Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

sábado, fevereiro 18, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo VII - Autor: Albino Pinho

Capitulo VII

Já comidos tinha-mos de esperar para abrirem a porta do autocarro para sairmos do relento da noite, a alternativa era ir para dentro do café restaurante até os motoristas abrirem as portas. Lembro-me de ter pago um café, com uma nota de 50 pesetas, e notar que o empregado tudo fazer para retardar me dar o troco, esperando que eu desistisse com receio de perder o autocarro, pelos vistos era uma táctica frequente na zona, tive de me enervar e falar mais alto para reaver o meu dinheiro. Seguiu-se Valladolid, Burgos, com a sua majestosa catedral que vimos bem de perto, terra de Cid o Campeador. Entramos no país Basco, Vitória, S. Sebastian ou (Danostia em basco)
O sono e cansaço começavam a invadir-me, mas o medo da fronteira de Handaye que se aproximava mantinha-me bem acordado, pois havia pouco tempo que muitos Portugueses tinham sido impedidos de entrar em França, pois não conseguiram provar que eram turistas, e as autoridades francesas receavam que ficassem em França para trabalharem ao negro.
Finalmente cá ao cimo da auto estrada avistei pela primeira vez a famosa fronteira, a adrenalina sobe, que se irá passar? e se fico aqui agora? o autocarro pára, entram dois controladores, eu vou sentado cá atrás, perto da cozinha, os tipos com cara de poucos amigos começam a perguntar num Português arcaico um a um para onde íamos, e que vão fazer, todos respondem da mesma forma, turistas e Suiça, a mesma pergunta me foi colocada, e a resposa igual á dos meus companheiros de viagem. Só houve duas excepções de dois que levavam já o famoso pérmis A, que tanta "inveja" nos fazia.
Os controladores, recolheram todos os passaportes, desceram do autocarro e meteram-se num escritório da fronteira durante uma boa hora. O silêncio dentro do autocarro era sepulcral, alguns tentavam adivinhar o que iria suceder. Finalmente entram os controladores com os passaportes, entregam os passaportes a todos , menos a 4 que tiveram de saír do autocarro e ficar apeados aí altas horas da manhâ. Que lhes irá acontecer aqueles 4 jovens cheios de sonhos, pensei eu? que crime cometeram assim tão grave para não poderem seguir viagem, o de quererem uma vida melhor? Para os que ficaram dentro do autocarro foi um alívio geral, espécie de uma absolvição de um pecado que ninguém julga ter cometido.

(Continua...)

Ligações e créditos:

  • Capitulo VI


  • 0 Comentários:

    Enviar um comentário

    Links to this post:

    Criar uma hiperligação

    << Home