Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

sexta-feira, março 31, 2006

Sem actualizações...

Por motivos pessoais o Diário de Fajões não será alvo de actualizações durante a próxima semana. Sendo assim, volto a relembrar que os palpites para as próximas duas jornadas do golo do Fajões já se encontram abertos.

Estabilidade financeira nos bombeiros voluntários

Com uma melhoria significativa e estabilidade financeira, a Associação dos Bombeiros de Fajões registou um crescimento bastante favorável no ano passado. Pelo menos foi o que ficou patente no documento da gestão 2005, aprovado pela maioria dos associados presentes na assembleia geral da instituição, numa votação que registou apenas três abstenções.

Posto de combustíveis com menores lucros
O posto de combustíveis, também, foi motivo de satisfação para os órgãos sociais. No entanto, no parecer emitido pelo conselho fiscal há referência de uma quebra de 1,1%. Merece ainda uma nota para custos com pessoal, provocados por duas rescisões de contratos, e um acréscimo de diferenças nas existências de combustíveis, cuja explicação apresentada tem a ver com ano excepcionalmente quente que foi 2005 (evaporação).
Foi, ainda, sublinhado o aumento dos preços dos combustíveis, com reflexos imediatos sobre as existências nos tanques o que provocou um acréscimo dos resultados operacionais de 931,79 euros, em relação ao ano de 2004.
Contrariamente a estas explanações, Orlando Pina Bastos, ex-dirigente da AHBVF, subiu ao palco e salientou: "Por norma julgavam que ter um posto de abastecimento era sinónimo de ter uma galinha de ovos de ouro e isso é mentira. Os números falam por si. Se um dia a tal "galinha", que até não põe ovos de ouro, for contagiada pelo vírus H5N1, por exemplo, será um caos", sublinhou o associado.

Gabinete Municipal de Protecção Civil suspenso
Em Abril de 2005, foi criado o Gabinete Municipal de Protecção Civil e sedeado no quartel dos Bombeiros Voluntários de Fajões. A área abrangida correspondia à área geográfica da zona de intervenção do corpo de bombeiros daquela Associação. Com a assinatura do protocolo, a Câmara Municipal via-se obrigada a uma transferência mensal de 2 813,43 euros para pagamento dos respectivos salários e subsídios. Ao longo do ano de 2005, foram-se acentuando os atrasos de tais transferências, resumindo-se a falta atempada a 8 440,29 euros, para além de um quase alheamento das obrigações decorrentes do protocolo celebrado. Esta posição levou a direcção, já em 2006, e após aviso prévio, a suspender as actividades do gabinete. De referir, igualmente, que foi enviada pela autarquia a quantia de cinco mil euros, já este ano.

Aquisição de terreno em anexo ao quartel causa polémica
A direcção e o comando da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Fajões sentiram a necessidade de adquirir um terreno a norte do quartel, tendo mantido vários contactos com os respectivos proprietários, tendo estes se revelado infrutíferos face ao elevado montante requerido na ordem de 25 Euros/m2.
Impossibilitada a desejável negociação amigável, os interessados deram início ao processo de expropriação e aguardam decisão superior, tendo-se promovido a avaliação do referido terreno, através de um perito oficial, estranho à Associação, que concluiu que o preço mais justo seria o de 12,23 Euros/m2, valor que não foi aceite pelos respectivos proprietários.
Por exigência legal, a direcção teve que apresentar uma garantia bancária correspondente à avaliação do referido terreno, no montante de 25 000 euros, para cuja emissão foi dada como garante o correspondente valor em numerário.
Orlando Pina Bastos, ex-dirigente da AHBVF, subiu mais uma vez ao palco e contestou a expropriação do terreno. Este associado sublinhou que deveria ter havido mais contactos com o proprietário do referido terreno antes de avançar-se para a expropriação.

Celeuma com as "fotos da discórdia" continua
Na assembleia de 12 de Fevereiro último - ver artigo publicado pelo nosso semanário em 14 de Fevereiro - foi debatida a definição de novas normas de afixação das fotografias no salão nobre da Associação, que gerou alguma discussão e discórdia, sobretudo para alguns dirigentes da anterior direcção. Nesta reunião de domingo passado, a acta da assembleia anterior trouxe à memória a questão e originou, novamente, mais alguns momentos de discussão. Contudo, a mesma foi aprovada por unanimidade.

Fonte:
  • Correio de Azeméis

  • quinta-feira, março 30, 2006

    Golo do Fajões - Palpites para a 30ª e 31ª jornadas

    G.D.Fajões - Bustelo

    Argoncilhe - G.D.Fajões

    Por motivos pessoais, o Diário de Fajões não será alvo de qualquer actualização na próxima semana. Sendo assim, os palpites para o Golo do Fajões serão feitos em duplicado, isto é, para a jornada 30 (domingo) e para a jornada 31. No próximo Domingo, o Grupo desportivo de Fajões, recebe em casa o Bustelo e no Domingo seguinte desloca-se ao terreno do Argoncilhe. Os dois jogos têm início marcado para as 15.00 horas.


    Assembleia do Centro Social Dr.ª Leonilde Aurora - Por: Ângela Pacheco

    No espaço reservado à discussão de "outros assuntos de interesse para a instituição" foi muito debatida a questão dos nomes que constam na pedra comemorativa dos 25 anos do Centro Social Dr.ª Leonilda Aurora da Silva Matos, assinalados no passado dia 12 de Março, sendo um tema muito polémico e que resultou numa acesa discussão e com o abandono da sala por parte de um dos presentes.
    Decorreu no passado domingo a assembleia do Centro Social Dr.ª Leonilde Aurora da Silva Matos, na sede da instituição em Fajões, para "apreciação, discussão e votação do relatório de contas da gerência do ano de 2005".
    A sessão começou com a leitura da acta da última reunião do conselho fiscal, seguindo-se o relatório detalhado das actividades realizadas no último ano, com destaque para a comemoração de datas importantes pelas diferentes valências tendo em vista a dinamização dos utentes e interacção com a comunidade e instituições de todo o concelho, realçando também o trabalho da equipa do programa Reagir de apoio a famílias beneficiárias do rendimento social e de inserção nas áreas da educação, formação profissional, emprego, saúde, acção social e habitação.
    Seguidamente as contas foram apresentadas pormenorizadamente pelo presidente da direcção José Santos, começando com os custos que perfizeram um total de 509.779.00, tendo como proveitos 554.242.56 euros, sendo o lucro de 44.463.50, que consideraram o dinheiro investido na instituição. Em 2005 foi adquirido um valor de 56.430.86.
    Quanto a dívidas a receber o valor ultrapassa os 50 mil euros, sendo a autarquia o maior devedor, com mais de 27 mil euros em atraso, grande parte devido às refeições que são servidas.
    Comparativamente a 2004, no ano de 2005 foram gastos menos 3.000 euros do que se tinha previsto, apesar de os proveitos terem diminuído, uma vez que fizeram uma redução de 25% na mensalidade das crianças até aos dois anos.
    Foi ainda feito um balanço dos resultados do mandato que terminou em Dezembro.
    De acordo com José Santos, em 2003 quando entraram em funções, receberam uma dívida de 175 mil euros, em 2004 pagaram parte da dívida e investiram na instituição, em 2005 o valor em dívida foi totalmente liquidado e continuaram com o investimento. Os lucros finais líquidos dos três anos foram de 342.848.00.
    No final da apresentação foi proposto um voto de louvor à assembleia pela forma como as contas foram apresentadas, aprovado por todos os presentes.
    O relatório foi aprovado por unanimidade.
    A fechar a sessão foi lida a acta e aprovada por unanimidade.

    Fonte:
  • Correio de Azeméis

  • Golo do Fajões - Resultados da 29º jornada

    Aqui ficam os resultados da 29ª jornada do Golo do Fajões.

    O Grupo Desportivo de Fajões foi até ao terreno do Mealhada e saiu de lá com uma derrota por duas bolas a uma.
    Nesta jornada,dois participantes (Nino_Silence e Manuel Alcides) acertaram no resultado, sendo que Nino_Silence já leva dois palpites certeiros seguidos. O topo da tabela continua na mesma. A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado na derrota + 3 ponto por ter acertado no resultado final).

