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quarta-feira, março 01, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XII - Autor: Albino Pinho

Capitulo XII

Mesmo sem o minímo de condições, ainda deu para passar pelas brazas repousando a cabeça com a mala branca a servir de travesseiro. Entretanto tinha chegada a hora dos inúmeros comboios começaram a circular para os diversos destinos, e de repente a Gare ficou inundada de gente, era um frenezim ineterrupto. Fomos fazer a toilette aos wc da gare de Cornavin, comi mais umas sandes com os amigos de viagem, no grupo o tal que arranha o Francês, e é a esse mesmo que pedi que me comprasse um bilhete de comboio para Neuchatêl, aproveito ainda para numa das cabines da estação ligar para a nossa vizinha em Portugal Sra.Isaura e pedir para dizer á minha esposa que cheguei bem, que breve lhe escreverei. Não me posso demorar, pois os telefones a moedas são um roubo, elas desaparecem umas atrás de outras, por vezes estamos mais preocupados em ver o saldo na máquina do que com a conversa, com medo de a conversação caír de repente. Tenho de gerir bem os 125 sf que me restam, até ganhar algum, pois o dinheiro do táxi, mais o que emprestei ao Júlio (baguiço) não estavam no programa. Já com o bilhete na mão, esse amigo ainda me explicou a diferença entre um directo e um regional. No meu caso o bilhete era directo, quer o comboio só pararia nas principais cidade, até chegar a Neuchatêl. Não esquecer de mudar de comboio em Lausanne, o que aumentava a minha angústia.Mas ao mesmo tempo, dáva-me algum alento, afinal já estava na terra prometida. o resto com Deus tudo se arranjará, se os outros conseguiram, eu também hei-de conseguir, pois vontade não me falta. Como ainda tinha mais de uma hora para o comboio partir, ainda tive tempo para fazer um pequeno passeio pelas redondezas da gare de Cornavin com o grupo. A manhã estava glacial, com uma ligeira brisa de cortar, lanço o meu olhar em redor e avisto uma enorme montanha com o cume todo coberta de neve, era a montanha du Salleve com os seus teleféricos que circunda a cidade de Genebra. Tudo é demasido limpo, e lindo, em relação ao meu torrão natal, mas este frio atormenta-me, e penso será que alguém consegue trabalhar no exterior com este frio? Entretanto o grupo começa a aumentar, pois aparecem mais alguns que já estavam em Genebra, e que vinham esperar alguns do grupo, ainda deu para nos deslocar a um café próximo, para tomar alguma coisa, e trocar dois dedos de conversa com os recem chegados, um apalpar de pulso sobre as possibilidades de trabalho em Genebra, só ouço noticías pessimistas, que falam de policías á procura de clandestinos, o que reforça a minha decisão de rumar ao norte, e deixar esta porta da Suiça, onde toda gente chega, e que lógicamente mais fácilmente são controlados, fico mesmo com uma espécie de psicose negativa a tudo quanto é polícia.

(Continua...)

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