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sábado, fevereiro 11, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IV - Autor: Albino Pinho

Capitulo IV

Portanto a nova moda é a Suiça, e começa em força no início dos anos 80, a maioria vai trabalhar para a construçâo civil, uma parte para a hotelaria, todos sazoneiros, portanto pérmis A, regressam em princípio antes do natal e regressam em março do ano seguinte, se o patrão os chamar, pois a renovação do pérmis A não é automática, o que vai dar azo a alguns abusos por parte de patrões desonestos. O grosso destes novos emigrantes na sua maioria não tem qualificaçâo profissional, os poucos que a tem vão para as empresas e começam com o pérmis anual B, o que lhe permite ter já o agrupamento familiar, sendo que a esposa só poderá a começar a trabalhar legalmente um ano depois de ter o pérmis B.
Com esta nova porta que se abre á emigração Portuguesa, e mais uma vez pelas histórias de encantar que os novos emigrantes contam quando chegam, e com a facilidade com que compram o seu BMW em tão pouco tempo, salta-me de novo a ideia de também ir tentar a minha sorte, ganhar para fazer uma casa, ou acabar a que não consegui acabar, para finalmente ter a minha liberdade, e quem sabe se as coisas correrem bem até comprar um viatura mais tarde, e se não fôr pedir demais, depois de realizar estes sonhos, fazer o meu pé de meia e regressar. Acho que é, e foi, no fundo este o sonho do emigrante Português durante os séculos.
Mas há um problema na Suiça não conheço ninguém, e na França tenho os meus irmãos, mas que nunca me arranjaram um trabalho nestes anos todos.
Pesados os pós e os contras, decidi se estiver a espera que alguém me deem um trabalho numa bandeja de prata vou chegar a velho sem sair da Fajões. Portanto há que fazer como a maioria, ir tentar a minha sorte, e se correr mal ao menos fico a conhecer.
Estavamos no início do ano de 1982, entretanto dois colegas de trabalho tinham tentado a sua sorte também sozinhos, alguns meses antes, e de tempos em tempos escreviam-me uma carta, especialmente o Aníbal, falando do seu trabalho, dando uma ideia positiva, mas não exagerada da situação.
Tudo pesado decidi, vou para a Suiça, está decidido! para acautelar o meu posto de trabalho no caso da coisa correr mal, meto um pedido de licença sem vencimento por escrito á empresa argumentando que tinha de ir a França pelo período de dois meses junto da minha família, o mesmo pedido é feito aos meus camaradas do Sindicato.

(Continua...)

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