    Tabela Classificativa:

    -
    -

















    Bombeiros homenagearam

    No último sábado, a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários escreveu mais uma página da sua história, inscrevendo nela os nomes de Manuel Correia de Freitas e esposa, Isaltina de Oliveira Júnior, beneméritos que ofereceram uma ambulância.
    Porque o dia era de festa para a Associação e para os beneméritos, o corpo activo prestou guarda de honra às entidades oficiais presentes, após o que foi benzida a nova ambulância de emergência oferecida por aquele casal de Cesar.
    Já no salão nobre, foram descerradas as fotos de Manuel Correia de Freitas e da esposa Isaltina de Oliveira Júnior, ao lado das de Lurdes Silva, Dr.ª Leonilda Aurora Matos, Arlindo Silva, Sebastião Rocha Dias e Augusto Pais, beneméritos da instituição.

    Instituições dependem das benemerências
    Na sessão solene que se seguiu, os diversos intervenientes relevaram a grandeza e a nobreza do gesto de Manuel Freitas e esposa. Em nome dos associados, Augusto Pais lembrou que "a sobrevivência de instituições como a nossa depende muito de benemerências, tão escassos são os apoios oficiais". Neste aspecto, considerou que "Manuel Correia de Freitas e a esposa sempre quiseram envolver os familiares mais próximos e aquele que já partiu, Ilídio Freitas. Sentimos a grandeza das vossas almas e o sentido de solidariedade e de partilha dos vossos corações. A nossa gratidão também para o filho Franclim, também imbuído do espírito de solidariedade com a missão que tão devotadamente prosseguimos".
    Por seu turno, o presidente da direcção dirigiu "o preito de gratidão a esta família pelo valioso património doado de forma tão desinteressada a esta Associação para ela melhor servir as populações".

    Gratidão à família Freitas
    Martinho Almeida reconheceu que "a viatura, modernamente equipada, para socorro às vítimas, não teria sido possível sem este gesto de nobreza e de solidariedade de Manuel Correia de Freitas e esposa. Por isso, temos a obrigação de manifestar a esta família a nossa profunda gratidão, pois prestou um enorme serviço às populações da nossa área de acção, ao nosso município, ao País e aos Bombeiros de Portugal".
    Durante a sua intervenção, o presidente da Assembleia Municipal fez um reconhecimento público a Augusto Pais "pelo que tem feito pelos Bombeiros Portugueses. Continue com o seu saber em matérias tão sensíveis como a da protecção civil, a dar o seu melhor, a criticar e a sugerir", pediu Hermínio Loureiro.

    Atitudes em vez de palavras
    A encerrar as intervenções, Manuel Freitas afirmou que cumpria "uma promessa que há algum tempo fizéramos a nós mesmos: a doação de uma ambulância, equipamento essencial, ao trabalho dos Bombeiros Voluntários. Eu e a minha esposa, pensávamos homenagear o nosso querido filho Ilídio, precocemente desaparecido deste mundo, não só da forma que ele tanto gostava, mas também de modo que o nosso gesto pudesse estar ao serviço de toda uma população".
    O benemérito justificou a oferta aos bombeiros, porque, justificou "sem desprimor para com outras instituições, tantas vezes são tão pouco reconhecidos eles que, voluntariamente, tanto dão à sociedade, em momentos em que alguns dos seus membros se encontram fragilizados pela tragédia ou pela catástrofe".
    A concluir, depois de sustentar que "mais do que palavras, importam as atitudes", Manuel Freitas garantiu que "cumprimos gostosamente um desejo, nosso e da nossa família. Sabemos que o Ilídio, lá no lugar onde se encontra, estará a comungar connosco, da satisfação deste momento. Resta-nos apenas perpetuar a sua memória, da forma que ele, deu sobejas provas disso, tanto gostava e a de meu pai, natural de Fajões".

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    Hermínio Loureiro
    (presidente da Assembleia Municipal)
    "Estas acções de benemerência devem ser muito gratificantes para os bombeiros, percebendo-se que a sociedade civil está aberta aos vossos anseios e dificuldades e quer dar-vos meios para cumprirem a vossa missão, tanto mais que é necessário que os soldados da paz tenham cada vez mais meios para cumprirem a sua missão
    Na nossa sociedade cada vez mais egoísta e competitiva, é difícil encontrar dirigentes, porque estão muitas vezes sujeitos a críticas injustas, invejas e incompreensões. É preciso muito respeito pelas associações de bombeiros, dirigentes e voluntários gente em quem só se pensa quando estamos aflitos
    Tenho grande estima e consideração por Manuel Correia de Freitas e família, um homem que subiu a vida a pulso, criou um grupo empresarial de sucesso, transformou as dificuldades em oportunidades, disponível para ajudar e servir, que mais uma vez demonstra a sua grandeza".

    Prof. Albino Martins
    (vice-presidente da Câmara Municipal)
    "Expresso o reconhecimento do município por este acto de generosidade. Temos de estar atentos ao voluntariado, porque as associações de bombeiros prestam um grande serviço à população e, para isso, precisam de estar equipadas. Por isso, o esforço de quem os reconhece e apoia, como vimos aqui, é ainda mais engrandecido.
    Hoje, mais do que o que foi recebido pela Associação, é o que foi recebido pelos doadores que, naturalmente, saem enriquecidos deste acto de generosidade".

    Dr.ª Leonilda Aurora Matos
    "Os beneméritos valem tudo. É dando que se recebe. Aqueles que podem dar, dêem, nem que seja pouco, porque esse pouco, junto com outros, faz muito".

    Dr. Luís F. Oliveira (Presidente da Junta)
    "A Junta de Freguesia associa-se a este acto de inteira justiça que a Associação Humanitária está a prestar à família Freitas, uma família que desde há muito está no coração do povo de Fajões, pelas benemerências que tem feito, desde o tempo do saudoso Ilídio Freitas. Pela acção dos seus familiares, ele continua presente na doação ao próximo e a dádiva desta ambulância aviva a sua memória.
    A Junta de Freguesia de Fajões rende homenagem à família Freitas, porque, em vez de prometer, doa, sem esperar louros ou contrapartidas. É uma família generosa e tem carácter, como há poucas nesta sociedade desumana".

    Pe. Telmo Magalhães (pároco de Fajões)
    "É um dia simpático e muito bonito, revestido de um significado muito profundo, porque esta Associação vê-se engrandecida por um gesto tão humano e tão cristão desta família.
    A ambulância é fruto da generosidade, compreensão, ternura, carinho, amabilidade e solicitude de Manuel Correia de Freitas e esposa para com os Bombeiros. A oferta está sempre marcada por um gesto interior, porque, além de um casal humano, é um casal cristão. Parabéns ao casal pela coragem e pelo desprendimento com que fizeram este gesto, de que beneficiamos todos nós".

    Ernesto Gonçalves (presidente do conselho fiscal)
    "Estes gestos de solidariedade para com os Bombeiros, para que esta Associação tenha no dia-a-dia as melhores condições para prestar um bom serviço às populações, nunca poderão ser esquecidos".

    Fonte:
  • Correio de Azeméis

  • quarta-feira, março 29, 2006

    50 anos do Rancho Folclórico - V - O rescaldo


    No passado domingo comemorou-se o 50º aniversário do rancho Folclórico As Ceifeiras São Martinho de Fajões. Num dia dedicado por completo à data, a freguesia acordou com uma salva de morteiros. De seguida seguiu-se uma romagem aos cemitérios de Fajões e de S. Roque, onde foi prestado uma homenagem a todos aqueles que fizeram parte do rancho folclórico, mas que, já partiram. Seguiu-se uma secção solene no auditório Artur José de Pinho. Para além dos discursos habituais, foram entregues lembranças aos restantes grupos folclóricos que participaram na festa, ás colectividades fajoenses (que também ofereceram presentes ao rancho), assim como a outras identidades. Depois da secção solene, decorreu uma missa, que para além da participação da restante população, também contou com a presença dos restantes ranchos.
    Antes do almoço, ainda teve lugar o descerramento de uma placa comemorativa no lugar de Paços (lugar onde foi fundado o rancho). Por volta das 13.00 horas, começou o almoço no café cruzeiro. Desde sócios, a meros simpatizantes, o almoço contou com cerca de 350 pessoas. De referir que durante o mesmo, foi feita uma apresentação multimédia, que englobava cerca de 200 fotos do rancho (desde a sua fundação até à actualidade), assim como foram cantados em uníssono os parabéns da praxe. Por fim, e para terminar em beleza, estava reservado o "bailarico". Como estava previsto, este decorreu no complexo cívico, mas devido à chuva, foi necessário improvisar, e montar um arraial no salão do café cruzeiro (local onde foi o jantar). Mesmo assim, e tendo em conta a falta de espaço, é de salientar a presença de um bom número de pessoas. Os responsáveis do rancho folclórico, fazem um balanço bastante positivo do dia e agradecem a todos aqueles que contribuíram para o sucesso da comemoração do aniversário. Por último, de salientar a "pequena" lembrança a que todos os sócios do rancho e simpatizantes que se associaram à festa tiveram direito. Os responsáveis do rancho fazem um balanço bastante positivo do dia.

