deixamos uma disponibilidade financeira de largos milhares de euros", sugerindo aos proponentes que "façam uma análise bem ponderada da situação".
    Alcides Queirós acusou a actual direcção de estar "a tentar apagar o percurso digno de uma direcção que trabalhou muito, a começar pelo telhado, passou pelo ferro de engomar, máquina de lavar e acabou no poço". De acordo com o membro da direcção anterior, "não é preciso estar muito tempo, é preciso trabalhar com dedicação e isenção", acrescentando que em 31 de Dezembro de 2004 "esta direcção tinha 80.400,00 euros e quatro carros novos. Fomos incansáveis, pelo que apagar o passado é a palavra mais correcta". Fazendo o elogio do seu presidente Manuel Machado, Alcides Queirós referiu que "foi rigorosíssimo, aprendi muito com ele". Antes de sair, Alcides Queirós apresentou uma contraproposta, que acabaria por sair derrotada por força da votação da da direcção, defendendo a recolocação no salão nobre das fotos retiradas

    Empolar a situação
    A favor da proposta, Fernando Pais considerou que estava-se a "empolar uma situação que não tem razão de ser, porque a proposta não põe em causa o mérito de Manuel Machado, não faz o julgamento da direcção anterior, nem apaga a memória. O objectivo é só reorganizar e estabelecer um critério definido para que as fotos estejam no lugar devido".
    O orador reconheceu o mérito de Manuel Machado e fez notar que a proposta, aprovada pelo presidente da direcção e pelo comando, diz que "a sua foto não deve ser colocada no salão nobre mas no da direcção. O salão nobre é para reconhecer pessoas beneméritas ou que manifestaram denodo ao serviço da Associação, não é para criar clivagens".
    No mesmo sentido opinou o autor da proposta. "Não é para apagar a memória e desvirtuar o trabalho de quem quer que seja. A partir de agora o mérito será reconhecido pelos associados em assembleia geral". Quanto à retirada dos carros, Manuel Rui Pinho justificou-a com o facto do jardim estar a ser regado três vezes ao dia, prejudicando a viatura. "Brevemente haverá um espaço próprio onde aqueles carros terão direito à dignidade que merecem, porque fazem parte da nossa história", acrescentou.
    O ex-presidente voltou à tribuna para defender que "todos os quadros que estão no salão nobre têm legitimidade para tal. Com esta proposta, está-se a atribuir eficácia retroactiva às decisões tomadas anteriormente". Carlota Machado sugeriu que, então, aquele espaço passe a denominar-se salão nobre e de mérito.


    Ligações e créditos:
  • Correio de Azeméis
  • 24ª jornada - G.D.Fajões 2 - 2 Alba


    O Grupo desportivo de Fajões recebeu ontem no campo das Cruzes o Alba, e conseguiu um empate a duas bolas. Numa tarde de Inverno e com muito pouco publico a assistir, coisa já normal nos jogos em casa, o G.D.Fajões tudo fez, mais uma vez, para arrecadar os três pontos, mas a sorte não o acompanhou. Para juntar à "festa" as vitórias dos adversários que estão acima do Fajões na luta pela manutenção, não ajudaram em nada, tornando uma cada vez mais difícil permanência.

    NOTÍCIAS CURTAS... do país


    1 - FÁTIMA: sucursal do Vaticano?

    A Conferência Episcopal Portuguesa, a porta-voz das directivas que Vêm de Roma, a mesma que ainda recentemente passou a proibir qualquer tipo de música dentro das igrejas, vai alterar o estatuto do Santuário de Fátima, a partir do próximo mês de Abril. Trata-se de uma imposição vinda directamente do Vaticano, cuja justificação apresentada é procurar "uma maior vigilância teológica", ou seja, passará a ficar interdito à visita de muçulmanos, hindus e pessoas de outros credos. O argumento utilizado soa no mínimo a ridículo, ao lembrarmo-nos da actividade do Papa João Paulo II a viajar pelo mundo para contactar outros povos e outras religiões. Com esse Papa, já se realizou no Santuário uma conferência ecuménica com representantes de outras religiões.O último orçamento do Santuário dado a conhecer, foi em 2004, ano que gerou 19 milhões de Euros de lucros. Agora passará a ser gerido por um Conselho de Administração, composto por 4 bispos portugueses, designados pelo Papa e eventualmente, um representante directo da Santa Sé.

    2 - GRIPE DAS AVES

    Estamos em meados de Fevereiro, o Inverno vai tendendo a terminar e iniciou-se o novo fluxo migratório de aves, no retorno aos seus locais de origem. São já sete os países da Europa onde foi confirmada a presença do vírus H5N1. A França é aquele que até ao momento nos fica mais próximo. Penso que esta será a primeira vez que uma coisa que está a acontecer na Europa, demorará menos de 20 anos a chegar a Portugal.

    3 - COCAÍNA: a maior captura

    Apesar de em 2005, a polícia portuguesa ter batido um recorde de apreensão de droga, ficando no segundo lugar no conjunto dos países europeus, durante o corrente ano já apreendeu 13 toneladas de cocaína, ou seja, cerca de 80% da capturada no ano passado.

    A maior apreensão de sempre, oito toneladas de cocaína pura foi feita já este mês, no Algarve.

    4 - IMIGRAÇÃO.

    - A Direcção Regional de Saúde de Vila Real, abriu concurso para o preenchimento de 10 vagas de médicos. Concorreram apenas cinco?todos espanhóis.

    - A Presidente da Câmara de Vila de Rei (centro geodésico nacional), está a realizar uma "campanha de charme" no Brasil no sentido de atrair população a quem são assegurados empregos e apoio habitacional. Segundo explicações da própria, é a forma de combater a desertificação e o envelhecimento.

    - Vem aí uma nova vaga de portugueses com a nova Lei da Nacionalidade.

    Passa a ser considerado cidadão nacional, quem nasça em Portugal, filho de pais, em que pelo menos um deles resida no país há mais de 5 anos.

    A terceira geração pode requerer nacionalidade portuguesa.

    E outros ...

    5 - CONTAS DO ESTADO

    As contas do Estado relativas a 2005 ainda não se encontram fechadas em virtude de alguns Municípios ainda não terem apresentado as suas. Recorde-se que o ano passado foi ano de eleições, logo estar-se à espera de surpresas desagradáveis por parte das autarquias.

