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segunda-feira, abril 24, 2006

A minha primeira aventura por terras helvéticas - Capitulo IXXX (último capitulo) - Autor: Albino Pinho

Capitulo IXXX

Finalmente chego a S. João da Madeira, á praça Luís Ribeiro, são 13h de segunda-feira dia 22 de março 1982, desço o autocarro, e espero que o motorista que dê a minha mala branca. Há alguns transeuntes curiosos que param a ver os que descem, entre eles infelizmente há umas senhoras da minha terra, famosas pela sua má língua, tento não chamar a atenção delas, mas discretamente reparo que elas já me focalizaram, e estão a comentar algo entre elas.
Linda recepção penso, eu! está um dia lindo ao menos, agora há qua arranjar um táxi e sair daqui o mais rápido possível.
Digo ao motorista para me ir levar a Teamonde - Carregosa, na estrada para Vale de Cambra, chegado a casa dos meus sogros onde provisóriamente se encontrava a milha esposa e filhas, pago com 10 francos Suiços, por falta de escudos, e digo ao motorista que fique com o troco, ele ficou muito contente e lá partiu.
Entretanto com o barulho do motor do carro, minhas filhas já me tinham visto, pois tinham vindo á janela.
Entro com a minha mala branca na cozinha, minha esposa me recebe com muita alegria, com as minhas filhas, ainda muito pequeninas a não entender muito bem o que se passava.
Descansei um pouco, mais á noite, já com a família toda reunida, não pode conter as lágrimas e a revolta do meu falhanço, da minha derrota, prometendo no meu íntemo a mim próprio um dia voltar, mas para ficar, custe o que custar.
Notei, ao menos num familiar uma satisfação pelo meu falhanço.
Passados dois dias apresentei-me na fábrica, no sindicato, e nos bombeiros onde retomei as minhas funções normais que exercia antes da minha partida.
A equipa que tinha ido comigo, os de Genebra já tinham regressado á duas semanas, dizem que um dia ainda foram ao endereço que eu lhes dei do meu amigo Anibal, mas que não estava lá ninguém, e voltaram a Genebra na mesma tarde. O Anibal estava ausente, e eu já estaria e a morar na casa paroquial.
Mas diziam eles que a aventura foi proveitosa, e lhes deu ideias para uma próxima tentativa.
Comecei a fazer mais horas extraordinárias na oficina de um amigo para pagar o dinheiro que pedi emprestado, o que consegui passado pouco tempo.
Recebi notícias do Aníbal me confirmando que também estava desempregado, e que tencionava regressar.
Afinal tinha aprendido alguma coisa com esta aventura fracassada, e se um dia fizer outra tentativa, já não será um salto no escuro como desta vez.
O tempo foi decorrendo normalmente sem grandes histórias, e efectivamente em setembro de 1985, por razões várias, vou de novo para a Suiça, onde me mantenho até hoje. As peripécias desta segunda tentativa foram numerosas, incrivéis, recambolescas e mesmo dramáticas nalguns momentos, mas com muita determinação, persistência, teimosia, e amor á família acabei por conseguir.

FIM!

Penso um dia escrever essas peripécias, que darão um enorme, e apaixonante folhetim. Como a de milhares de emigrantes Portugueses espalhados pelos 4 cantos do mundo, cada um com a sua hsitória diferente. Que bom seria se algumas dessas histórias fossem publicadas, para que muita gente compreendesse que ser emigrante não é tão romantico quanto muitos julgam.


1 Comentários:

At 17/3/07 9:18 da tarde, Anonymous Anónimo said...

best regards, nice info »

 

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