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XXIII - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XXIII

    Nessa noite dormi mal, afinal nem com o padre arranjo um trabalho, escrevo á minha esposa mais uma vez a contar os pormenores do que vai acontecendo, e pedir que vá pacientando pois tenho sempre esperança de encontrar alguma coisa de um momento para o outro, de tempos em tempos vou á cabine e telefono ao meu amigo Manuel que é plongeur no Beaulac em Neuchatel, mas também por lá não acontece nada de positivo para mim.
    Com o convite já préviamente feito, numa véspera de dia de folga o Aníbal bem dormir a casa do padre, num quarto ao lado do meu, pois no dia seguinte, estava combinado irmos os 2 com o padre a Berna a uma já habitual reunião sobre assuntos eclesiásticos. Era a primeira vez que ia á capital helvética, cidade também muito bem asseada, o tempo estava fresco e humido. enquanto decorria a reunião de padres, eu e o Aníbal aproveitamos para dar uma pequena volta nos arredores do local da mesma até á hora marcada pelo padre para o regresso, apreciamos os musicos de rua, fomos á torre da catedral de Berna, de onde se podia ver toda a linda cidade e os seus dois rios.. Regressamos a Cressier ao meio da tarde, ao almoço já tinhamos comido umas sandes na estação de caminhos de ferro de Berna.Jantamos em casa do padre mais uma especialidade de massas Italianas feita por ele, com uma salada. Depois de arrumada a cozinha fomos todos para o salão, onde o padre disse ao meu amigo que estava dificil me arranjar um trabalho, e que não sabia o tempo que me podia hospedar ainda, pois tinha de ceder uma parte da residencia paroquial, e o meu quarto a alguns refugiados Vietnamitas que estavam para chegar, mas que ainda não seria para já, precisava da confirmação que devia chegar dentro de dias, dos seus superiores, que depois me dizia.
    Sentia que as coisas se começavam a complicar, decidi no dia seguinte fazer mais um forcing por Neucahtel e a região, para tentar arranjar trabalho. Mas o problema n°1 era a falta de papéis, a língua, e ausência de conhecimentos.


    (continua...)

    segunda-feira, março 27, 2006

    50 anos Rancho Folclórico - IV - A Génese - Parte I

    Decorria o ano de 1954 quando a freguesia de Fajões, à semelhança de outras suas congéneres, resolveu angariar fundos, desta vez destinados à realização de obras na Igreja Paroquial. A freguesia foi dividida em zonas, encarregando-se cada uma delas, sob a responsabilidade e orientação de um "bom-homem" formar um cortejo representativo.
    A Norte, tínhamos o lugar de S. Mamede, na época, geograficamente isolado e honroso da sua "autonomia". Exceptuando o dia da Festa de S Marcos, passava quase esquecido pelo resto da freguesia e os que lá habitavam sentiam isso. Aqui, a escolha recaía normalmente Casa d´Além de Cima, ou na Casa d´Além de Baixo, a família era a mesma.
    Depois tínhamos o Centro, que englobava os lugares de S. Mamede até à Cruz, e ainda a Baganha, Tapado e Retorta.
    Por último, tínhamos o terceiro grupo, que era constituído pela Torre, Casalmarinho e Passos.
    Três zonas que iriam ser representadas por outros tantos cortejos, a serem apresentados às pessoas em três domingos consecutivos, tudo separado, questão de honra para todos. A rivalidade era grande, muitas vezes a coberto da noite iam espiar as iniciativas dos "concorrentes", que quando descobriam a marosca, não se inibiam exercitar os dotes do jogo do pau. Claro que dessas rivalidades, surgiam as normais "alfinetadas", prato forte dos dias do cortejo. Até a forma como eles se designavam uns aos outros o demonstrava, os do Norte eram chamados por "Espanhóis", designação que acabou por prevalecer durante décadas. Os do Centro eram os "Republicanos" e os do Sul, os Africanos.
    Os cortejos saem para a rua logo no início de 1955.
    Para fechar o cortejo, os "Espanhóis" improvisaram uma "tropa", em que utilizaram as saudosas armas da escola (masculina) do Cruzeiro, para simular, na chegada ao adro, uma invasão da Índia pelas tropas portuguesas.
    O cortejo dos "Africanos" o último a desfilar, tinha como seu responsável o Sr. AUGUSTO OLIVEIRA TAVARES, mais conhecido por Augusto do Zé Velho e esposa ROSA ALVES DE AMORIM e as suas duas filhas, moradores no Lugar do Candal. Como homem ligado à música, já que era elemento activo da Banda de Música, tentou improvisar um "Rancho", mas depressa lhe surgiu o primeiro problema. Com a colaboração das filhas, foi fácil e proveitoso o "recrutamento2 de elementos femininos, mas não existiam elementos masculinos que se disponibilizassem para o efeito. Ainda foi pensado disfarçar mulheres de homens, mas não havia coragem de alguém se dispor a afrontar os costumes da época e vestir umas calças. Como última solução, o recurso aos elementos de Fajões que compunham o Rancho das Andorinhas, de Azagães (que nada tem a ver com o actual). Vieram as duas filhas do responsável, a cantadeira, alguns músicos, amigas e já alguns homens. Com estes, outros ganharam coragem. Poucos ensaios foram necessários porque a maior parte já tinha experiência, e estava formado o grupo para o cortejo. Improvisou-se uma bandeira, presa a um pau e faltava um nome... "Rapioqueiros".

    Foi um sucesso!

    Por: Manuel Rui Pinho

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XXII - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XXII

    Alguns dias depois saímos á procura de trabalho, passamos por uma capela em honra de S. Ana que fica ao meio do monte em frente a Cressier, abriu a capela, mostrou-me o seu interior, do adro se podia avistar toda a lindissima região, com as sua vinhas, desde a ilha de S. Pierre onde Rousseau se refugiou, assim como todo o percurso do canal do Thilel, ligando os lagos de Neuchatel ao de Bienne.
    Seguimos para a aldeia de Lignieres, ainda com muita neve, já ao meio das montanhas do Jura, mesmo ao pé do Chasseral. Entramos num café restaurante da aldeia onde o padre era bastante conhecido pela forma como foi recebido. O padre falava bastante com a patroa que me olhava com ar desconfiada, tomamos uma bebida, e já ao fim da tarde descemos rumo a Cressier, pelo caminho o padre diz-me se eu entendera alguma coisa do dialogo entre eles, eu disse que não, dizia-me ele que estivera a pedir um trabalho para mim, mas que por momento não era possível.
    Depois de jantados, arrumada a cozinha, e feito mais algum trabalho para as paróquias, e algumas vezes com reuniões de paroqianos, da catequese, ou de nubentes. O resto do serão passavamos os dois a ver televisão, nos espaçosos sofás do grande salão da casa.
    Ao domingo lá ia com o padre mais uma vez para as igrejas paróquias rezar missa, ficava perto do altar, tipo sacristão passivo, findo as cerimónias, o padre descia pelo centro da igreja e ficava á entrada da igreja comprimentando as pessoas que iam saíndo. Um dia levou-me a casa de um casal espanhol que tinha uma casa em Cressier, pedindo-lhe talvez se arranjavam algum trabalho para mim, esse casal disseram que estava dificil etc, outro dia repetiu a operação mas a casa de um jovem de Espinho, radicado já á muitos anos na região com os pais, mas agora a viver só, lembro-me no seu minúsculo apartamento ter um poster em tamanho real de uma jovem nua, que não pode esconder do padre, desculpando-se por isso, tendo o padre respondido com um sorriso.
    O padre conta a minha situação a esse jovem, que me olha-me com ar de superioridade, e num tom um pouco arrogante, diz-me que na Suiça está bastante dificil arranjar trabalho, que há bastante desemprego, e que achava que era melhor eu regressar a Portugal, pois estaria melhor com a família, uma decepção enorme.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo XXI


  • 29ª jornada: Mealhada 2 - 1 G.D.Fajões

    O Grupo Desportivo de Fajões, deslocou-se ontem ao campo do Mealhada, e sofreu (mais) uma derrota, desta vez por duas bolas a uma. Em mais um jogo para cumprir calendário, o G.D.Fajões não teve a sorte do jogo e acabou por sair derrotado. Diz quem viu que o empate seria o mais adequado.