    Como forma de pressão, o Governo não transferiu o duodécimo de Janeiro para as que se encontram em falta.

    O Presidente da Câmara de Ourique já fez saber que iria entregar as chaves da Câmara ao Governador Civil de Beja e comunicou a existência de um dívida astronómica para o tipo de concelho em questão.

    por: Manuel Rui Pinho

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo VIII - Autor: Albino Pinho

    Capitulo VIII

    Próxima paragem central de camionagem de St. Jean de Luz, a poucos km da fronteira, local de paragem obrigatório, para controle de bilhetes, e de onde partem todos os autocarros de emigrantes Lusos para a Europa. Quando entrei diria que estava numa qualquer taberna da minha terra, devido ao falatório tipo feira, tudo era Português, desde cartazes turisticos, comida, empregados etc, segue-se Bordeaux. Depois deste susto aproveito para passar pelas brasas, e nem sequer pensar no que nos espera. Meu irmão, e o seu amigo, sentados no banco ao lado não param de fazer projectos. Finalmente chegamos a Bordeaux, há dois ou trés que saem na estação de camionagem da cidade. O autocarro segue direcção Périgueux, coração da França. Depois Brive la Gaillard, aqui mais uma paragem, e mais uma história, fazia bastante frio, um frio a cheirar a neve, abrigamo-nos timidamente dentro de um restaurante ao meio da manhã. Reparei que havia bastante pão fresco á venda na vitrina do balcão, dirigi-me á rapariga, que estava do outro lado do balcão, e depois de dizer bonjour pedi um pão no meu Francês timido e acanhado, ela não entendeu, tentei modificar a prenuncia, também fez que não entendeu, um colega de viagem que estava mais atrás, e que já arranhava mais o francês chegou-se ao pé de mim e traduziu o meu pedido á vendedora no seu francês, aí ela sorriu maliciosamnete e já entendeu, por fim era também Portuguesa, e fez que nem em Português entendia a palavra pão. Mais uma etapa, cidade de Tulle, a estrada é sinuosa e serpenteia um rio durante largos kilometros, as subidas e descidas sucedem-se com curvas apertadas, a velocidade é baixa, finalmente chegamos a Clermont Ferrand, já a tarde ia alta e o coração apertado, o cansaço e a insegurançaa aumentavam, e as duvidas também. De seguida St. Etiénne, onde desceu mais alguns passageiros, passamos junto ao estádio de futebol onde a famosa equipa da cidade nos anos 70 ficou famosa com o Platini. A música do autocarro é uma musica repetitiva e melancolica, lembro-me que uma era um fado cuja letra dizia, mais ou mneos isto... que se o emigrante não tiver sorte que regresse que Portugal o recebe de braços abertos. Outra era a Nana Mouskouri, cantando o Nabucco de Verdi.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo VII



  • domingo, fevereiro 19, 2006

    O último filme - Autor: Albino Pinho

    Foi com grande emoção que ao folhear o CA deparei, no espaço da necrologia, do passamento do Sr. Júlio Gomes da Rocha.
    Quem foi o ti Júlio, como vulgarmente lhe chamávamos? Foi um amante da sua terra. Foi um homem que marcou várias gerações, entre as quais a minha através dos filmes que projectava no extinto cine S. Martinho em Fajões.
    Segundo testemunhos da época, começou a projectar filmes no início dos anos 50, de início com um sócio, por debaixo da antiga escola do Cruzeiro, em piso de terra batida. Passado pouco tempo com a inauguração da sede da Banda Musical de S. Martinho de Fajões, a 07 de Setembro de 1952, fez um contrato de arrendamento para exploração do salão de festas da dita sede, que com uns pequenos trabalhos de adaptação ficou na época funcional para as ditas sessões da sétima arte. Essa exploração prolongou-se até bem perto dos anos 80, altura que as salas de cinema entraram em declínio e levou ao fecho da maioria.
    Serralheiro mecânico de profissão durante décadas no explendor ainda da Oliva, em S. João da Madeira, era um apaixonado pelo cinema, um verdadeiro cinéfilo. Como nem só os bens materiais é que contam, o Ti Júlio trouxe a Fajões e freguesias vizinhas um pouco de cultura, numa altura em que a vida era bem diferente, os meios de diversão quase inexistentes.
    Lembro-me pefeitamente quando, com um irmão mais velho, fui a primeira vez assistir a uma sessão de cinema, no longínquo ano de 1960. Como nunca tinha visto televisão até então, pois na altura em Fajões devia haver uma ou duas, depois de entrar na sala com os meus 6 anitos, mal a luz se apagou e as primeiras imagens se projectaram no ecrã, eu desatei a gritar na sala, o que obrigou o Ti Julio a vir com a sua lanterna ver o que se passava. Ninguém me conseguiu convencer, perdi os 5 tostões do bilhete de entrada, pois fui direitinho para casa, com o susto de ver aquelas personagens gigantes cavalgarem em direcção ao local onde me encontrava sentado, com um tamanho e alarido que me puseram em estado de choque. Belas recordações, do Ti Aníbal, o homem da bilheteira, com o falecido Cardoso a porteiro. Já a década de 60 estava quase a acabar e a entrada custava 25 tostões. Não era muito ! Só que, para nós, era demasiado. Quantas vezes negociámos o preço, com o Ti Júlio, com aquele sorriso rasgado, a dizer: "Pronto, entras no primeiro intervalo pelos 10 tostões". Depois de já instalados havia sempre um amigo ao lado que nos contava a parte do filme que tínhamos falhado. Havia mesmo aquelas sessões, em que estávamos com as finanças completamente a seco e, ao intervalo, aproveitávamos a confusão na reentrada dos espectadores que tinham ido ao café S. Martinho para entrarmos de "enxurrada", ou debaixo de uma sobretudo, ou gabardine de algum adulto conhecido. Lembro-me de uma vez entrar debaixo do avental da tia Lúcia. Quando isso acontecia, íamos por norma sentar na primeira fila em frente ao ecrã.
    Quantas vezes, quando os filmes eram de melhor qualidade e a procura era superior aos lugares disponiveis na sala (umas duas centenas, creio) o Ti Júlio, mais os seus adjuntos iam pedir ao Amadeu, do café S. Martinho, algumas cadeiras suplementares para colocar no corredor da sala. Isto acontecia mais pelas festas de fim de ano e Páscoa, quando os filmes normalemnte eram sobre temas bíblicos.
    As condições da sala eram quase inexistentes, bancos compridos de madeira, as filas de trás eram mais caras e normalmente ocupadas por alguns casais de namorados que aproveitavam o facto de toda a gente estar a olhar para a frente, e a seguir cegamente o enredo da película para algumas liberdades que na altura, feitas à luz do dia eram consideradas ousadas... Quase tudo era permitido, mesmo fumar. Quantas vezes o saudoso ti Júlio, e mais tarde o seu filho António, tinham de vir com a lanterna detectar o prevaricador barulhento e tentar metê-lo na ordem, que muitas vezes passava pela expulsão pura e simplesda sala.
    Como a licença de exploração era a de ambulante, só podia exibir filmes do outono aos fins da primavera.
    No período que não havia cinema, havia um vazio enorme em nós. Ansiávamos ver os primeiros cartazes a anunciar a primeira sessão de cinema, nas bombas do Angenor, na feira dos 18, ou no café S. Martinho, para começarmos a dar a nossa opinião e crítica que, em princiípio, era feita conforme as fotos dos cartazes, fossem ou não de pancadaria. Durante esse período de defeso muitas vezes íamos em grupos a pé a S. João da Madeira ao cine Avenida (Chico) já há muito demolido, a quem, posteriormente, o Ti Júlio comprou algum equipamento, cadeiras, e máquina de projectar.
    Os nossos filmes favoritos eram todos aqueles que metessem arraiais de pancadaria, westerns, se possível com muitos índios, filmes do Zorro, de romanos, do Bucha e Estica do Charlin Chaplin etc etc.
    Foi o Ti Júlio também em tempos bem tristes que com a sua aparelhagem sonora animava as festas e alguns bailaricos sobretudo da minha terra.
    Foi o Ti Júlio que num tempo de "escuridão" trazia um pouco da cultura cinematografica a todos nós, não só através dos filmes, mas dos comentários que eram exibidos antes destes, que nos permitiam ver outros mundos. Tudo tem o seu tempo. Tudo é efémero, mesmo a própria vida. Tudo se vai. mesmo hoje num mundo de maior conforto. Restam-nos sempre as recordações da infância, em tempos dificeis.
    Um grande obrigado ao Ti Júlio por ter preenchido a minha (e de muitos) infância e adolescência com aqueles filmes cheios de sonhos e fantasias, no fundo, muito inocentes, pois a censura na época não brincava em serviço. Quantas vezes não tentávamos imitar os heróis de alguns filmes! Quantas vezes não sonhávamos ser como eles! Por tudo isso, e mais uma vez, obrigado amigo, e até sempre!

