A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo XXVI - Autor: Albino Pinho
Capitulo XXVI
Participo a minha decisão ao padre de regressar, não noto qualquer emoção especial no rosto dele. Inclusivé diz que acha muito bem, que devo estar com a família, que a Suiça também tem bastamtes desempregados, e que a situação não está famosa etc.
Uma enorme tristeza me invade mais uma vez, mas ao mesmo tempo um timida satisfação, de ir finalmente ver a minha querida família que parecia ter deixado á séculos, reencontrar os meus amigos, e camaradas do Sindicato, não esquecendo os bombeiros, saber se já chegou a ambulância nova. Este era ao menos o lado positivo.
Preparei a minha mala branca. infelizmente nem uns chocolates podia levar, pois não ganhara nem um franco, os trabalhos em casa do padre foram a paga para o alojamento e mesa.
Quando já tinha tudo preparado para partir, o padre veio-se despedir de mim desejar-me sorte, mandar recomendações para o padre da minha terra, dar-me alguns chocolates para os meus, e 200 francos, dizendo que bem os merecera pelos bons trabalhos que tinha feito, o que realmente era verdade.
Despedi-me e dirigi-me á estação de Cressier para apanhar o já mais que conhecido regional até Neuchatel, e aí o outro semi directo até Cornavin - Genebra, a central de camionagem, ou gare routiére, ficava mais abaixo umas duas centenas de metros.
A viagem foi quase sempre feita já de noite, mil coisas passaram pela cabeça duranre o percurso até Genebra, momentos de derrota, de alegria, de revolta, de decepção enorme. Que irão dizer as pessoas da aldeia, os amigos, e colegas de trabalho, mas afinal muito pouca gente sabia da minha aventura! e se já não me dessem trabalho na fábrica, como iria manter os meus, e pagar o dinheiro que pedi á minha mãe? que terá acontecido ao meu irmão João, e ao Júlio (baguiço)? e aquela equipa que ficou em Genebra, eu dei-lhes a minha possível direcção do Aníbal, mas não tinha a deles pois eles não sabiam onde iam ficar. Se calhar já estão a trabalhar, tiveram mais sorte que eu, fiz mal eu não ter ficado com eles em Genebra, afinal é um centro muito maior que Neuchatel e Le Landeron, e as possibilidades seriam muito maiores de encontrar trabalho.
Mais esse tormento e dúvida, será que só eu é que terei de regressar? se fôr assim a derrota será ainda maior, nem queria imaginar eu continuar no mesmo rum rum em Portugal e ver os meus amigos de viagem chegar já bem na vida com o sonhado BMW, Não era um sentimento de inveja, não senhor! era sim um sentimento de falhanço ainda maior da minha parte.
(Continua...)
Uma enorme tristeza me invade mais uma vez, mas ao mesmo tempo um timida satisfação, de ir finalmente ver a minha querida família que parecia ter deixado á séculos, reencontrar os meus amigos, e camaradas do Sindicato, não esquecendo os bombeiros, saber se já chegou a ambulância nova. Este era ao menos o lado positivo.
Preparei a minha mala branca. infelizmente nem uns chocolates podia levar, pois não ganhara nem um franco, os trabalhos em casa do padre foram a paga para o alojamento e mesa.
Quando já tinha tudo preparado para partir, o padre veio-se despedir de mim desejar-me sorte, mandar recomendações para o padre da minha terra, dar-me alguns chocolates para os meus, e 200 francos, dizendo que bem os merecera pelos bons trabalhos que tinha feito, o que realmente era verdade.
Despedi-me e dirigi-me á estação de Cressier para apanhar o já mais que conhecido regional até Neuchatel, e aí o outro semi directo até Cornavin - Genebra, a central de camionagem, ou gare routiére, ficava mais abaixo umas duas centenas de metros.
A viagem foi quase sempre feita já de noite, mil coisas passaram pela cabeça duranre o percurso até Genebra, momentos de derrota, de alegria, de revolta, de decepção enorme. Que irão dizer as pessoas da aldeia, os amigos, e colegas de trabalho, mas afinal muito pouca gente sabia da minha aventura! e se já não me dessem trabalho na fábrica, como iria manter os meus, e pagar o dinheiro que pedi á minha mãe? que terá acontecido ao meu irmão João, e ao Júlio (baguiço)? e aquela equipa que ficou em Genebra, eu dei-lhes a minha possível direcção do Aníbal, mas não tinha a deles pois eles não sabiam onde iam ficar. Se calhar já estão a trabalhar, tiveram mais sorte que eu, fiz mal eu não ter ficado com eles em Genebra, afinal é um centro muito maior que Neuchatel e Le Landeron, e as possibilidades seriam muito maiores de encontrar trabalho.
Mais esse tormento e dúvida, será que só eu é que terei de regressar? se fôr assim a derrota será ainda maior, nem queria imaginar eu continuar no mesmo rum rum em Portugal e ver os meus amigos de viagem chegar já bem na vida com o sonhado BMW, Não era um sentimento de inveja, não senhor! era sim um sentimento de falhanço ainda maior da minha parte.
(Continua...)



3 Comentários:
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