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segunda-feira, fevereiro 20, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo VIII - Autor: Albino Pinho

Capitulo VIII

Próxima paragem central de camionagem de St. Jean de Luz, a poucos km da fronteira, local de paragem obrigatório, para controle de bilhetes, e de onde partem todos os autocarros de emigrantes Lusos para a Europa. Quando entrei diria que estava numa qualquer taberna da minha terra, devido ao falatório tipo feira, tudo era Português, desde cartazes turisticos, comida, empregados etc, segue-se Bordeaux. Depois deste susto aproveito para passar pelas brasas, e nem sequer pensar no que nos espera. Meu irmão, e o seu amigo, sentados no banco ao lado não param de fazer projectos. Finalmente chegamos a Bordeaux, há dois ou trés que saem na estação de camionagem da cidade. O autocarro segue direcção Périgueux, coração da França. Depois Brive la Gaillard, aqui mais uma paragem, e mais uma história, fazia bastante frio, um frio a cheirar a neve, abrigamo-nos timidamente dentro de um restaurante ao meio da manhã. Reparei que havia bastante pão fresco á venda na vitrina do balcão, dirigi-me á rapariga, que estava do outro lado do balcão, e depois de dizer bonjour pedi um pão no meu Francês timido e acanhado, ela não entendeu, tentei modificar a prenuncia, também fez que não entendeu, um colega de viagem que estava mais atrás, e que já arranhava mais o francês chegou-se ao pé de mim e traduziu o meu pedido á vendedora no seu francês, aí ela sorriu maliciosamnete e já entendeu, por fim era também Portuguesa, e fez que nem em Português entendia a palavra pão. Mais uma etapa, cidade de Tulle, a estrada é sinuosa e serpenteia um rio durante largos kilometros, as subidas e descidas sucedem-se com curvas apertadas, a velocidade é baixa, finalmente chegamos a Clermont Ferrand, já a tarde ia alta e o coração apertado, o cansaço e a insegurançaa aumentavam, e as duvidas também. De seguida St. Etiénne, onde desceu mais alguns passageiros, passamos junto ao estádio de futebol onde a famosa equipa da cidade nos anos 70 ficou famosa com o Platini. A música do autocarro é uma musica repetitiva e melancolica, lembro-me que uma era um fado cuja letra dizia, mais ou mneos isto... que se o emigrante não tiver sorte que regresse que Portugal o recebe de braços abertos. Outra era a Nana Mouskouri, cantando o Nabucco de Verdi.

(Continua...)

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