    sábado, fevereiro 18, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo VII - Autor: Albino Pinho

    Capitulo VII

    Já comidos tinha-mos de esperar para abrirem a porta do autocarro para sairmos do relento da noite, a alternativa era ir para dentro do café restaurante até os motoristas abrirem as portas. Lembro-me de ter pago um café, com uma nota de 50 pesetas, e notar que o empregado tudo fazer para retardar me dar o troco, esperando que eu desistisse com receio de perder o autocarro, pelos vistos era uma táctica frequente na zona, tive de me enervar e falar mais alto para reaver o meu dinheiro. Seguiu-se Valladolid, Burgos, com a sua majestosa catedral que vimos bem de perto, terra de Cid o Campeador. Entramos no país Basco, Vitória, S. Sebastian ou (Danostia em basco)
    O sono e cansaço começavam a invadir-me, mas o medo da fronteira de Handaye que se aproximava mantinha-me bem acordado, pois havia pouco tempo que muitos Portugueses tinham sido impedidos de entrar em França, pois não conseguiram provar que eram turistas, e as autoridades francesas receavam que ficassem em França para trabalharem ao negro.
    Finalmente cá ao cimo da auto estrada avistei pela primeira vez a famosa fronteira, a adrenalina sobe, que se irá passar? e se fico aqui agora? o autocarro pára, entram dois controladores, eu vou sentado cá atrás, perto da cozinha, os tipos com cara de poucos amigos começam a perguntar num Português arcaico um a um para onde íamos, e que vão fazer, todos respondem da mesma forma, turistas e Suiça, a mesma pergunta me foi colocada, e a resposa igual á dos meus companheiros de viagem. Só houve duas excepções de dois que levavam já o famoso pérmis A, que tanta "inveja" nos fazia.
    Os controladores, recolheram todos os passaportes, desceram do autocarro e meteram-se num escritório da fronteira durante uma boa hora. O silêncio dentro do autocarro era sepulcral, alguns tentavam adivinhar o que iria suceder. Finalmente entram os controladores com os passaportes, entregam os passaportes a todos , menos a 4 que tiveram de saír do autocarro e ficar apeados aí altas horas da manhâ. Que lhes irá acontecer aqueles 4 jovens cheios de sonhos, pensei eu? que crime cometeram assim tão grave para não poderem seguir viagem, o de quererem uma vida melhor? Para os que ficaram dentro do autocarro foi um alívio geral, espécie de uma absolvição de um pecado que ninguém julga ter cometido.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo VI


  • sexta-feira, fevereiro 17, 2006

    G.D.F. em assembleia-geral


    Devio aos graves incidentes ocorridos na semana passada, que podem ser recordados por esta ligação , a direcção do Grupo Desportivo de Fajões decidiu convocar todos os associados para uma assembleia-geral a ter lugar no próximo domingo no final do jogo a contar para a 24ª jornada da primeira divisão distrital de Aveiro. Na assembleia-geral também irão ser abordados outros temas, como por exemplo a situação das obras do campo das cruzes.

    quinta-feira, fevereiro 16, 2006

    Golo do Fajões - Palpites para 24ª jornada


    G.D.Fajões - Alba

    Estão abertos os palpites para a 24ª jornada do passatempo Golo do Fajões. Depois da frustrante derrota frente ao terceiro classificado, Pessegueirense, por duas bolas a uma, o Fajões recebe no campo das cruzes mais uma equipa que se encontra acima na tabela. Desta vez é o Alba, que apesar de se encontrar no 11º lugar, o G.D.F. tem bastantes hipóteses de o levar de vencido.
    O jogo tem início pelas 15.00 horas.
    Bons palpites.