    Em breve os resultados do Golo do Fajões.

    sábado, março 25, 2006

    Posto de escuta

    No âmbito das comemorações dos 50 anos do Rancho Folclórico "As Ceifeiras São Martinho de Fajões" o Diário de Fajões criou uma secção nova - "Posto de escuta". Durante os próximos dias, poderão encontrar na barra lateral, algumas músicas que fazem parte do CD lançado pelo rancho aquando da comemoração dos 47 anos. Ao todo são 11 músicas, mas para não tornar a página um pouco lenta a abrir, apenas vão estar disponíveis duas músicas de cada vez.
    Para ouvirem as músicas basta carregarem no play, e esperarem que o ficheiro carregue.

    50 anos do rancho Folclórico - III - Das Ceifeiras ao Rancho de Fajões - Autor: Paulo Samuel

    Soube há dias, por pessoa amiga- e encontro agora o destaque neste blogue fajoense - das próximas comemorações festivas do cinquentenário do Rancho "As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões". Na hipótese de não poder estar presente nos actos públicos dessa efeméride, resta-me a possibilidade de utilizar esta janela sobre o mundo, criada pelo Sousa (parabéns pelos 20.000 visitantes) que projecta a Vila de Fajões para um universo global de informação e comunicação, como tributo pessoal de homenagem ao nosso Rancho Folclórico.

    Para muitos, sejam demasiado adultos ou timidamente novos, a persistência na comunidade local de um rancho folclórico, em pleno século XXI, é por vezes assumida com algum desinteresse, quando não desdém, como manifestação popular de laivos saudosistas à qual se entregam aqueles que, por tal meio, encontram uma forma de aparente afirmação social. É certo que esta ideia tem vindo a mudar, sobretudo desde que se percebeu a importância sócio-cultural que os ranchos acabam por colher nas comunidades locais ou emigrantes, servindo de elo de ligação daqueles que continuam a querer uma forte ligação às raízes, que outra coisa não é senão o sentido da própria identidade. Todavia, quer no meu tempo (recuando aos anos 70, numa ainda freguesia de Fajões que se queria cosmopolita e, sobretudo, desembaraçada da sombra que a primazia industrial da vizinha Cesar sempre teimara em fazer sentir) quer noutras décadas volvidas, manteve-se essa dificuldade em acentuar o estatuto de um rancho folclórico (em contrapartida, as bandas filarmónicas detinham, tanto na elite social como entre o povo, a marca de prestígio que, felizmente, nunca perderam), cujos méritos passavam, sobremaneira, pelos ensaiadores, pelos músicos e, não menos, por quantos contribuíam para sustentar um agrupamento que, talvez, conseguia melhor figura fora de portas do que dentro, onde muitos conterrâneos desconheciam até o repertório que os ilustrava. No entanto, não esmoreceu o ânimo e, ao longo dos anos, o Rancho Folclórico "As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões" prosseguiu nos seus intuitos, granjeando o respeito e a admiração de terras e gentes, incluindo a nossa.

    Pessoalmente, foram poucas as circunstâncias que me permitiram acompanhar esse percurso já histórico de cinquenta anos. Lembro-me, sobretudo, das actuações em Fajões e numa ou noutra localidade próxima. Recordo-me ainda - e sem qualquer desprimor para outras cantadeiras passadas ou presentes, mas a memória nem sempre regista tudo o que gostaríamos - da Senhora Angélica como voz emblemática do Rancho, e de alguns músicos e dançarinos que já não encontro nas fotografias do presente. A propósito, foi numa dessas actuações que tive a oportunidade de ver e ouvir o maior estudioso das danças portuguesas, Pedro Homem de Mello (também grande poeta que mais tarde reencontrei em círculos literários e acerca de quem já escrevi na revista O Tripeiro), convidado a deslocar-se a Fajões pelo bairrismo de meu tio, Samuel Bastos Oliveira (outra figura a que ainda não se prestou o tributo devido pelas causas em que se empenhou por amor à terra, o que nunca nenhuma quezília ou politiquice recente poderá fazer esquecer ou apagar da história local e das páginas dos jornais), actuação em que participaram, creio, outros grupos do folclore português. Para mim, então adolescente, ficaram-me na retina e nos sentidos - e ainda me sensibiliza hoje - o ritmo dos volteios, as cores dos trajes, a lembrança do sentido dos motes e das cantigas, evocando cenas rurais ou quadras amorosas, numa toada que se prolongava ainda nas horas derradeiras de término de festa. (De propósito e para evitar lapsos nas referências não refiro especificamente as danças que então faziam moda, mas que certamente continuam a fazer parte do programa artístico da actual formação.)

    Umas linhas ainda, com certeza subjectivas para muitos mas quiçá pertinentes para outros, em torno do vocativo laboral. É importante conhecermos a matriz que nos está subjacente, tanto no alicerce familiar e no percurso educativo e social do indivíduo como no que diz respeito às referências geográficas e culturais onde se contextualiza a vida afectiva e os traços psicológicos de cada um de nós. Na confluência desse real concreto, em que importa ter os sentidos despertos e a total abertura para o espanto que é o mundo, é que emerge, a bem dizer, o ideal de vida que há-de sobrepor-se como paradigma a todo o sentido de existência. Nessa forja, tal como o ferreiro que tantas vezes espreitei perto de casa e onde, por vezes, arriscava manusear o fole, é que se há-de moldar a golpes de persistência e de fogo anímico o destino de quem entenda a vida como paradoxo, uma aventura de que não se conhece o caminho ou a segurança mas só a dádiva do sonho e do crer. Importa volver ao rego. Ceifeiras, portanto. Quadro de referências simbólicas a lembrar o que foram os campos de Fajões, desbravados nesse extenso vale atravessado pelo rio Antuã, numa distância tão grande como a que vai do Pisão até à Senhora da Ribeira. Espaço rural por excelência, com tudo o que isso implica de tradições e práticas ancestrais, campesinas e comunitárias. Hoje, apenas lembrança, nunca passível de ser transmitida a filhos ou a vindouros apenas pela palavra, pois quem - se não a viveu - poderá ter a sensação de uma desfolhada a céu aberto, sentindo o cheiro ao folhedo e ao milho aberto, ou a sensação nas mãos da terra húmida e lavrada, o divino recender do pão acabado de cozer no forno a lenha, o travo quente do leite tirado do canado poucos minutos após se ter mungido a vaca, ou a sensação no palato de uns rojões tirados da lata do pingue e postos na sertã, junto ao lume, como fazia minha avô Severina quando eu, criança, voltava da escola do Areal? Foi uma realidade que só por evocação pessoal (a fotografia, a haver, apenas documenta, não capta o essencial) pode ser reavivada, isto é, revivida. Por isso, dizer Ceifeiras de S. Martinho de Fajões é potencializar um tempo e um espaço primordial, aquele em que são abolidas as agruras e a dureza de um quotidiano nem sempre farto ou amoroso, a favor das reminiscências do que se viu belo e se entendeu único. Mas isto é ainda campo ou leiva para outras sementes textuais?

    Por enquanto, que fique somente o tributo de homenagem ao Rancho "As Ceifeiras de S. Martinho de Fajões" pela persistência na divulgação da terra, na celebração das alegrias e vocações para a dança, na afirmação dos valores e das competências das gentes passadas e presentes que numa terra nem sempre acarinhada pelos poderes públicos sempre tiveram o brio de manter colectividades como o Rancho e a Banda de Música, entre outras. Por também contribuírem, a seu modo e nas suas roupagens, alfaias e instrumentos musicais para continuarmos a manter os sinais de identidade etnográfica que urge preservar, enfim, por certamente terem o condão de fazer recordar, a todos quantos apreciam as suas actuações, esses tempos que a voragem do presente, na mediatização do efémero, teima em fazer desvanecer. Para todos os elementos do Rancho e seus simpatizantes, a solidariedade amiga e memorialista do vosso conterrâneo.

    sexta-feira, março 24, 2006

    A nossa terra está viva!

    Se dúvidas houvessem que Fajões estava parada no tempo, a assistir à passagem dos ponteiros do relógio, bastaria lembrar que ainda muito recentemente foram as Comemorações dos 25 anos do Centro social Dr.ª Leonilda Aurora Silva Matos e ver o programa para o próximo fim-de-semana. Assim, teremos:

    Sábado, dia 25

    A Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões vai levar a efeito uma cerimónia que englobará a bênção de uma nova ambulância, generosamente oferecida pelo casal Freitas (pais do saudoso Ilídio Freitas) e uma sessão solene em que será prestada a homenagem a estes benfeitores. Estão convidadas todas as Associações da terra.

