Toda a informação relacionada com a freguesia de Fajões; AGENDA: 29/01 - S. Roque - Fajões (15.00 horas)// TODOS OS COMENTÁRIOS SÃO DE TOTAL RESPONSABILIDADE DOS SEUS AUTORES

segunda-feira, março 13, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XVII - Autor: Albino Pinho

Capitulo XVII

Chegados á estação de Neuchatel, o nosso amigo Manuel já nos esperava, e foi com um enorme abraço que me recebeu, por breves momentos falamos um pouco de tudo, e marcamos um encontro para o dia seguinte, pois é o dia de folga do Aníbal, e vai dar para conhecer melhor os cantos á casa.
Regressamos no comboio regional a Le Landeron, pois o meu amigo tinha de recomeçar o trabalho da noite.
Começo a ganhar mais confiança, afinal como é bom ter amigos, e tenho aqui dois dos meus melhores colegas de trabalho, que me dão bastante confiança.
Aníbal sobe mais cedo, e aproveitamos para as primeiras lições de Francês, para no dia seguinte começar a atacar o mercado de trabalho.
Segunda de tarde rumamos mais uma vez no regional ao nosso encontro em Neuchatel, cada vez sinto o meu ego maior, o Manuel apresenta-nos ao seu colega caçaroleiro, ou "plongeur" como se diz em francês.
Demos algumas voltas pela cidade, muito linda e asseada, com o seu enorme lago. Como adoro futebol ficou acordado o Manuel me comprar um bilhete (10 sf) para quarta-feira próxima dia 24 ver o jogo da segunda eliminatória da taça das cidades com feira, entre o Neuchatêl Xamax e o famoso Hamburgo. O Xamax tinha eliminado o meu Sporting na eliminatória anterior, empatando em Alvalade a zero e ganhando aqui no estádio da Maladiére por 1-0. A euforia na cidade era enorme, com cartazes por todo o lado a anunciar o grande jogo. O clube nunca tinha chegado tão longe, eu até pensava que esta euforia podia ser benéfica para eu arranjar um trabalho, talvez na hotelaria a plongeur.
Regressamos a casa, no outro dia saí cedo pela porta do cavalo para não dar nas vistas, fui comprar algumas cervejas, leite, pão e salsichas, que através de uma janela, guardava no telhado, pois as temperaturas exteriores, principalmente á noite eram equiparadas ás de um frigorifico, ou congelador. Pois o Aníbal não me podia trazer sempre o comer gratuíto, correria riscos
Aproveitei para conhecer bem Le Landeron, o seu burgo, assim como comercios e industrias. A aldeia era, e é, muito bonita e arranjada, bem plana, com a sua praça medieval toda fechada, as suas torres com relógio, os seu fontenários na praça central, as suas portas de entrada bem conservadas. Os arredores, pertencentes á aldeia são também magnifícos, as suas hortas, bem esquadradas nas margens do canal do Thillel que liga o lago de Neuchatel ao lago de Bienne, as suas famosas vinhas já na encosta do Jura.
Já aprendi a dizer as tais frases básicas para poder procurar trabalho, que eram mais ou menos assim, Bonjour, je cherche du travail! (bom dia eu procuro trabalho) depois esperava a resposta que era quase sempre a mesma, Vous avez de pérmis? (você tem papéis de trabalho) eu claro dizia que não, a resposta quase imediata era NON, ou on n'est au complet (estamos completos). Se a conversa se prolongava com outras questões, já era muito dificil eu acompanhar, por vezes compreendia mas não sabia os termos de resposta.

(Continua...)

Ligações e créditos:

  • Capitulo XVI

  • 0 Comentários:

    Enviar um comentário

    Links to this post:

    Criar uma hiperligação

    << Home