Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

sábado, fevereiro 25, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo X - Autor: Albino Pinho

Capitulo X

Entretanto mais uma paragem, mais uma comunicação, estamos a chegar, há pelo menos 22 fronteiras para entrar em Genebra, entramos num tunel longo, já se avistam silhuetas próximas de enormes montanhas, que nada tem a ver com os montes da minha aldeia.Genebra aproxima-se a passos largos, são 3h da manha, mais uma paragem desta vez num largo iluminado, e deserto á entrada da cidade do lado Francês, é a preparação para o assalto final á fronteira, o cenário é digno de um filme de aventuras e fantasmas.
Passado uma boa meia hora, finalmente é dada ordem de partida via rádio. Por ruas suspeitas e desertas reparo que passamos uma fronteira já fechada, mas aberta ao tráfico, que o taxista passa a uma velocidade impressionante, na curva seguinte o motorista acelera ainda mais a marcha, depois de várias curvas entra numa larga estrada com linhas de electricos, ao fundo da mesma vira á direita e entra na ponte du Mont Blanc com as suas bandeiras laterais, onde já se podia ver a cité de Calvin, com todo o seu esplendor, os seus bancos, as suas montras luxuosas, era o alivío geral por momento!!!
O taxista pára numa rua secundária perto da gare de routiére de Genebra, recebe o dinheiro combinado, entrega os passaportes, e faz uma aviso, cuidem-se que a policia faz rondas periodicas e se vê alguém de malas na mão a estas horas vão ter problemas na certa. Portanto o melhor era escondermos até nascer o dia. Subimos essa pequena rua até ao largo da gare routiére, aí havia ainda passageiros que iam chegando de vários lados, inclusivé de Portugal, a maioria eram sazoneiros que começavam a chegar para recomeçar mais uma ano de labuta.
Viam-se alguns Portugueses já estabelecidos em Genebra e regiões lemitrofes que vinham esperar os recém chegados conhecidos, alguns com ar de quem já está bem na vida, talvez para impressionar arranham só Francês, outros propunham transporte a pagar para quem quisesse ir para o interior, Lausanne, Neuchatel, Fribourg etc etc.
Olhava-os com admiração, pois já tinham uma trabalho, um tecto, e se calhar até a família junta. Eu nada disso tinha, nem sequer onde tomar um banho e repousar do imenso cansaço de duas noites perdidas. Mas o importante era sair dali, era arriscado, via-se os carros da policia a rondar o local, mas ir para onde? a noite estava gelada, o único local era a estação de Cornavin, mas aí também eramos presas facéis da policia.

(Continua...)

Ligações e créditos:

  • Capitulo IX

  • 0 Comentários:

    Enviar um comentário

    Links to this post:

    Criar uma hiperligação

    << Home