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segunda-feira, fevereiro 27, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XI - Autor: Albino Pinho

Capitulo XI

Eis que não sei por alma de quem aparece um jovem, que conhecia um dos meus colegas de viagem, e nos diz que tem uma chave de um estúdio de um colega que estava para Portugal por uns dias, se quisessemos podíamos lá passar a noite, o único problema era que só havia uma cama, nós eramos 8, os 4 do táxi, mais outros 4 que se juntaram na gare routiére, conhecidos de um dos nossos 4.
Não havia alternativa, seguimos o homem da chave subindo uma rua apertada, quando ao fundo vimos surgir o carro da policia que começa a subir a dita para a ronda, como nos filmes levantei a mala que pesava chumbo, alarguei o passo, e quase á certa com os meus colegas de aventura só tivemos tempo de nos esconder num prédio velho em reconstrução. Saimos quando tudo voltou ao normal, algumas dezenas de metros acima entramos num prédio também muito antigo do início do século talvez, subimos vários andares em corredores sombrios, quase sem tocar com os pés no chão. Finalmente o homem da chave, que nos guiava mete a chave á porta, até que enfim um local onde dormir!!! um estudio em muito mau estado, Uma cama encostada á parede, O homem da chave diz é isto que tenho para vos oferecer, descansem como poderem, mas de manha ao nascer do dia não quero aqui ninguém, pois mora um familiar do dono do estudio aqui no prédio e se sabe que vos dei guarida vou ter problemas. Uns vão ao WC, outros deixam-se cair para cima da cama para repousar. Ficamos os oito como a sardinha na canastra, eu fiquei encostado á parede com as pernas estendidas á largura da cama, e assim tentei passar pelas brazas, depois de manha se veria.
Mas foi sol de pouca dura, pois passado relactivamente pouco tempo somos acordados por um individuo que entra no estúdio aos berros, e era o tal familiar do dono do estúdio, e que nos ameçou de chamar a policia caso não saissemos imediatamente, ao mesmo tempo que responsabilizava o homem da chave por nos ter dado guarida. Eu assumi-me como porta voz do grupo, e disse que não era necessário chatiarem-se, que iamos passar o resto da noite para a gare de Cornavin, até os comboios começarem a circular ás 6 da manhã e cada qual ir á sua vida. Enquanto descíamos a rua para a gare, fui reflectindo em toda esta confusão, e egoísmo, e decidi rumar no primeiro comboio até Neuchatel, e daí procurar o meu colega de trabalho, que á tempos me tinha escrito, O problema era saber se ele ainda se encontrava no mesmo local, mas tinha de arriscar, pois ficar em Genebra naquele ambiente de egoísmo doentio não era para mim, precisava de algo mais calmo e discreto. Meu irmão, mais o seu amigo Júlio, e os restantes camaradas de viagem resolveram ficar todos em Genebra, deixar nascer o dia, e depois veriam.
Estava decidido, seriam 4h30m da manhã de uma noite gelada, mal dormida, de pesadelo, angustia e incerteza.

(Continua...)

Ligações e créditos:

  • Capitulo X
  • 1 Comentários:

    At 28/2/06 5:07 da manhã, Anonymous NUNO COSTA said...

    OLA


    QUERIA AGRADECER AO S. ALBINO PINHO E AO LEITEIRO PELO O BOM TRABALHO QUE ESTAO A FAZER.

    GOSTARIA DE SABER MAIS SOBRE O S. ALBINO PINHO ?

     

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