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quinta-feira, fevereiro 09, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo III - Autor: Albino Pinho

Capitulo III

Como em tudo que assumo tento-o fazer o melhor possível, e como era uma zona ainda muito rural sem tradições de proletariado, passei por fases muito delicadas devido ao meu novo estatuto de dirigente sindical, chegando mesmo a ter ameaças de morte. Entretanto já era pai de duas meninas, as dificuldades económicas e de alojamento assentoavam-se. E de novo a ideia de ir tentar uma vida nova no estrangeiro, mas a França apesar das reformas do presidente Miterrand, em legalizar só os clandestinos que se encontravam já á algum tempo em territorio Gaulês, continua a ser uma miragem. Já com poucas esperanças de ir para França um dia vou com um grupo de amigos a alguns consulados ao Porto para ver quais as possibilidades de emigrar para um desses países, mas viemos decepcionados, exigem muitos papéis muita burocracia, e acabamos todos por desistir da ideia.

Começo-me a habtiuar á ideia de ter de ganhar a minha vida na minha terra com os meus humildes meios, pois entretanto sou só eu a trazer um salário para casa, a firma onde minha esposa trabalha acaba de fechar. O sonho de ter uma moradia digna, e até um carro é uma miragem, Fora das horas de sindicalismo vou fazendo horas suplementares para um amigo para compensar a falta de salário de minha esposa, e tentar dar á minha familía o minímo de qualidade.

Estamos nos primeiros anos da década de 80, e começa-se a falar num novo país de acolhimento de emigrantes....a Suiça!!! um país que se ouvia falar pouco, só pelas suas cartas postais com as suas montanhas cobertas de neve, as suas lindas paisagens, os seus lagos. Um pouco por tudo isto havia a ideia de uma país gelado e "inóspido" para os Portugueses mais habituados a climas mais temperados. Havia outros factores que davam uma boa imagem da Suiça em Portugal, a qualidade da sua industria de precisão, dos seus seguros, e segredo bancário, da sua famosa neutralidade, e claro do seu chocolate. Mas para nós era um país um pouco esquesito devido á sua lei de emigração, com os famosos pérmis A, B e C.. e teria sido mais por causa desta lei que os Portugueses durante bastante tempo optaram sempre mais pela França, pois aí uma vez os papéis na mão a família podia vir em segurança, o que já não acontecia na Suiça, pois a grande maioria começaria com uma permissão de trabalho A, com duração de 9 meses, só com 4 A completos (9x4) a entidade patronal podia pedir o pérmis B e aí sim podia haver reagrupamento familiar, lei em minha opinião injusta que ocasionou autênticos dramas familiares, de que também fui vítima mais tarde.

(Continua...)

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