    (Ver programa aqui)

    Domingo, dia 26

    1 - Comemoração das Bodas de Ouro do Rancho Folclórico de S. Martinho de Fajões.

    (Ver programa aqui)

    2 - Assembleia-geral Extraordinária da Asso. Humanitária dos BV de Fajões

    O único ponto da ordem de trabalhos é a apresentação das contas relativas

    ao ano de 2005 e respectiva aprovação.

    3 - Assembleia-geral Extraordinária do Centro Social

    Apresentação e aprovação das contas relativas ao ano findo.

    Esta coincidência de três acontecimentos no domingo, prende-se exclusivamente com o facto dos dois últimos desconhecerem, na altura das marcações das Assembleias, a data do aniversário do Rancho e a eventualidade de efectuarem a comemoração. Como legalmente as Assembleias têm que ser marcadas com pelo menos um mês de antecedência e publicitadas nos órgãos de informação regionais, ficam postas de lado as hipóteses de alterações de última hora.

    Um fim-de-semana cheio de actividades, com a compreensão e entreajuda das diferentes Associações e... Viva FAJÕES.

    Por: Manuel Rui Pinho

    Bênção de uma Ambulância


    Amanhã, Sábado, a Associação humanitária dos Bombeiros Voluntários de Fajões, irá fazer a bênção de uma ambulância de emergência, oferecida pela família Freitas. Para além da bênção da ambulância, o dia contará com uma homenagem aos beneméritos acima referidos.

    As actividades contarão com o seguinte programa:

    11h.00
    - Recepção ás entidades convidadas
    11h.30
    - Bênção da ambulância
    12h.30 - Descerramento de fotografias dos homenageados no Salão Nobre e entrega de diploma de Sócios Beneméritos aos benfeitores atrás referidos.
    No final será servido um almoço de confraternização.

    50 anos do rancho Folclórico - II - Ao serviço do folclore e da etnografia - Por: António Rebelo

    O rancho nasceu a propósito de um cortejo a favor das obras da igreja matriz, em que cada lugar se fazia representar. Foi durante esses cortejos que, graças ao entusiasmo das gentes dos lugares mais a Sul da freguesia, Casalmarinho e Passos, surgiu a semente que haveria de dar corpo ao Grupo Folclórico "As Ceifeiras" de S. Martinho de Fajões.
    De facto o bairrismo suscitado pelos referidos cortejos, com cada um a querer superiorizar-se ao outro era notório. De acordo com escritos da época, os dos lugares a Norte terão acicatado o brio dos da zona Sul, que para lhes dar resposta prepararam um cortejo "altivo e pomposo", que fechava com um rancho de rapazes e raparigas, que ao som de instrumentos regionais cantavam e dançavam modas da região.
    Passado o cortejo, porque agradou, o grupo continuou a ensaiar no lugar de Passos e a dar corpo às danças e cantares das desfolhadas e das romarias.

    Federado em 1978
    A princípio, e até 1978, altura em que o grupo se filiou na Federação do Folclore Português, as senhoras vestiam saia preta comprida, com duas espigas de centeio e uma foicinha bordadas, blusa branca e paletó preto, chapéu à velhinha, lenço na cabeça em lã fina com umas florzinhas em rosa e verde clarinho, avental às flores e nos pés meia branca e chinelos. Por seu turno, os homens utilizavam calça, casaco e chapéu preto, camisa branca e sapato.
    Quando em 1978, o Grupo Folclórico "As Ceifeiras" se filiou na Federação de Folclore Português teve que fazer uma aturada recolha de trajes, músicas e danças, na procura da verdadeira identidade etno-folclórica desta região.

    Marcos importantes
    Porém, até essa data o rancho conheceu marcos importantes. Em 1960 e 1961 fez-se ouvir no programa, "Do Minho ao Algarve", do Prof. Armando Leça, através da emissora Rádio Clube Português. Em 25 de Abril de 1963 participou nos estúdios da RTP, no Monte da Virgem, no programa "Poesia, Canto e Dança" do saudoso poeta Dr. Pedro Homem de Melo.
    Em 1962, com a dança "Vira trespassado", o Grupo Folclórico "As Ceifeiras" alcançou, ex-aequo, com um de Ovar, o primeiro prémio do Concurso Folclórico do Distrito de Aveiro. Ainda em termos de participações em importantes certames folclóricos, "As Ceifeiras" participou nos IV, V e VI Festivais Folclórico Luso-Espanhol de Folclore de Cidacos, respectivamente a 25 de Junho de 1960, 9 de Julho de 1961 e 8 de Julho de 1962.

    A internacionalização há alguns anos
    Organizou o I Festival de Folclore de Fajões e m 24 de Abril de 1960, evento que repetiria a 19 de Maio de 1963 e que desde há mais de 20 anos, ininterruptamente, leva a cabo.
    A 7 de Julho de 1963, alternando com grupos portugueses e espanhóis, participou no IV Festival Luso-Espanhol de S. Martinho do Campo. (Santo Tirso), enquanto um ano depois, a 26 de Julho de 1964, interveio no conceituado Festival da Meadela (Viana do Castelo).
    Mais recentemente, o rancho internacionalizou-se, tendo mostrado as danças e cantares desta região em França (Pau e Lucé) e na Suiça. Outro momento alto foi a deslocação à ilha de S. Miguel, nos Açores
    Actualmente, ao todo, o Grupo Folclórico de Fajões canta e dança mais de 30 números, onde sobressaem os viras, acompanhados por uma tocata composta por acordeões, concertina, violão, viola braguesa, cavaquinhos, ferrinhos, reco reco, bombo e castanholas.
    Da fundação restam apenas dois componentes, Laurinda Oliveira e Manuel Coelho dos Santos.

    Fonte:
  • Correio de Azeméis

  • quinta-feira, março 23, 2006

    Rancho Folclórico "As Ceifeiras São Martinho de Fajões" comemoram 50 anos


    No próximo dia 26, uma das mais antigas entidades desta terra comemora as suas bodas de ouro.
    Cinquenta aos são um longo caminho, muitas atribulações e muitas dificuldades tiveram que ser superadas ao longo desse tempo. A ocasião não poderia ser esquecida e assim, no próximo domingo, teremos um dia de festa, com o seguinte programa:

    08h.00m
    - Salva de morteiros
    09h.00m - Romagem ao cemitério de Fajões e de S. Roque.
    10h.00m - Sessão solene no auditório Artur José Pinho
    11h.00m - Missa campal no Complexo Cívico de Fajões
    12h.00m - Descerramento de uma placa comemorativa no local da fundação, lugar de Paços
    13h.00m - Almoço-convívio no Restaurante Cruzeiro e
    entrega de lembranças
    15h.00 - Actuação de 4 grupos folclóricos que quiseram participar nas comemorações.
    Os Grupos serão os seguintes: - Grupo folclórico As Ceifeiras S. Martinho de Fajões; Rancho folclórico de S. Miguel, "O anjo" (Famalicão); Rancho Regional de Fânzeres (Gondomar); Grupo folclórico "A Chama" (S. Roque)

    À memória dos seus fundadores, participantes ao longo destas cinco décadas e actuais dirigentes e restantes elementos do Grupo, rendemos a nossa homenagem, com respeito pelo trabalho efectuado e pela dedicação demonstrada.

    Bem hajam e felicidades para o futuro.

    Por : Manuel Rui Pinho

    Nota: Agradeço publicamente à direcção do Rancho a cedência de algumas fotos ao Diário de Fajões. Apenas acompanha esta noticia a principal, mas as outras serão publicadas mais à frente, juntamente com outro material relativo ao tema.

    Golo do Fajões - Palpites para a 29º jornada

    Mealhada - G.D.Fajões

    Estão abertos os palpites para a 29ª jornada do Golo do Fajões.

    Depois do empate a uma bola frente ao Oiã, o Grupo Desportivo de Fajões desloca-se ao campo do Mealhada, 17º classificado logo acima do Fajões. Mas, o Mealhada tem mais 7 pontos que o Fajões, logo seja qual for o resultado, as posições mantêm-se.