    Ligações e créditos:

  • Tabela classificativa do Golo do Fajões

  • Bombeiros distinguem beneméritos

    As propostas, de reconhecimento e de gratidão, foram subscritas pelo presidente da mesa da assembleia geral, Augusto Pais. A direcção, em reunião de 9 de Dezembro último, aprovou-as, por unanimidade, trazendo-as agora, para ratificação, pelos associados, manifestada por voto secreto. No caso de Joaquim Pinho, a proposta, subscrita ainda por elementos da assembleia geral, da direcção, conselho fiscal, pelo comando e alguns associados, foi votada por 56 associados, dos quais 51 a favor, dois contra, duas abstenções e um nulo; já na votação da Família Freitas, de Cesar, 55 votaram a favor e dois contra.

    Todos de acordo
    A partir de agora vão ser descerradas no salão nobre da Associação as fotos de Joaquim Pinho, Ilídio Freitas e de seus pais, Manuel Freitas e Isaltina Oliveira Júnior. De acordo ainda com a proposta, estes dois últimos foram ainda reconhecidos como sócios beneméritos da Associação.
    Diversos oradores subiram à tribuna para comentar as duas propostas. O ex-presidente da direcção, Manuel Machado, afirmou que "qualquer voluntário que sirva merece sempre o reconhecimento público, porque sai fora da sociedade para se dar a ela". O orador sublinhou que "o reconhecimento é extensivo a todos os elementos que serviram esta Associação", acrescentando que "toda a pessoa, que investe numa associação como esta, põe o seu dinheiro ao serviço público".
    Orlando Pina manifestou a sua concordância com a atribuição das distinções, tal como Jorge Paiva, Alcides Queirós e Fernando Pais, com este último a realçar que "vale a pena ser benemérito e trabalhar por uma causa social".

    Os distinguidos

    Joaquim de Almeida Pinho

    No caso de Joaquim de Almeida Pinho, a proposta justifica a distinção ao pormenor, desde a sua participação como vogal na comissão directiva, constituída a partir da então comissão instaladora da secção do corpo de Bombeiros de Oliveira de Azeméis, em 1978, passando pela fundação da Associação, em Julho de 1982, tendo feito parte da Comissão Administrativa. Desempenhou cargos directivos "com exemplar dedicação e profundo empenhamento. Foi vogal da direcção nos mandatos de 1983 a 1988, data a partir da qual assumiu a vice-presidência da direcção, funções que desempenhou durante 14 anos. Em Dezembro de 2001 e até ao final desse ano foi eleito segundo tesoureiro e em Novembro de 2004 foi leito como vogal da direcção, encontrando-se de momento, por razões de saúde, impedido do exercício do cargo.
    Pelos altos serviços prestados, Joaquim Pinho foi distinguido pela Liga dos Bombeiros Portugueses com as medalhas de serviços distintos (grau prata) e de assiduidade 10 anos (grau prata), 20 e 25 anos (grau ouro). Paralelamente, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões distinguiu-o com o título de sócio honorário (1996) e com as medalhas grau cobre de 2.ª e 1.ª classe (1996) grau prata de 2.ª classe (1996) e de 1.ª classe (1999).
    Em suma, Joaquim Almeida Pinho foi sempre "um homem simples, um grande dirigente, um trabalhador incansável, um amigo leal de todas as horas, que dedicou uma boa parte da sua vida, sacrificando os seus interesses pessoais e da vida familiar, num empenhamento total à causa que abraçou e dedicadamente serviu", refere a proposta.

    Ilídio Freitas e família
    A proposta realça "as excelsas qualidades humanas, aliadas a uma dinâmica capacidade empreendedora, sempre soube manifestar uma espacial vocação de solidariedade e humanismo, apoiando as causas sociais".
    Ao ter em consideração "os relevantes e valiosos contributos doados à Associação, merecedores de distinção e reconhecimento público, já tributados a sua esposa", aquela exprime a sua gratidão a Ilídio Freitas, através de uma homenagem póstuma, em sinal de gratidão e por forma a perpetuar a sua memória, constituindo um exemplo de benemerência e de dedicação à nobre causa".
    Paralelamente, o proponente envolveu na homenagem póstuma a Ilídio Freitas, os seus pais Isaltina de Oliveira Júnior e Manuel Correia de Freitas, porque, "movidos pelos princípios de generosidade transmitidos a seu filho, quiseram doar a esta Associação uma ambulância de emergência, tipo C, no valor de 43.543,00 euros".

    Assembleias gravadas
    A partir de agora, as assembleias serão gravadas. A proposta partiu da mesa da assembleia e foi aprovada por unanimidade. Esta determinação obrigará os oradores a deslocarem-se até à estante colocada no palco, ao lado da mesa da presidência.

    Ligações e créditos:

  • Correio de Azeméis

  • quarta-feira, fevereiro 15, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo VI - Autor: Albino Pinho

    Capitulo VI

    Chegados cedo á praça Luís Ribeiro de S. João de Madeira, e depois do controle dos bilhetes, lá entramos no autocarro da Internorte, que já vinha do norte com alguns candidatos a emigrantes. O trajecto até Vilar Formoso, ainda era pela antiga estrada, o que tornava a viagem bastante penosa e cansativa. Saidos de S. João, passamos por Oliveira de Azeméis, para entrarem mais alguns candidatos, situação que se foi repetindo nas paragens seguintes, Vale de Cambra, Vouzela, S. Pedro do Sul, chegando á central da camionagem de Viseu por volta das 13h, onde almoçamos uma feijoada, última refeição quente para o resto da viagem, pois o orçamento não permitia mais, o resto seria com sandes e bebidas, tudo já previamente preparado.
    Chegamos a Vilar Formoso já noite, 10h para percorrer 180 km, novo controle de bilhetes por um agente da empresa transportadora, e mais alguns que entram e outros que saem para outros autocarros, completando o espaço até aí vago. Finalmente entramos em terras castelhanas, á medida que o autocarro galga kilometros, sentia um aperto no peito, a dúvida aumentava, como quem se mete mar dentro sem saber o que vai encontrar á frente.
    Dentro do autocarro havia um pouco de tudo, aqueles que estavam sossegados, os fala baratos, o que já faziam projectos dos primeiros francos que ganhassem, entre eles o amigo de meu irmão João, dizia ele que antes queria uma mota, em vez do BMW. Havia um que estava sentado ao lado e ouvindo a conversa, lhe disse, ô chefe veja lá se isso vai ficar mais barato ! era um tipo de poucas falas, viajava sozinho, trabalhava no cantão de Zurich e já levava o tão ambiciado pérmis A, que lhe garantia trabalho para 9 meses. Isso em nós já causava bastante admiraçâo pelo homem.
    Paramos no centro de Salamanca, com a sua monumentalidade, Tordesilhas e a famosa estrada da morte, com os seus altos e baixos que tantas vidas tem tirado a emigrantes, paramos a seguir num local já previamentenoite determinado pelas empresas transportadoras, onde os motoristas tinham sempre direito á refeição grátis, a troco de levar os passageiros lá a comer.
    A noite estava fria, com uma ligeira brisa, cada qual com o seu farnel, procurou o melhor canto para saciar o estomago, pois os motoristas não gostavam que ninguém comesse dentro do autocarro.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo V

  • Golo do Fajões - resultados 23ª jornada

    Aqui ficam os resultados da 23ª jornada do "Golo do Fajões".

