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quarta-feira, março 15, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XVIII - Autor: Albino Pinho

Capitulo XVIII

Foi assim que comecei cheio de entusiasmo, e determinação, a procurar trabalho nos restaurantes da praça de Le Landeron, tudo estava completo! Depois os mesmos pedidos em algumas pequenas industrias da zona, tudo negativo: desloquei-me no comboio regional até ás aldeias vizinhas, de Cressier, Cornaux e La Neuville, esta já na Suiça Alemã, os resultados pouco variavam, continuava ainda sem qualquer trabalho, mas alguma coisa iria concerteza aparecer. Lembro-me nesse dia avistar ao longe numa pequena colina, uma construção tipo castelo , que visto de longe dava a ideia ao local uma beleza invulgar, o enquadramento do local, com as montanhas do Jura por trás, soube que era uma clínica privada, e que haveria possibilidades de trabalho, não descansei enquanto não lá não cheguei, e foi sempre sempre com esse monte onde assentava essa clinica, como referência, que a pé fui subindo aos zigs zags a estrada que finalmente alcancei o objectivo, depois de uma boa meia hora de caminhava, tanto esforço para uma resposta negativa, rápida e mal humorada.
No dia do jogo em Neuchatel, aproveito vou mais cedo, e percorro alguns restaurantes da cidade a pedir um trabalho para plongeur, tudo completo! Ainda tenho tempo de ir apreciar a beleza do lago, a limpeza das suas margens, e transparência das suas águas.
A noite chega, e lá vou eu ver o Xamax - Hamburgo, o ambiente era frenético, estádio cheio 25 0000 pessoas, está um frio de rachar, ainda com brisa que vem do lago mesmo encostado aso estádio, devido á minha baixa estatura tenho deficuldades em seguir o jogo, devido á grande estatura dos que me rodeiam, que não param de comer enquanto seguem o jogo, alimentos que trouxeram de casa claro. O resultado fica em 0 - 0, o Xamax eliminado, pois tinha perdido na primeira mão 2-1 em Hamburgo, no entanto a festa continuou depois do jogo até á estação dos comboios, onde me desloquei para apanhar o regional para Le Landeron.
O meu amigo nessa noite trabalhou até mais tarde devido ao jogo, mas ainda deu para falarmos um pouco quando chegou.
Os dias seguiam-se uns iguais aos outros, o tempo continuava instável, de parte da manhã por vezes nevava, uma neve liquida, e efémere, e da parte da tarde havia clareiras no céu com os raios de sol a aparecerem timidamente, diziam que era o inverno a despedir-se.
Chegamos a mais um dia de folga do Aníbal, aproveitamos para ir de comboio até La Chaux-de-Fonds, pois dizia o meu amigo que lá tem uma grande colónia de emigrantes Portugueses, principalmente do concelho de Santa Maria da Feira. A cidade fica nas montanhas do Jura, a uns mil metros de altitude, havia ainda bastante neve, e gelo nas ruas, e claro bastante frio, o que me deixou bastante apreensivo para quem lá tem de trabalhar.
Fomos ao café do Theatre, local de encontro de muitos Portugueses, muitos dos quais conhecidos do Aníbal. As novidades também não eram animadoras, muito pessoal á espera de um trabalho, principalmente na construção civil, mas devido ao tempo tudo ainda estava muito parado, aproveitamos e fomos também a uma cidadezinha próxima, fronteiriça com a França que se chama Le Locle, o cenário era quase igual.

(Continua...)


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