    O jogo está marcado para domingo e tem início pelas 15 horas.

    quarta-feira, março 22, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XXI - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XXI

    Já com a cozinha arrumada á minha maneira, sento-me á espera que o padre apareça, finalmente aparece, diz-me para o acompanhar até ao salão, aí fala-me um pouco dele, e pergunta-me onde estou alojado, e com quem. Expliquei-me como podia, ficando combinado irmos os dois á noite falar com o Aníbal, e trazer os meus bens para ir habitar na residencia paroquial, pois espaço não faltava,havia várias dependencias, tendo-me ele mostrado meu futuro quarto.
    A noite chega ele vai á garagem anexa á residencia tirar o seu Wolkswagen "joaninha" côr cinza claro. e lá seguimos direcção a Le Landeron, subo ao quarto e chamo o Aníbal ao exterior para falar com o padre, e assim ele saber melhor a minha situação.Todos os 3 dentro do carro, durante uma meia hora todos nos ficamos a conhecer melhor, através do já aceitável francês do meu amigo, subi buscar a minha mala branca, ficando o Aníbal bastante admirado e contente com a minha iniciativa. Feitos os despedimentos do dia, o padre convidou-o a passar por Cressier sempre que queira.
    Uma nova etapa ia começar para mim, e para o Aníbal era o fim de um problema que lhe podia custar o seu precário trabalho, mas era melhor aquele que nenhum, e depois se veria.
    Um quarto bem limpo, e arrumado só para mim, com um WC só para para o andar. O padre tinha os aposentos dele no rés do chão, as limpezas a fundo eram feitas pela irmã dele que vinha lá periodicamente.
    Tudo tinha sido esclarecido, e organizado á boa maneira helvética, ele iria me tentar arranjar um trabalho, enquanto hospede eu ajudava na lide da casa. Aos domingos acompanhava-o a 4 paróquias onde ele era o responsável católico, fazendo especie de sacristão nas eucaristias dominicais.
    Ensinou-me também a trabalhar com a fotocopiadora para fazer o boletim paroquial para as 4 paroquias, a arrumar a cozinha á maneira dele, especialmente os copos deviam ser lavados em água o mais quente possível, para ficarem sem traças, mais alguns biscates no jardim.


    (Continua...)


    Ligações e créditos:

  • Capitulo XX


  • Golo do Fajões - Resultados 28ª jornada

    Aqui ficam os resultados da 28ª jornada do Golo do Fajões.

    O Grupo Desportivo de Fajões recebeu o Oiã, terceiro classificado e obteve um empate a uma bola.
    Nesta jornada,dois participantes (Nino_Silence e Tono) acertaram no resultado. O topo da tabela continua na mesma. A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado no empate + 2 ponto por ter acertado no resultado final).

    Tabela Classificativa:


    -
    -













    terça-feira, março 21, 2006

    II Curso de iniciação à Internet


    Depois do sucesso do primeiro curso sénior de iniciação à Internet, a Junta de Freguesia volta a apostar nas novas tecnologias e abriu as inscrições para mais um curso. Recorde-se que o curso é gratuito, sendo dirigido somente a pessoas com idade superior a 35 anos, que saibam ler e escrever e com vontade de aprender.

    As inscrições estão abertas até dia 24 de Março na secretaria da junta de freguesia. Para se inscrever deverá ser portador do B.I. e do cartão de eleitor.

    20000 visitas!


    No dia de ontem, por volta das 18.30 horas o Diário de Fajões atingiu o recorde de 20000 visitas. Sensivelmente um ano e meio depois da sua inauguração, o número de pessoas que já leram o blog é bastante positivo, o que mostra que o trabalho aqui realizado é visto com bons olhos. Importa salientar que este número de visitas deve-se ao trabalho feito por todos aqueles que contribuem, uns mais que outros, e não apenas de uma só pessoa.
    O Diário de Fajões conta também com o suporte de uma fotopage, que possui num total de 438 fotos, todas relacionadas com acontecimentos que ocorreram em Fajões.

    Volto a relembrar o mail, para quem quiser enviar noticias, artigos, criticas, etc. O mail é Sousa1982@sapo.pt

    Por tudo isto... obrigado a nós.

    segunda-feira, março 20, 2006

    28º jornada: G.D.Fajões 1 - 1 Oiã


    Num jogo em que nada se decidia, ou quase nada se decidia para o Grupo desportivo de Fajões, este recebeu a equipa do Oiã em casa alcançou um empate a uma bola.
    Mais uma vez, quase que se contavam os adeptos pelos dedos, as equipas não praticaram um futebol bonito, o que juntando à chuva que se fez sentir, tornou o jogo um pouco desagradável. O resultado acaba por se adequar àquilo que as equipas produziram.

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XX - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XX

    Finalmente chego em frente á igreja de Cressier, pergunto a uma senhora que me confirma o que já supeitava, a casa do padre era de facto aquela que eu já tinha visto, mesmo em frente á igreja, uma casa de construção tipica da região ,de côr rosa esbatida, com uma pequena cruz na parte da fachada central.
    Tive momentos de hesitação, mas uma força interior me ocorreu mais uma vez, afinal nada tinha a perder, e preso não deveria ir, pois um padre não me iria denunciar só porque o meu único crime era o de tentar arranjar um trabalho para melhorar a minha vida.
    Seriam umas 15h, entro no pequeno jardim, subo os poucos degraus de acesso á porta principal, encho-me ainda mais de coragem e toco á campaínha, suspense, retenho a respiração, estará alguém em casa? qual será a reacção do padre? passado algum tempo a porta abre-se timidamente, aparece um homem baixo, forte, cara larga, com largo sorriso, vinha de avental á cinta. Digo o clássico"bonjour monsieur", e entrego-lhe o meu bilhete, o homem com ar muito curioso começa ali mesmo a ler o texto, ficando eu na expectativa enquanto ele lia, e a perguntar a mim mesmo que irá acontecer. Olha para o padre enquanto ele lê, e vejo ele abanar abanar a cabeça com ar de compaixão.
    Acaba a leitura o padre olha para mim com um largo sorriso de confiança, põe-me a mão no ombro e manda-me entrar. Dirige-me para a cozinha, manda-me sentar na mesa e prepara-me uma refeição, á base da cozinha Italiana, massa com molho, mais salada, digo-lhe muito obrigado, mas que não tinha fome por momento, ele insiste e eu lá como o que posso. No final, e talvez para me meter mais em confiança, e familarizar, pergunta-me meio por gestos, meio por palavras, se não me importo de lavar a loiça, enquanto ele ia até ao escritório fazer uns trabalhos para a paróquia.
    De um momento para o outro senti-me como já nos conhecessemos á muito tempo, aquela confiança que ele depositara em mim assim de repente, me deu uma autoconfiança enorme, senti o fim de todos os meus problemas, senti que tinha feito a boa escolha, e pensei quando o Aníbal souber da minha ideia vai ficar admirado, pois tive o cuidado de ter preparado tudo em segredo. Estava ansioso por dizer á minha querida esposa o que me estava acontecer, Assim em poucos minutos fiquei tão contente como se tivesse arranjado o trabalho sonhado, pois afinal se o padre tem esta confiança em mim, é porque compreendeu a minha situação, e me vai ajudar.

    (continua...)

    Ligações e créditos:

  • Junta Freguesia de Fajões
  • ">Capitulo XIX

    domingo, março 19, 2006

    NOTÍCIAS CURTAS... do país

    1 - REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA: a nossa

    Recentemente muito se tem falado na reorganização administrativa do nosso país, situação que é aceite pela maioria, como uma forma de poupar meios escassos. Existirem freguesias em que o nº de habitantes não dá para formar uma lista para as eleições, ou um lote enorme de freguesias inseridas nas nossas grandes cidades, são situações que roçam o absurdo e que ficam caro ao país. A necessidade de resolução do problema parece ser pacífica (67,5% dos portugueses concorda), mas isto é aparente, porque os visados não aceitam essa reorganização.

    A Câmara Municipal de S. João da Madeira, aproveitando este momento de estudo sobre o assunto enviou um texto ao Ministério da Administração Interna e aos diferentes grupos parlamentares da Ar, onde propõe a "sua" reorganização, de forma a englobar duas freguesias do concelho de Stª. Maria da Feira, Milheirós de Poiares e Arrifana, e mais duas do nosso concelho, Macieira de Sarnes e S. Roque.

    A resposta não se fez esperar. Em conjunto os Municípios que se sentiram lesados nas suas fronteiras, remeteram um outro texto, aos mesmos destinatários do de S. João da Madeira, manifestando toda a receptividade em absorverem o concelho/freguesia de S. João da Madeira.

