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quinta-feira, março 09, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XV - Autor: Albino Pinho

Capitulo XV

Ela olha-me com um sorriso largo, e falando, ao mesmo tempo que gesticula, me escreve o n° de quarto num papel, agradeço e quase sem respirar vou subindo as apertadas escadas até ás aguas furtadas.
Finalmente detenho-me em frente da porta com o n° do meu amigo. São 14.30h, bato ligeiramente na porta, para não alertar os hospedes do hotel. Após alguma excitação a porta abre-se, e com um ar, ensonado, e incrédulo o Aníbal olha-me por uns instantes, e sem parecer querer acreditar no que via, me diz, assim a medo, tu por aqui? sim vim tentar a minha sorte digo eu, entra entra alguém pode ver, diz ele.
Que alívio!!! o quarto é mínusculo, mas muito bem arranjadinho. Arrumo as minhas coisas, por instantes. Aníbal, diz-me que poderei ficar, na condição de ter muito cuidado para não ser visto, pois se o patrão Italiano desconfia que está lá alguém a dormir ilegalmente, perde o trabalho, pois trabalha ao negro.
A minha moral sobe enormemente, encontrar uma amigo verdadeiro, que me dá abrigo para tentar a minha sorte, afinal as coisas já estão a correr bem, penso que fiz bem eu não ficar em Genebra no meio daquela confusão.
Vou tomar um duche, sinto-me muito melhor, mesmo muito contente, como é bom ter amigos!!!
Aníbal diz-me que é caçaroleiro no hotel, trabalha das 9h até ás 14h, e depois das 17h até ao fecho do hotel, que pode ser até ás 24h ou mais , depende dos clientes, tudo por 800sf mensais, (32 contos aprox na altura.) cama e mesa, trabalho penível, ainda para mais por causa da sua deficiência fisica, tem uma perna ligeiramente mais curta, mas que é melhor que nada, o problema é não ter papéis, tem de ter muito cuidado com a Policía, pois se fôr apanhado seguramente que é expulso, e seria o fim do sonho.
Conversamos mais um pouco, e depois fomos abrir um pequeno divã a um canto que ia ser a minha cama durante a minha estadia.
A hora do meu amigo ir trabalhar chegou depressa. antes de descer lembrou-me mais uma vez como devia fazer para sair sem dar nas vistas, por uma porta das traseiras.


(Continua...)


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