    O Grupo Desportivo de Fajões foi ao terreno do terceiro classificado, o Pessegueirense, e sofreu uma derrota por duas bolas a uma.
    Nesta jornada, apenas dois participantes acertaram no resultado final (António; Manuel Alcides).Sendo assim, o participante António passa a liderar o passatempo. A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado na derrota + 3 ponto por ter acertado no resultado final)

    Tabela classificativa:

    -
    -














    terça-feira, fevereiro 14, 2006

    OS "LUSÍADAS" ESTÃO TRADUZIDOS EM ÁRABE?

    O mesmo o falso Mouro determina
    Que o seguro Cristão lhe manda e pede;
    Que a Ilha é possuída da malina
    Gente que segue o torpe Mahamede.

    [Canto I, Estrofe 99]

    Acto de vandalismo no G.D.F.

    A carrinha que habitualmente serve de transporte para os jogadores do grupo desportivo de Fajões para nos jogos fora de casa, foi alvo de um acto de vandalismo. Tudo se passou na sexta-feira da semana passada. O autor, desconhecido até ao momento, entrou nos balneários, mas nada levou. Por sua vez, pegou na carrinha, que está habitualmente no interior do campo das Cruzes, e "espatifou-a" no muro de vedação da bancada central (fica a correcção do que tinha anteriormente, pois as informações que me chegaram foram as que a carrinha foi de embate ao muro do lado poente) provocando elevados danos.
    Não sei se este acontecimento tem alguma coisa relacionada com os recentes actos de vandalismo que o Cesarense e a Nogueirense foram alvos.

    Fica o registo de um artigo publicado no Jornal Correio de Azeméis sobre este tema, mas com informação mais completa e detalhada.

  • Artigo aqui

  • segunda-feira, fevereiro 13, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo V - Autor: Albino Pinho

    Capitulo V

    Começo os preparativos para a viagem, a primeira vez que saio do país, tirando uma fugaz excursão de autocarro a Tuy para fazer algumas compras em 1971, que por falta de autorização tive de passar a ponte sobre o Minho a pé, correndo enormes riscos , que a minha adolescência não deu para perceber na altura.
    Peço algum dinheiro, compro uma mala, por acaso branca, alguma roupa...pouca, compro francos Suiços, que faço anotar no passaporte, para facilitar a entra na Helvética, pois turista que se preze tem de levar devisas para os gastos de estadia, mais francos franceses, e pesetas para pequenos gastos de viagem.
    Vou ao governo civil a Aveiro tirar o passaporte, e ao mesmo tempo pedir uma licença militar para me ausentar do país, que me foi facultada no quartel de Aveiro.
    Compro bilhetes de ida e volta, na agência Pinho de S. João da Madeira, meu conterraneo, que ganha bem a vida sobretudo á custa da emigração, como o Nunes do Emigrante, livro de Ferreira de Castro.
    Deixo o dinheiro que posso á minha querida esposa para ir governando a casa até eu poder mandar os primeiros francos Suiços.
    Era uma quinta-feira dia 18 de fevereiro, depois de me despedir de quem mais amava, ainda dos meus colegas bombeiros de Fajões, onde era um dos bombeiros fundadores da corporação. Lanço um olhar triste sobre a minha querida terra, lá desfiz a última curva da estrada no táxi da Sra. Estrela, com os meus companheiros de viagem, o meu irmão João, mais novo e bastante ambicioso que á última da hora também decidiu emigrar comigo. Havia também o Júlio (baguiço) amigo de meu irmão e que viria mais tarde a ser cunhado, que também fez questão de dar o "salto".

    (Continua...)

    Ligações e dréditos:

  • Capitulo IV

  • domingo, fevereiro 12, 2006

    23ª jornada - Pessegueirense 2 - 1 G.D.Fajões

    Duas bolas a uma, foi o resultado do jogo que se disputou esta tarde, entre o Pessegueirense e o Grupo Desportivo de Fajões. A defrontar a equipa que ocupava o terceiro lugar da tabela, o Fajões não mostrou argumentos para sair de Pessegueiro do Vouga com os três pontos, considerando-se uma vitória inteiramente justa.
    O que se está a tornar frustrante são as sucessivas derrotas por um golo de diferença. Recorde-se que já na primeira volta, o Pessegueirense também derrotou o Fajões, mas neste caso por uma bola a zero.

    sábado, fevereiro 11, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IV - Autor: Albino Pinho