    2 - BOLSA: a febre continua

    A Bolsa portuguesa continua a registar uma agitação como já não era visto há muito tempo. Sinal de que o país vai bem? Não, apenas denota que os mais diversos agentes económicos passaram a ter mais confiança no futuro do país e como tal, resolveram arriscar mais o seu dinheiro. O PSI-20, índice da Bolsa portuguesa formado pela cotação de 20 dos títulos mais representativos, atingiu um valor que já não era visto nos últimos 5 anos.

    Não esqueçamos que tudo começou com a iniciativa de Belmiro de Azevedo ao fazer uma oferta sobre a PT. Quanto mais não seja, só por isso, o país já está a lucrar. Mas a agitação atinge os Bancos, a EDP, a Cimpor, a Cofina e outras empresas.

    A mais recente é a proposta do BCP em adquirir o BPI. Com o anúncio do despedimento de 3000 empregados, caso a operação se realize, os trabalhadores dos dois bancos já manifestaram os seus receios do futuro.

    3 - ACIDENTES: 2005

    * Segundo os dados recolhidos pelo Observatório da Segurança Rodoviária, a média diária de acidentes rodoviários, durante o ano passado, foi de uma centena, com três mortos, dez feridos graves. Apesar de serem números assustadores, representam uma melhoria muito significativa em relação ao ano anterior. Contudo, se os automóveis registaram melhorias significativas, nos veículos de duas rodas, verificou-se um agravamento.

    * Num espaço de três horas, em Espanha, naquela que é conhecida pela "estrada da morte", dado o nº de emigrantes portugueses que aí têm deixado as suas vidas nas idas e vindas dos seus países de acolhimento, morreram mais três operários da construção civil, que trabalhavam em Espanha.

    4 - WIDEFORM: o sucesso de um português

    É o nome de uma empresa que está classificada entre as 500 maiores desse vasto continente que é a Austrália. O seu responsável recebeu o galardão de "empresário do ano". O seu fundador é o actual director-geral detendo a maioria do capital social. Chama-se Fernando Ferreira, emigrou para a Austrália há 36 anos onde começou a trabalhar como assistente de pedreiro.

    5 - AVIAÇÃO: aeroportos

    Numa recente avaliação à satisfação dos passageiros relativamente aos aeroportos nacionais, a melhor classificação foi atribuída ao Aeroporto Sá Carneiro, na zona do Porto. Em simultâneo, a TAP anunciou a retoma de voos directos, deste aeroporto para o Brasil e para os EUA.

    6 - CAMPEONATO DO MUNDO DE ATLETISMO: medalha de bronze

    NAIDE GOMES, a atleta portuguesa especialista no salto em comprimento, arrecadou o terceiro lugar, na competição realizada em Moscovo, no domingo passado.

    7 - SUICÍDIOS

    Portugal tem uma taxa anual de 5 suicídios por 100 mil habitantes, à semelhança dos outros países Mediterrânicos, uma das mais baixas da Europa. A taxa do Sul de Portugal é superior à do Norte, sendo o concelho de Odemira aquele que regista o valor mais elevado.

    Por: Manuel Rui Pinho

    sábado, março 18, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IXX - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XIX

    Descemos para Neuchatel ao fim da tarde, á boleia para poupar alguns cobres, no trajecto passamos por uma operação de stop da polícia, felizmente tudo se passou bem, mas não ganhamos para o susto.
    Com o passar do tempo, o dinheiro já começava a escassear, pois tinha de comprar alguma comida, mais as deslocações em comboio para a procura de trabalho, embora muitas das minhas deslocações fossem á boleia. O Aníbal começava a ficar preocupado, pois o seu patrão já começava a suspeitar da minha presença.
    Sem saber bem o que mais fazer de repente tive um ideia no minímo original. Escrever os meus problemas, e sonhos ao padre da paróquia de Le Landeron. Para isso socorri-me do meu dicionário, Português-Francês básico, e sem ligar muito aos verbos, utilizei as palavras mais directas. Tentei pintar o quadro mais escuro ainda do que ele era, inclusivé que já estava a passar fome, o que no fundo não era inteiramente falso. Tinha sido educado que para arranjar um trabalho, ou obter algum favôr, deve-se contar uma história o mais dramática possível.
    Depois de escrita a minha trágica história, enchi-me de coragem meti o meu precioso papel ao bolso, e fui até á igreja de Le Landeron, pois se havia uma igreja devia haver um padre, Rondo a igreja mas não vejo jeitos de nada, há um senhor já idoso ao lado da igreja que me olha com ar interrogativo, com o meu francês rasca perguntei onde morava o padre da terra, ele explicou-me verbalmente, apontando ao mesmo tempo para a igreja de Cressier, cuja torre sineira se via perfeitamente aí a uns 3 km, dizendo que era lá que habitava o pároco da Le Landeron.
    Agradeci e meti-me a pé até Cressier, estava determinado acabar com a minha situação, e quem sabe o padre não tivesse compaixão e me podesse arranjar um trabalho, pois devia ter muitos conhecimentos.
    Uma boa meia hora de caminho, na planicie, sempre com a torre sineira como ponto de referência, sentia no meu interior uma força e optimismo bastante fortes.

    (Continua...)

    Ligações e créditos:

  • Capitulo XVIII

  • sexta-feira, março 17, 2006

    Rastreio auditivo na junta de freguesia grátis


    No próximo dia 19, domingo, irá ter lugar na sede da junta de freguesia um rastreio auditivo. Este "pequeno" exame á audição será feito por especialistas de forma gratuita. para tal, deve dirigir-se à junta de freguesia entre as 9.30 e as 12.30 horas. Numa iniciativa levada a cabo pela junta de freguesia e que é sempre de louvar.
    Note-se que o rastreio é aberto a toda a população em geral.

    quinta-feira, março 16, 2006

    Golo do Fajões - Palpites para a 28ª jornada


    Estão abertos os palpites para a 28ª jornada do Golo do Fajões.
    Depois da derrota frente ao segundo classificado, o F.C.Arouca, o Grupo desportivo de Fajões recebe no Campo das Cruzes o Oiã, terceiro classificado. Antevê-se mais um jogo complicado para o Fajões, que pode quase encarar este jogo como para "cumprir calendário". Recorde-se que o Fajões ocupa o décimo oitava lugar.
    O jogo tem início pelas 15.00 horas.

    Fajões em foco - Por causa da postura de trânsito e da pedreira

    Se no caso das alterações à postura de trânsito nas ruas pedonais, decorrentes das obras ali efectuadas, com uma ou outra sugestão, não houve quaisquer problemas, a da freguesia de Fajões suscitou muita celeuma, tendo a bancada do PSD sugerido mesmo a retirada daquele ponto para correcção do que estava menos bem e posterior apresentação.

    Muito "pingue-pongue" verbal
    O presidente da Junta de Cesar alertou para "algumas irregularidades, nomeadamente a colocação de lombas na EN 327, a colocação de sinais em locais apenas identificados com o nome dos proprietários confinantes". No entender de Rodrigo Silva, a Assembleia Municipal não deveria votar aquilo que não lhe diz respeito.
    O seu homólogo de Fajões regozijou-se com a chegada do documento à Assembleia Municipal, porque, disse, andava na Câmara Municipal desde Março de 2003, "já tinha sido perdido por duas vezes". Quanto às eventuais incorrecções, Luís Filipe Oliveira afirmou que não era técnico, não punha em causa os pareceres dos técnicos da Câmara.

    Apelo à tolerância resulta
    A questão suscitou num "pingue-pongue" verbal, chegando-se mesmo a colocar em causa o trabalho feito pelos técnicos da Câmara que colaboraram no trabalho e o próprio executivo que o aprovara por unanimidade. O vereador responsável esclareceu que a Câmara Municipal "aprovou a proposta de postura de trânsito dentro do máximo respeito pelas decisões tomadas pelos órgãos autárquicos da freguesia, que melhor do que ninguém conhece o local.
    A discussão prosseguiu, o que levou o presidente da Junta a afirmar que "nunca houve aqui uma discussão tão acesa sobre este assunto", enquanto o Dr. Vieira Dias apelou à tolerância, aproveitando o que pudessem, sendo o resto corrigido.
    Foi o que acabou por prevalecer. A assembleia aprovou por unanimidade o documento, sob compromisso da Junta de Freguesia e a Câmara Municipal apresentarem na assembleia respostas a todas as dúvidas levantadas.

