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quarta-feira, fevereiro 22, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IX - Autor: Albino Pinho

Capitulo IX

Lyon aproxima-se, e o crepusculo também avista-se já a silhueta da grande metropole, com o Ródano a dividi-la, cidade bem arquitectada e limpa. Chegados a central de camionagem (gare routiére) há que tirar tudo pois uma nova etapa vai começar, noutro autocarro de uma empresa francesa, a última etapa Lyon-Genebra 170 km.
Os pasageiros dos vários autocarros são ás centenas acotovelam-se, a língua maioritária é o Português, uma feira autêntica, daqui partem para vários pontos da região, muitos vão tentar a sorte na Suiça. Só que há vozes que dizem que entrar em Genebra sem papéis de trabalho corresponde a serem repatriados, pois dizem que é o que tem acontecido últimamente á maioria. A solução é pagar a passadores e entrar clandestinamente durante a madrugada.
A noite já ia alta, tinhamos de tomar uma decisão, ou entrar no autocarro e seguir viagem até ao terminus, ou seja, até á gare routiére de Genebra, fim da viagem do bilhete, sujeitando-se a nem sequer entrar na Suiça, ou entregar-mos a nossa sorte aos passadores, com as consequencias e incertezas que isso acarreta, para já não falar no preço.
A decisão foi tomada, vamos com os passadores, O autocarro partiu direcção Genebra quase vazio, nós esperamos até á uma 1h da manhã, pois segundo o passador seria a hora ideal para entrar na fronteira.
O passador era um emigrante Português, radicado em Lyon á muitos anos, que era propriétario de alguns táxis na cidade, natural de Fiães-Feira, portanto quase um vizinho nosso. As condições eram 125 francos Suiços a cada um, e a entrega do passaporte, que nos seria devolvido já dentro da Suiça.
Aceitamos as condições e seguimos viagem, o colega de meu irmão não tinha dinheito suficiente, tendo eu lhe emprestado algum para seguir viagem. Eram vários táxis do mesmo passador, no que nos levou ia eu ao lado do motorista, mais o meu irmão João, o seu amigo Júlio (baguiço) e outro jovem de Vale - Feira, que já conhecia minimamente a Suiça, pois tinha trabalhado o ano de 1981 em Genebra ao negro. A viagem fez-se em silêncio quase absoluto, com uma mistura de cansaço e medo, as comunicações via rádio eram frequentes e em francês, as paregens em sitíos ermos também, o que me causava uma apreensão enorme. Á medida que íamos avançando, ao fundo já se começava avistar uma grande urbe que era Genebra e arredores. O eldorado ali tão perto! mas a questão era saber o que se iria passar a seguir, a incerteza, entraremos, e depois o alojamento, ao menos até ver algum trabalho.

(Continua...)

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