    Capitulo IV

    Portanto a nova moda é a Suiça, e começa em força no início dos anos 80, a maioria vai trabalhar para a construçâo civil, uma parte para a hotelaria, todos sazoneiros, portanto pérmis A, regressam em princípio antes do natal e regressam em março do ano seguinte, se o patrão os chamar, pois a renovação do pérmis A não é automática, o que vai dar azo a alguns abusos por parte de patrões desonestos. O grosso destes novos emigrantes na sua maioria não tem qualificaçâo profissional, os poucos que a tem vão para as empresas e começam com o pérmis anual B, o que lhe permite ter já o agrupamento familiar, sendo que a esposa só poderá a começar a trabalhar legalmente um ano depois de ter o pérmis B.
    Com esta nova porta que se abre á emigração Portuguesa, e mais uma vez pelas histórias de encantar que os novos emigrantes contam quando chegam, e com a facilidade com que compram o seu BMW em tão pouco tempo, salta-me de novo a ideia de também ir tentar a minha sorte, ganhar para fazer uma casa, ou acabar a que não consegui acabar, para finalmente ter a minha liberdade, e quem sabe se as coisas correrem bem até comprar um viatura mais tarde, e se não fôr pedir demais, depois de realizar estes sonhos, fazer o meu pé de meia e regressar. Acho que é, e foi, no fundo este o sonho do emigrante Português durante os séculos.
    Mas há um problema na Suiça não conheço ninguém, e na França tenho os meus irmãos, mas que nunca me arranjaram um trabalho nestes anos todos.
    Pesados os pós e os contras, decidi se estiver a espera que alguém me deem um trabalho numa bandeja de prata vou chegar a velho sem sair da Fajões. Portanto há que fazer como a maioria, ir tentar a minha sorte, e se correr mal ao menos fico a conhecer.
    Estavamos no início do ano de 1982, entretanto dois colegas de trabalho tinham tentado a sua sorte também sozinhos, alguns meses antes, e de tempos em tempos escreviam-me uma carta, especialmente o Aníbal, falando do seu trabalho, dando uma ideia positiva, mas não exagerada da situação.
    Tudo pesado decidi, vou para a Suiça, está decidido! para acautelar o meu posto de trabalho no caso da coisa correr mal, meto um pedido de licença sem vencimento por escrito á empresa argumentando que tinha de ir a França pelo período de dois meses junto da minha família, o mesmo pedido é feito aos meus camaradas do Sindicato.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:
  • Capitulo III

  • NOTÍCIAS CURTAS... do país

    1 - O negócio do ano: PT
    O empresário Belmiro de Azevedo apresentou uma proposta de aquisição em Bolsa (OPA) da maioria do capital social da Portugal Telecom. O empresário já afirmou que apenas estará interessado, desde que assegure a aquisição mínima de 50,01%.
    Até ao final da semana já duas entidades mostraram interesse em apresentar outras contra-propostas, assim como outro empresário conhecido.
    Dada a dimensão da empresa e a sua importância estratégica, a concretizar-se, será sem dúvida o negócio do ano de 2006.

    (Em breve, voltaremos a este assunto com um artigo de opinião)

    2 - DROGA: recorde de apreensões
    Em Portugal, no ano de 2005, foi estabelecido um novo recorde de apreensão de droga. Ficamos no segundo lugar no conjunto dos países europeus, o que vem reforçar a ideia de que o nosso país é uma das mais importantes "portas" de entrada de droga na Europa. Durante o ano passado, foram apreendidas 18 toneladas de cocaína e 28,2 de haxixe.

    3 - VALOR DAS REFORMAS: Estudo da AXA
    A Companhia de Seguros AXA publicou os resultados de um estudo que fez ao valor das reformas dos portugueses. O valor médio das reformas é de 590 euros, quando as despesas fixas (estamos a falar sempre em termos médios) são de 576 euros, logo os reformados só ficam com 14 euros por mês. Apesar disso, este cenário é melhor do que em países como a Bélgica, Japão e França, onde as despesas fixas ultrapassam o valor das reformas. Isto consegue-se compreender se pensarmos que nesses países, as pessoas ao longo da sua vida activa colocaram poupanças de lado ou constituíram planos de poupança para a reforma.
    Outra conclusão foi a de que os portugueses são os que menos poupam durante a sua vida activa.

    5 - AGRICULTURA: subsídios

    A Comissão Europeia afirmou recentemente que cerca de 70% das ajudas directas que Portugal recebe no âmbito da Política Agrícola Comum europeia (PAC) são canalizados para apenas 7% do total de 230 mil agricultores.

    (Só me apetece fazer um comentário: 230 mil agricultores? Onde? Só se for registados para receber subsídios. Acabem com os subsídios e com a pouca vergonha!)

    6 - IMPOSTOS: vem aí a revolução
    As relações entre o Estado e os contribuintes vão passar por um conjunto de alterações tão significativas, que já é apelidada por muitos como a "revolução fiscal". Algo surpreendente é a posição da Associação Nacional dos Contribuintes (ANC), que aplaude o conjunto de alterações anunciadas. A saber:

    - E-mail fiscal

    Cada contribuinte irá ter uma caixa de correio electrónico certificada que garanta a recepção das notificações das Finanças. Quem não tenha Internet poderá consultar as mensagens em qualquer das estações dos CTT.

    - Declarações preenchidas

    A declaração do IRS será preenchida pelo fisco, com bases nos dados fornecidos pelas entidades patronais.

    - Alertas em tempo real

    Aqueles que entregarem as suas declarações electronicamente, vão receber avisos, em tempo real, por parte da Administração Fiscal, caso se tenham "esquecido" de declarar algum dos seus rendimentos.

    - Balcões únicos

    Será tipo uma Loja do Cidadão, exclusivamente dedicada ao pagamento de impostos.

    - Penhoras automáticas

    De salários, bens, contas bancárias e créditos, como forma de cobrar montantes em dívida por execuções fiscais.

    - Investigação policial

    Colaboração mais estreita entre a Polícia Judiciária e as Finanças, em que aquela passa a ter acesso, em tempo real, às bases de dados da segunda.

    - Cruzamento de dados

    De forma continuada, entre a Segurança Social e as Finanças.

    - Rendimentos presumidos

    O IRS dos empresários em nome individual passa a ser calculado com base na presunção de rendimentos, levando em conta os indicadores médios de cada sector, à semelhança do que já acontece noutros países.

    7 - EUROMILHÕES: mais um prémio para Portugal
    Na semana passada, o maior prémio de sempre deste sorteio foi repartido entre dois franceses e um português de Oeiras, que até este momento se preocupa em manter o anonimato.
    Para retirarmos algumas conclusões importantes, aqui ficam alguns números:

    1 - Os portugueses são os maiores apostadores, entre os nove países que entram no jogo. O segundo lugar pertence ao Luxemburgo (convém não esquecer que neste país, um terço da população é de origem portuguesa).

    2 - As vendas do Euro milhões em Portugal representam 27% do total dos países participantes.

    3 - Em 2005, em cada semana, foram gastos em média 17 milhões de euros.

    4 - A semana passada foram batidos dois recordes, o maior prémio (183 milhões de euros) e o maior montante apostado pelos portugueses (47 milhões de euros).

    Por: Manuel Rui Pinho

    sexta-feira, fevereiro 10, 2006

    IND em reflexão e solidariedade

    Ao falar aos presentes, o Dr. Luís Filipe Oliveira considerou que a IND "é um movimento cívico que congrega todas as forças de boa vontade e de intenção recta na mobilização da freguesia de Fajões, pela união de todos os cidadãos na luta comum de valorização e engrandecimento da nossa vila".