    Utilidade para a pedreira
    A atribuição de utilidade para a economia do concelho à empresa Moreira Pinto e C.ª L.da também suscitou muita discussão e levou mesmo o presidente da Junta de Freguesia de Fajões a sugerir que o ponto fosse retirado da ordem de trabalhos, no que seria acompanhado por outros membros da Assembleia Municipal ligados à oposição.
    Luís Filipe Oliveira lembrou que em 29 de Abril de 2004 a Assembleia Municipal aprovara "a desafectação de um troço de 200 metros do caminho público, mas que a legalização daquela via ainda não está feita, pelo que só depois estaremos em condições de abordar este assunto, além de que a empresa ainda não cumpriu o acordado com a Junta de Freguesia".

    Dúvidas adensam-se
    Por seu turno, Fernando Pais alertou que o aumento de 10.000 m2 da pedreira "significará algum impacto ambiental". Sempre com ressalva, com base em informações de duas pessoas que o acompanharam no local, o eleito do PS referiu que "há uma deliberação desta assembleia que faz a desafectação de um caminho público na extensão de 200 metros, bem como um compromisso da empresa de arranjar um caminho público que desse acesso à EN 327. Disseram-me, prosseguiu, que a sociedade delimitou a propriedade a Sul em mais 50 metros, pelo que não pôde dar cumprimento ao aqui deliberado".
    O Dr. Fernando Pais foi mais longe e acrescentou que a empresa procedera ao arrendamento a terceiros do terreno necessário para fazer a referida ligação. Isto deve preocupar-nos porque no final do contrato, os senhorios tapam e ficamos sem acesso à EN 327". Por outro lado deu conta de informações que trazem a conhecimento que quando chove o rio fica inundado com os detritos e dejectos da pedreira".

    Acordo por cumprir
    Tal como o seu conterrâneo, Fernando Pais sugeriu a retirada do ponto da ordem de trabalhos, a fim da assembleia saber se a empresa está a cumprir o acordado com a Junta de Freguesia, se já resolveu o acesso à EN 327 através de caminho público e se há algum impacto ambiental decorrente da situação da pedreira.
    Da bancada do Partido Comunista, Óscar Oliveira acrescentou ao que fora aduzido, a audição da população local, "para não a virarmos contra nós. Relativamente à pedreira, duvido que haja algum estudo de impacte ambiental".
    O vereador Ricardo Tavares esclareceu que à Câmara compete apenas o licenciamento de obras, a de exploração compete a outras entidades.
    O presidente da Junta de Fajões esclareceu que a empresa ainda não tinha feito o nivelamento e asfaltamento da rua desde o Grupo Desportivo até à EN 327, manter em bom estado os dois troços de caminho que foi cortado, a segurança da parte alta da pedreira e 30.000,00 euros em dinheiro. Se em dois anos e três meses a empresa não cumpriu, não é agora que o vai fazer, se não for pressionada", acrescentou Luís Filipe Oliveira.

    Proposta chumbada
    A proposta de retirada do ponto da agenda de trabalhos acabou por ser chumbada, com a oposição da bancada do PSD, partido que votaria favoravelmente a atribuição de utilidade para a economia do concelho à empresa que explora a pedreira.
    O tema não ficaria por ali, já que no período reservado ao público, Manuel Carvalho e Jorge Paiva intervieram para falar sobre os temas. Manuel Carvalho lembrou que a freguesia de Fajões andava há três anos à espera e que "Foi prometido aprovar a toponímia antes das eleições". O orador perguntou ainda se as decisões tomadas em Assembleia de Freguesia são para cumprir ou não.
    Por seu turno, Jorge Paiva acusou a Junta de Fajões de, em reunião da Assembleia de Freguesia de 26 de Dezembro de 2003, ter feito aprovar, num ponto que não constava na ordem de trabalhos, a venda do caminho confinante à empresa que explora a pedreira, quando só em Março de 2004 é que pediu à Câmara a desafectação do referido caminho, que seria aprovada pela Assembleia Municipal em Abril do mesmo ano.
    Contudo, acrescentou Jorge Paiva, em Janeiro desse mesmo ano a Junta de Freguesia já tinha celebrado um acordo com a empresa da pedreira mediante certas contrapartidas. De acordo com Jorge Paiva o negócio é ilegal porque carece de autorização e não foi levada à Assembleia de Freguesia a proposta de doação.

    Ligações e créditos:

  • Correio de Azeméis

  • Videolog - 5 - Talvez o momento mais arrepiante do futebol mundial: You`ll never walk alone


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    quarta-feira, março 15, 2006

    A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XVIII - Autor: Albino Pinho

    Capitulo XVIII

    Foi assim que comecei cheio de entusiasmo, e determinação, a procurar trabalho nos restaurantes da praça de Le Landeron, tudo estava completo! Depois os mesmos pedidos em algumas pequenas industrias da zona, tudo negativo: desloquei-me no comboio regional até ás aldeias vizinhas, de Cressier, Cornaux e La Neuville, esta já na Suiça Alemã, os resultados pouco variavam, continuava ainda sem qualquer trabalho, mas alguma coisa iria concerteza aparecer. Lembro-me nesse dia avistar ao longe numa pequena colina, uma construção tipo castelo , que visto de longe dava a ideia ao local uma beleza invulgar, o enquadramento do local, com as montanhas do Jura por trás, soube que era uma clínica privada, e que haveria possibilidades de trabalho, não descansei enquanto não lá não cheguei, e foi sempre sempre com esse monte onde assentava essa clinica, como referência, que a pé fui subindo aos zigs zags a estrada que finalmente alcancei o objectivo, depois de uma boa meia hora de caminhava, tanto esforço para uma resposta negativa, rápida e mal humorada.
    No dia do jogo em Neuchatel, aproveito vou mais cedo, e percorro alguns restaurantes da cidade a pedir um trabalho para plongeur, tudo completo! Ainda tenho tempo de ir apreciar a beleza do lago, a limpeza das suas margens, e transparência das suas águas.
    A noite chega, e lá vou eu ver o Xamax - Hamburgo, o ambiente era frenético, estádio cheio 25 0000 pessoas, está um frio de rachar, ainda com brisa que vem do lago mesmo encostado aso estádio, devido á minha baixa estatura tenho deficuldades em seguir o jogo, devido á grande estatura dos que me rodeiam, que não param de comer enquanto seguem o jogo, alimentos que trouxeram de casa claro. O resultado fica em 0 - 0, o Xamax eliminado, pois tinha perdido na primeira mão 2-1 em Hamburgo, no entanto a festa continuou depois do jogo até á estação dos comboios, onde me desloquei para apanhar o regional para Le Landeron.
    O meu amigo nessa noite trabalhou até mais tarde devido ao jogo, mas ainda deu para falarmos um pouco quando chegou.
    Os dias seguiam-se uns iguais aos outros, o tempo continuava instável, de parte da manhã por vezes nevava, uma neve liquida, e efémere, e da parte da tarde havia clareiras no céu com os raios de sol a aparecerem timidamente, diziam que era o inverno a despedir-se.
    Chegamos a mais um dia de folga do Aníbal, aproveitamos para ir de comboio até La Chaux-de-Fonds, pois dizia o meu amigo que lá tem uma grande colónia de emigrantes Portugueses, principalmente do concelho de Santa Maria da Feira. A cidade fica nas montanhas do Jura, a uns mil metros de altitude, havia ainda bastante neve, e gelo nas ruas, e claro bastante frio, o que me deixou bastante apreensivo para quem lá tem de trabalhar.
    Fomos ao café do Theatre, local de encontro de muitos Portugueses, muitos dos quais conhecidos do Aníbal. As novidades também não eram animadoras, muito pessoal á espera de um trabalho, principalmente na construção civil, mas devido ao tempo tudo ainda estava muito parado, aproveitamos e fomos também a uma cidadezinha próxima, fronteiriça com a França que se chama Le Locle, o cenário era quase igual.

    (Continua...)


    Ligações e créditos:


  • Capitulo XVII
  • Golo do Fajões - Resultados 27ª jornada


    Aqui ficam os resultados da 27ª jornada do Golo do Fajões.

    O Grupo Desportivo de Fajões deslocou-se ao campo do Arouca,efoi derrotado por três bolas a uma .
    Nesta jornada,apenas um participante (Leiteiro) acertarou no resultado.A chave da jornada foi a seguinte: (1 ponto pela participação + 1 ponto por ter acertado na derrota + 4 ponto por ter acertado no resultado final).

    Tabela Classificativa:


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