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segunda-feira, março 06, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XIV - Autor: Albino Pinho

Capitulo XIV

Levanto a mala branca e á boa maneira Portuguesa começo a cortar caminho, e a caminhar direitnho á estação que fica em frente, de linha em linha vou avançando, sempre com cuidado não vá vir algum comboio. Eis que de repente ouço um enorme berro....... Hombreeeeee!!! Fico paralisado ! que será? será para mim? que fiz eu de mal? olho na direcção do enorme berro, e avisto um homem ao longe vestido com uma farda laranja, com materiais de limpeza, pois andava a limpar o interior de alguns comboios que estão parados que gesticulando, e com cara de poucos amigos que faz sinais para parar.
Não há dúvida é para mim, mas que fiz eu? assim faço o homem deixa as suas ferramentas de trabalho (limpezas) e num ápice chega ao pé de mim, com cara de poucos amigos. Era Espanhol, olha-me com cara de espanto e diz em castelhano... és Portugué?, eu disse que sim. ele disse-me tu vis-te o que fizes-te ? eu disse não, que é que eu fiz? diz ele tu não sabes que não se pode atravessar as linhas a pé, é perigoso e proibido. está marcado naquelas tabuletas, quando sais do comboio descer para o tunel por debaixo das linhas e depois segues até subir já dentro da estação e aí seguir o teu destino.
Acompanhou-me até ao dito túnel, depois de lhe ter contado a minha atribulada viagem, mostrei-lhe a direcção do amigo Aníbal, ele disse-me que era perto, disse-me como devia fazer, assim como comprar o bilhete numa máquina que tem em todas as estações. Depois era esperar na linha certa , pois havia indicações bem precisas para os destinos de cada comboio. Uma vez dentro do comboio era ir sempre atento até chegar a La Landeron, e aí saír.
Tudo correu bem com a compra do bilhete. ainda me sobra algum tempo, no buffet da gare compro um salsicha aquecida em vapor, com mustarda enfiada num pão longo, acompanho com uma cerveja de pressão, soube-me muito bem. Entro no comboio para a última etapa, da viagem, a do tudo ou nada, se o Aníbal ainda lá trabalha, estou safo por agora! se já não se encontra neste endereço, estou perdido.
O comboio arranca, as pequenas estações sucedem-se, Marin, St. Blaise, Cornaux, Cressier, até que a voz anuncia a próxima será La landeron!!! ponho-me já de pé com a minha mala branca, o comboio vai quase vazio.
Finalmente cheguei, desço juntamente com uma senhora idosa, que me sorri timidamente. Mostro-lhe o endereço do Hotel Suisse, ela fala e aponta para o fundo de uma estrada plana que para mim nunca mais tinha fim. Penosamente vou caminhando e parando, para descançar, a mala branca pesa chumbo, a estrada desce ligeiramente, já avisto o Hotel lá ao fundo, único na terra. E agora ? não posso recuar, não tenho nada a perder. Por fim chego de frente ao humilde Hotel Suisse de Le Landeron, onde talvez ainda trabalhe o meu amigo.
Chegou a hora da grande emoção, timidamende e dirijo-me á recepcionista que olha com ar desconfiado, digo o habitual bonjour, das poucas palavras que sabia, e entrego o nome do meu amigo Aníbal num papel, espero ansiosamente que ela me dê uma resposta positiva, senão estou perdido.


(Continua...)


Ligações e créditos:


  • Junta Freguesia de Fajões
  • ">Capitulo XIII

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