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segunda-feira, março 20, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XX - Autor: Albino Pinho

Capitulo XX

Finalmente chego em frente á igreja de Cressier, pergunto a uma senhora que me confirma o que já supeitava, a casa do padre era de facto aquela que eu já tinha visto, mesmo em frente á igreja, uma casa de construção tipica da região ,de côr rosa esbatida, com uma pequena cruz na parte da fachada central.
Tive momentos de hesitação, mas uma força interior me ocorreu mais uma vez, afinal nada tinha a perder, e preso não deveria ir, pois um padre não me iria denunciar só porque o meu único crime era o de tentar arranjar um trabalho para melhorar a minha vida.
Seriam umas 15h, entro no pequeno jardim, subo os poucos degraus de acesso á porta principal, encho-me ainda mais de coragem e toco á campaínha, suspense, retenho a respiração, estará alguém em casa? qual será a reacção do padre? passado algum tempo a porta abre-se timidamente, aparece um homem baixo, forte, cara larga, com largo sorriso, vinha de avental á cinta. Digo o clássico"bonjour monsieur", e entrego-lhe o meu bilhete, o homem com ar muito curioso começa ali mesmo a ler o texto, ficando eu na expectativa enquanto ele lia, e a perguntar a mim mesmo que irá acontecer. Olha para o padre enquanto ele lê, e vejo ele abanar abanar a cabeça com ar de compaixão.
Acaba a leitura o padre olha para mim com um largo sorriso de confiança, põe-me a mão no ombro e manda-me entrar. Dirige-me para a cozinha, manda-me sentar na mesa e prepara-me uma refeição, á base da cozinha Italiana, massa com molho, mais salada, digo-lhe muito obrigado, mas que não tinha fome por momento, ele insiste e eu lá como o que posso. No final, e talvez para me meter mais em confiança, e familarizar, pergunta-me meio por gestos, meio por palavras, se não me importo de lavar a loiça, enquanto ele ia até ao escritório fazer uns trabalhos para a paróquia.
De um momento para o outro senti-me como já nos conhecessemos á muito tempo, aquela confiança que ele depositara em mim assim de repente, me deu uma autoconfiança enorme, senti o fim de todos os meus problemas, senti que tinha feito a boa escolha, e pensei quando o Aníbal souber da minha ideia vai ficar admirado, pois tive o cuidado de ter preparado tudo em segredo. Estava ansioso por dizer á minha querida esposa o que me estava acontecer, Assim em poucos minutos fiquei tão contente como se tivesse arranjado o trabalho sonhado, pois afinal se o padre tem esta confiança em mim, é porque compreendeu a minha situação, e me vai ajudar.

(continua...)

Ligações e créditos:

  • Junta Freguesia de Fajões
  • ">Capitulo XIX

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