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sexta-feira, março 24, 2006

50 anos do rancho Folclórico - II - Ao serviço do folclore e da etnografia - Por: António Rebelo

O rancho nasceu a propósito de um cortejo a favor das obras da igreja matriz, em que cada lugar se fazia representar. Foi durante esses cortejos que, graças ao entusiasmo das gentes dos lugares mais a Sul da freguesia, Casalmarinho e Passos, surgiu a semente que haveria de dar corpo ao Grupo Folclórico "As Ceifeiras" de S. Martinho de Fajões.
De facto o bairrismo suscitado pelos referidos cortejos, com cada um a querer superiorizar-se ao outro era notório. De acordo com escritos da época, os dos lugares a Norte terão acicatado o brio dos da zona Sul, que para lhes dar resposta prepararam um cortejo "altivo e pomposo", que fechava com um rancho de rapazes e raparigas, que ao som de instrumentos regionais cantavam e dançavam modas da região.
Passado o cortejo, porque agradou, o grupo continuou a ensaiar no lugar de Passos e a dar corpo às danças e cantares das desfolhadas e das romarias.

Federado em 1978
A princípio, e até 1978, altura em que o grupo se filiou na Federação do Folclore Português, as senhoras vestiam saia preta comprida, com duas espigas de centeio e uma foicinha bordadas, blusa branca e paletó preto, chapéu à velhinha, lenço na cabeça em lã fina com umas florzinhas em rosa e verde clarinho, avental às flores e nos pés meia branca e chinelos. Por seu turno, os homens utilizavam calça, casaco e chapéu preto, camisa branca e sapato.
Quando em 1978, o Grupo Folclórico "As Ceifeiras" se filiou na Federação de Folclore Português teve que fazer uma aturada recolha de trajes, músicas e danças, na procura da verdadeira identidade etno-folclórica desta região.

Marcos importantes
Porém, até essa data o rancho conheceu marcos importantes. Em 1960 e 1961 fez-se ouvir no programa, "Do Minho ao Algarve", do Prof. Armando Leça, através da emissora Rádio Clube Português. Em 25 de Abril de 1963 participou nos estúdios da RTP, no Monte da Virgem, no programa "Poesia, Canto e Dança" do saudoso poeta Dr. Pedro Homem de Melo.
Em 1962, com a dança "Vira trespassado", o Grupo Folclórico "As Ceifeiras" alcançou, ex-aequo, com um de Ovar, o primeiro prémio do Concurso Folclórico do Distrito de Aveiro. Ainda em termos de participações em importantes certames folclóricos, "As Ceifeiras" participou nos IV, V e VI Festivais Folclórico Luso-Espanhol de Folclore de Cidacos, respectivamente a 25 de Junho de 1960, 9 de Julho de 1961 e 8 de Julho de 1962.

A internacionalização há alguns anos
Organizou o I Festival de Folclore de Fajões e m 24 de Abril de 1960, evento que repetiria a 19 de Maio de 1963 e que desde há mais de 20 anos, ininterruptamente, leva a cabo.
A 7 de Julho de 1963, alternando com grupos portugueses e espanhóis, participou no IV Festival Luso-Espanhol de S. Martinho do Campo. (Santo Tirso), enquanto um ano depois, a 26 de Julho de 1964, interveio no conceituado Festival da Meadela (Viana do Castelo).
Mais recentemente, o rancho internacionalizou-se, tendo mostrado as danças e cantares desta região em França (Pau e Lucé) e na Suiça. Outro momento alto foi a deslocação à ilha de S. Miguel, nos Açores
Actualmente, ao todo, o Grupo Folclórico de Fajões canta e dança mais de 30 números, onde sobressaem os viras, acompanhados por uma tocata composta por acordeões, concertina, violão, viola braguesa, cavaquinhos, ferrinhos, reco reco, bombo e castanholas.
Da fundação restam apenas dois componentes, Laurinda Oliveira e Manuel Coelho dos Santos.

Fonte:
  • Correio de Azeméis

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