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segunda-feira, março 27, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XXII - Autor: Albino Pinho

Capitulo XXII

Alguns dias depois saímos á procura de trabalho, passamos por uma capela em honra de S. Ana que fica ao meio do monte em frente a Cressier, abriu a capela, mostrou-me o seu interior, do adro se podia avistar toda a lindissima região, com as sua vinhas, desde a ilha de S. Pierre onde Rousseau se refugiou, assim como todo o percurso do canal do Thilel, ligando os lagos de Neuchatel ao de Bienne.
Seguimos para a aldeia de Lignieres, ainda com muita neve, já ao meio das montanhas do Jura, mesmo ao pé do Chasseral. Entramos num café restaurante da aldeia onde o padre era bastante conhecido pela forma como foi recebido. O padre falava bastante com a patroa que me olhava com ar desconfiada, tomamos uma bebida, e já ao fim da tarde descemos rumo a Cressier, pelo caminho o padre diz-me se eu entendera alguma coisa do dialogo entre eles, eu disse que não, dizia-me ele que estivera a pedir um trabalho para mim, mas que por momento não era possível.
Depois de jantados, arrumada a cozinha, e feito mais algum trabalho para as paróquias, e algumas vezes com reuniões de paroqianos, da catequese, ou de nubentes. O resto do serão passavamos os dois a ver televisão, nos espaçosos sofás do grande salão da casa.
Ao domingo lá ia com o padre mais uma vez para as igrejas paróquias rezar missa, ficava perto do altar, tipo sacristão passivo, findo as cerimónias, o padre descia pelo centro da igreja e ficava á entrada da igreja comprimentando as pessoas que iam saíndo. Um dia levou-me a casa de um casal espanhol que tinha uma casa em Cressier, pedindo-lhe talvez se arranjavam algum trabalho para mim, esse casal disseram que estava dificil etc, outro dia repetiu a operação mas a casa de um jovem de Espinho, radicado já á muitos anos na região com os pais, mas agora a viver só, lembro-me no seu minúsculo apartamento ter um poster em tamanho real de uma jovem nua, que não pode esconder do padre, desculpando-se por isso, tendo o padre respondido com um sorriso.
O padre conta a minha situação a esse jovem, que me olha-me com ar de superioridade, e num tom um pouco arrogante, diz-me que na Suiça está bastante dificil arranjar trabalho, que há bastante desemprego, e que achava que era melhor eu regressar a Portugal, pois estaria melhor com a família, uma decepção enorme.

(Continua...)

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