    Progresso e bem-estar
    O autarca reconheceu que "na onda de solidariedade e de cidadania", os habitantes de Fajões têm dado ao concelho "uma lição de bairrismo e de cooperação com a autarquia, participando nas obras levadas a efeito pela Junta de Freguesia". Por isso expressou a gratidão e aplauso "a esses trabalhadores voluntários e generosos que estiveram sempre connosco na abertura de estradas e outros melhoramentos".
    Para além do progresso material, Luís Filipe Oliveira ressalvou "o especial cuidado dado à educação e ao desenvolvimento cultural, sem o qual não há verdadeiro e completo progresso e bem-estar". Entre as obras levadas a cabo pela Junta de Freguesia saída da IND, a requalificação e urbanização do jardim público do Cruzeiro, a construção do auditório ao ar livre no complexo cívico e a requalificação de todo o espaço envolvente, a ampliação, empedramento e arborização do arraial de S. Marcos, em colaboração com a Comissão de Melhoramentos, criação dum espaço autónomo e digno para os Correios, ampliação e requalificação do salão nobre da autarquia, que passou a designar-se Artur José de Pinho, embelezamento e pavimentação do espaço junto à igreja paroquial".

    "Um mandato de ouro"
    Face às obras realizadas e à sua qualidade, o presidente da Junta acrescentou que "muitos consideraram o mandato desta Junta de ouro". Àquelas obras, o autarca acrescentou ainda a criação do site de Fajões, do espaço Internet, a geminação com a cidade francesa de Lucé, a promoção de um curso de iniciação às técnicas de informática, frequentado por mais de três dezenas de pessoas de todas as idades e com excelente aproveitamento, anunciando para breve o arranque de um novo".
    Contudo, o presidente da Junta reafirmou a vontade de servir a freguesia, pois "muito mais queremos fazer por este maravilhoso povo de Fajões, que merece ainda muito mais". Luís Filipe Oliveira, num apelo à Câmara, afirmou que a Junta precisa que "o corte de 42% nos duodécimos, que aquela fez a todas as juntas do concelho, em Fajões seja compensado com a colaboração do município, comparticipando em obras e de outras formas".
    A terminar, depois de fazer um apelo à generosidade e ao bairrismo dos fajoenses, "necessário para vencer certas dificuldades que teremos de enfrentar e como a grande força para encararmos com esperança o futuro da nossa freguesia", Luís Filipe Oliveira manifestou-se convicto de que "todos estão connosco na conquista e maior progresso e bem-estar para Fajões".

    "Vale a pena trabalhar"
    Em breves palavras, o secretário da Assembleia de Freguesia, Óscar Teixeira, realçou, face ao número de presenças no convívio, a satisfação por ver que "a Junta tem muitos amigos. Gostamos de vê-los connosco, não só a trabalhar, mas também nestes convívios".
    Por seu turno, Artur José de Pinho, benemérito das colectividades e da Junta de Fajões, agradeceu a presença de todos. "Vale a pena trabalhar pelo progresso da nossa terra", salientou, acrescentando que "temos uma equipa que trabalha e que está de braços abertos para todos. Temos de dar as mãos para o progresso da nossa terra", apelou Artur Pinho.
    Face ao rente acto eleitoral, Manuel Teixeira opinou que "foi apartado o trigo do joio, mas não como queríamos. Nem todos aderiram à nossa mensagem, mas a maioria esteve connosco e isso era o que queríamos.
    No final, os participantes no convívio da IND ? Independentes por Fajões, ao som da música, tiveram direito a dar ao pé. A noite estava fria, mas lá dentro o ambiente convidava.

    Ligações e créditos:

  • Correio de Azeméis

  • Videolog - 3 - mais um adepto do Desportivo do Cavez

    quinta-feira, fevereiro 09, 2006

    Golo do Fajões - Palpites 23ª jornada

    Pessegueirense - G.D.Fajões

    Estão abertos os palpites para a 23ª jornada do passatempo Golo do Fajões. Depois da vitória frente ao último classificado, Sanguedo, por três bolas a uma, o Fajões desloca-se ao terreno do Pessegueirense, 3º classificado da primeira divisão distrital. Não se espera um jogo fácil tendo em conta a posição das duas equipas, recorde-se que o Fajões ocupa a 17ª posição.
    O jogo tem início pelas 15.00 horas.
    Bons palpites.


    Ligações e créditos:

  • Tabela classificativa do Golo do Fajões
  • A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo III - Autor: Albino Pinho

    Capitulo III

    Como em tudo que assumo tento-o fazer o melhor possível, e como era uma zona ainda muito rural sem tradições de proletariado, passei por fases muito delicadas devido ao meu novo estatuto de dirigente sindical, chegando mesmo a ter ameaças de morte. Entretanto já era pai de duas meninas, as dificuldades económicas e de alojamento assentoavam-se. E de novo a ideia de ir tentar uma vida nova no estrangeiro, mas a França apesar das reformas do presidente Miterrand, em legalizar só os clandestinos que se encontravam já á algum tempo em territorio Gaulês, continua a ser uma miragem. Já com poucas esperanças de ir para França um dia vou com um grupo de amigos a alguns consulados ao Porto para ver quais as possibilidades de emigrar para um desses países, mas viemos decepcionados, exigem muitos papéis muita burocracia, e acabamos todos por desistir da ideia.

    Começo-me a habtiuar á ideia de ter de ganhar a minha vida na minha terra com os meus humildes meios, pois entretanto sou só eu a trazer um salário para casa, a firma onde minha esposa trabalha acaba de fechar. O sonho de ter uma moradia digna, e até um carro é uma miragem, Fora das horas de sindicalismo vou fazendo horas suplementares para um amigo para compensar a falta de salário de minha esposa, e tentar dar á minha familía o minímo de qualidade.

    Estamos nos primeiros anos da década de 80, e começa-se a falar num novo país de acolhimento de emigrantes....a Suiça!!! um país que se ouvia falar pouco, só pelas suas cartas postais com as suas montanhas cobertas de neve, as suas lindas paisagens, os seus lagos. Um pouco por tudo isto havia a ideia de uma país gelado e "inóspido" para os Portugueses mais habituados a climas mais temperados. Havia outros factores que davam uma boa imagem da Suiça em Portugal, a qualidade da sua industria de precisão, dos seus seguros, e segredo bancário, da sua famosa neutralidade, e claro do seu chocolate. Mas para nós era um país um pouco esquesito devido á sua lei de emigração, com os famosos pérmis A, B e C.. e teria sido mais por causa desta lei que os Portugueses durante bastante tempo optaram sempre mais pela França, pois aí uma vez os papéis na mão a família podia vir em segurança, o que já não acontecia na Suiça, pois a grande maioria começaria com uma permissão de trabalho A, com duração de 9 meses, só com 4 A completos (9x4) a entidade patronal podia pedir o pérmis B e aí sim podia haver reagrupamento familiar, lei em minha opinião injusta que ocasionou autênticos dramas familiares, de que também fui vítima mais tarde.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo II

  • quarta-feira, fevereiro 08, 2006

    Golo do Fajões - Resultados 22ª jornada

    Aqui ficam os resultados da 22ª jornada do "Golo do Fajões".

    O Grupo Desportivo de Fajões recebeu no seu terreno o Sanguedo, último classificado da tabela, e conseguiu uma vitória de três bolas a uma.
    Nesta jornada, apenas um dos participantes acertou no resultado final (Albino Pinho). No entanto todos os restantes participantes apostaram na vitória do Fajões. A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado na vitória + 4 ponto por ter acertado no resultado final)

    Tabela classificativa:

    -
    -













    terça-feira, fevereiro 07, 2006

    Valdir dispensado...

    Depois da derrota com o S. Roque, por duas bolas a uma, ver aqui, a direcção do grupo desportivo de Fajões viu-se obrigada a agir disciplinarmente sobre um jogador do plantel, mais propriamente Valdir, que foi dispensado da equipa do Fajões.
    As razões para a dispensa do jogador, devem-se a actos de violência entre o mesmo e um outro (Papito). Ao que se sabe, tudo começou depois de Valdir ter falhado uma grande oportunidade no início da segunda parte do jogo frente ao S.Roque, situação que caso fosse aproveitada estabeleceria o resultado em duas bolas a uma a favor do Fajões. Assim sendo, o jogador Valdir não gostou da "reprimenda" de Papito aquando da perdida e já no final do jogo entraram em confronto físico/verbal.
    A equipa parece ter dirigido bem o caso e venceu no domingo passado o Sanguedo por três bolas a uma, o que se pode ver por aqui
    .

    Ligações e créditos:

  • 21ª jornada - S. Roque 2 - 1 G.D.Fajões


  • 22ª jornada - G.D.Fajões 3 - 1 Sanguedo
  • segunda-feira, fevereiro 06, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo II - Autor: Albino Pinho

    Capitulo II


    Corria já o início da década de setenta, e como já tinha 2 irmãos e 3 irmãs em França a ideia era juntar-me a eles. Pois entretanto os famosos emigrantes Brasileiros começaram a desaparecer, e eram cada vez mais os novos emigrantes Franceses, que como os Brasileiros contavam histórias de encantar, uma mais belas que outras.No verão era vê-los como as andorinhas na primavera, invadiam festa ou romaria da aldeia e arredores com as suas viaturas de farois amarelos, obrigatório em França na época, por causa do nevoeiro.
    Tudo isto acentuava em mim a vontade cada vez mais forte de também ir tentar a minha sorte, mas os meus irmãos apesar dos meus insistentes pedidos hesitavam em me chamar, arranjando sempre uma desculpa, por vezes esfarrapada. Diziam que em França estava muito mau, que já não faziam papéis etc.
    O tempo vai deslizando, sem grandes histórias, vivemos num país triste, sem liberdade e sempre com o pesadelo da guerra colonial na cabeça, há quem não arrisque a pele para ir defender uma causa injusta e sem sentido, Pois na aldeia já 3 na flôr da idade tinham sido sepultados no cemitério local, mortos nessa maldita guerra. Cada vez mais são aqueles que fogem ao assalto para França, entregando-se a passadores sem escrúpulos, pondo a sua vida em perigo. Passar a fronteira era um acto muito arriscado para um jovem na idade militar, e caso conseguisse, como muitos conseguiram, só podiam voltar ao país depois dos 45 anosde idade.
    Mas finalmente vem a revolução dos cravos, a liberdade de expressão! toda a euforia, todas as promessas e sonhos, com o tempo se foram esfumando, e senti que afinal não houvera milagre, conquistaramos sim a liberdade de expressão, muito importante, mas continuavamos a ser os coitadinhos da Europa...a emigração iria continuar...e o nosso fado também!Entretanto caso-me, sem ter a minha situação militar definida, embora apto, a todo o serviço militar, eu e os meus contemporaneos temos de aguardar até que se defina o que fazer aos militares que vão regressar de África, pois há excesso de homens, corria o ano de 1975. Depois de 2 anos de espera e angústia o general Eanes decreta que os mancebos não minha situação passem a reserva territorial.Nova vida começa ! já sem o pesadelo do serviço militar. Nas empresas, e desde 1975, por inspiração do Gonçalvismo, os trabalhadores começam a organizarem-se, e durante um curto período as condições de vida melhoram substancialmente, o que de momento me faz esquecer a ideia de emigrar, e até comecei a construir uma modesta casa num pouco de terreno que possuía, com as minhas economias, e algum dinheiro que pedi.
    Mas foi sol de pouca dura ! a política vira á direita, e acusa a esquerda de ter gasto o que não havia, as condições dos trabalhadores começam outra vez a degradarem-se, há sobretudo uma falta enorme de habitação, e muitos jovens casais não tem recursos para pagar as altas rendas das poucas casas disponíveis, a alternativa é improvisar um canto em casa dos pais ou sogros, como foi o meu caso.Entretanto da firma onde trabalho, devido á minha participação activa nos interesses dos trabalhadores da empresa já fazia parte da Comissão de Trabalhadores, de seguida fui eleito delegado sindical, e devido ao meu bom desempenho em defesa dos meus camaradas de trabalhos fui proposto para fazer parte de uma lista que iria concorrer ás eleições do Sindicato dos Metalúrgicos de Aveiro. Ganhamos as eleições e fomos eleitos para 4 anos, tendo eu ficado responsável pela minha zona a tempo parcial, na delegação de Vale de Cambra, que eu próprio participei na abertura.

    (continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo I